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naomedeemouvidos

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos..

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Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos..

14.Set.17

Hoje, é dia das mulheres!

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Não sou “feminista”, assumo. Ainda gosto quando um cavalheiro me cede a passagem no elevador. Mas, já fico furiosa quando pretendem “ajudar-me” a estacionar. Manias. Como qualquer mulher que se preze, vá lá uma pessoa entender-me…

A expressão “empoderamento feminino” não me exorta particularmente. Talvez porque sou uma privilegiada, vivo num país que, apesar de muitos defeitos, ainda é livre, naquilo que a liberdade representa actualmente. E, também, porque nunca o tratamento diferenciado que, evidentemente, já senti por ser mulher foi ofensivo o suficiente para me fazer sentir diminuída como pessoa, o que não quer dizer que não me tenha apetecido já “ir às trombas” a alguém.

Adiante. Mesmo não sendo freneticamente feminista, alegro-me sempre que uma mulher conquista algo mais. Por isso, declaro que hoje é dia das mulheres! De todas, mas, particularmente destas três, que conheci nos últimos dois ou três dias. Ou melhor, conheci parte das suas histórias.

Alexandra é uma jovem de 21 anos que estuda Direito em Inglaterra. Para ajudar uma outra portuguesa residente em Londres há vários anos, uma senhora de 69 que tinha sido ludibriada por consórcio britânico de advogados, a Alexandra arriscou. Aparentemente os “sôtores” apoderaram-se (ou tentaram, até chegar a menina Alexandra!) das 170 mil libras de indemnização que a senhora recebeu, mas não recebeu, na sequência de um acidente que a terá deixado parcialmente incapacitada. A “nossa” Alexandra não se deixou intimidar, encheu-se de conhecimento, dedicação e coragem e enfrentou a “Hansen Palomares Solicitors”. E, sabem que mais? Ganhou. Pois é. A dona Ângela vai poder, finalmente, usufruir do dinheiro a que tem direito, mas que não lhe queriam dar! Grande Alexandra!

E o que dizer da Sabrina? A Sabrina é uma física americana de 24 anos. Devia ser proibido ter 24 anos e, ainda por cima, ser física. Mas não é. E como a Sabrina tem muita lata, aos 14 anos construiu um avião que pilotou pela primeira vez ao 16! É preciso ter descaramento! A Sabrina graduou-se em Física, com a nota máxima, no Massachusetts Institute of Technology e, actualmente, é estudante de doutoramento na Universidade de Harvard. Ou isto é uma daquelas novas e apelativas fake news, ou também é grande, a Sabrina!

Da última mulher, não sei o nome. Mas, esta, é bastante mais velha que as outras duas. Tão velha que já se está nas tintas para a atenção que lhe possamos prestar ou não, mas o que é justo, é justo. Quando o seu esqueleto foi encontrado presumiu-se que era de um guerreiro Viking. Um homem, claro, porque, no mesmo túmulo, foram encontrados os esqueletos de dois cavalos de guerra, uma espada e setas e, já se sabe, as mulheres vikings gostavam mais de ficar em casa a tomar conta dos filhos, a limpar o pó e a cozinhar. Mas, afinal, os testes de ADN vieram confirmar que o guerreiro era mesmo uma mulher.

Já dizia Einstein: “há uma força motriz mais poderosa do que o vapor, a electricidade e a energia atómica: a vontade”!

Um bom dia a todas as mulheres deste mundo!

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