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naomedeemouvidos

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos..

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Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos..

05.Ago.17

"à", "á" ou "há"...que grande confusão!

naomedeemouvidos

Já nos basta o “desacordo” ortográfico (essa espécie de tratado da língua, parece que portuguesa) para confundir os mais e os menos incautos; não precisamos de estender, à confusão criada, a profanação do acento na tão maltratada contracção “à”. Confesso que é dos erros que mais me incomoda, vá lá saber-se porquê, já que a proliferação de desastres linguísticos pelas redes sociais e não só deixa qualquer pessoa alfabetizada “à”! beira de um ataque de nervos…ou não?

Das ementas dos restaurantes às placas de sinalização de rua, é uma obscena profusão de “as” com acento ao contrário, agudo em vez de grave e, muitas vezes (porque uma desgraça nunca vem só), ainda antecedidos do pobre e desditoso h: talvez porque frequentemente é mudo, quem julgue que o pode pôr em qualquer lado, pelo sim, pelo não... E quando vejo “aberto das 8.00 h ás 16.30 h” à porta da secretaria de uma escola fico capaz de arrancar os meus poucos cabelos, um a um!

A verdade é que a continuada desordem talvez seja legítima. Afinal, o acento agudo flui naturalmente, ao ritmo da escrita, ao contrário do grave que, fazendo jus ao nome, impele maior seriedade, pois que interromper a cadência da pena e acentuar de cima para baixo e não de baixo para cima e isso torna-se enfadonho. Eu uso uma espécie de regra mais simples, embora nada tenha de gramatical: o “a” sozinho e acentuado nunca se escreve “á”. E no plural é “às, a não ser que nos queiramos referir àqueles (outro…) que existem nos baralhos de cartas.

Já com o h a história é outra…mas ainda não percebi bem qual.