Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Salários, reformas e outras miudezas.

por naomedeemouvidos, em 12.06.19

Não tenho nada contra salários milionários, nem contra reformas chorudas, acumulados, por acumular, precoces, tardias e todos os outros benefícios que servem, dizem, para não deixar escapar esses geniais gestores, empreendedores, supervisores e outros dotados trabalhadores. Só tenho mesmo, mesmo, pena de não ser suficientemente competente para poder exercer dignamente um, e só um, desses cargos. Espera...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:06

A TAP mal-entendeu-se com a atribuição de prémios a alguns dos seus funcionários, em ano de prejuízos. O Governo mal-entendeu-se com a TAP, acusando a quebra de confiança entre os parceiros. David Neeleman, "virou a página" dos mal-entendidos e, para evitar desentendimentos futuros, a TAP comunica que, se calhar, até se vai criar um "comité de recursos humanos" para analisar se se deve ou não pagar prémios de mérito e/ou desempenho, mesmo quando escasseiam ambos. Eu sugiro que o dito "comité" também delibere sobre a falta de sensatez e decoro, começando por entregar dicionários, com ou sem acordo ortográfico, onde constem definições claras e ilustradas, para evitar mal-entendidos.

Entretanto, não sei se mal-entendi, mas que eu saiba, os prémios não foram devolvidos. Se calhar, era quanto bastava para acabar com os mal-entendidos...digo eu, que mal-entendo um ror de coisas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:10

Por falar em liberdade...

por naomedeemouvidos, em 10.06.19

… João Miguel Tavares pôde proferir, perante os mais altos representantes do País, este discurso. Nele falou, entre outras coisas, de projectos megalómanos falhados, da amnésia fraudulenta, descarada e consentida, que varre os curricula (pouco) brilhantes dos gestores e supervisores de topo, pagos a peso de ouro para de nada guardarem memória, ou outro qualquer atributo que preste para os cargos em que caíram por obra e graça de espíritos mais ou menos santos; da corrupção real, grave e disseminada, da justiça que tarda em responder-lhe e da classe política, mesmo ali ao lado, pouco afoita a enfrentá-la. Do mérito que, ora não chega, ora não faz falta, dependendo da igualdade com que nascemos, das amizades que cultivamos. Do país que ameaça falhar aos que vivem à margem das elites daninhas, omnipresentes no aparelho do Estado, independentemente dos eles que nos governam.  

 

Podemos olhar com mais ou menos interesse para a prosa, dela retirar poucas ou nenhumas conclusões, distinguir ou desprezar o seu autor. De momento, importa-me, apenas, celebrar o privilégio de viver num país onde é possível dizer em voz alta, sem temer represálias, o que disse João Miguel Tavares. Se, além disso, nos permitirem - nos permitirmos - algo mais em que acreditar, talvez possa haver esperança num futuro melhor. Será?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:34

...

por naomedeemouvidos, em 05.06.19

The Trump Family.PNG

God Bless America

 

Melania e Trump foram de férias e levaram os miúdos...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:55

Inquietações.

por naomedeemouvidos, em 03.06.19

A morte nunca chegou a ser um tabu. Não houve tempo. Desde muito cedo, sobressalta-o uma curiosidade imensa de descobrir o que fica, afinal, para lá da vida; para lá da morte. Insiste em dizer "quando eu ainda não era vivo", em vez de "antes de eu ter nascido", como se nessa ardilosa divergência pudessem caber inúmeras existências diferentes, únicas, insubstituíveis.

No início, a insistência incomodava-me. Ensaiei - tantas vezes! - sossegá-lo com artimanhas miúdas, fastidiosas, como se fosse possível aquietar, com a ligeireza de um devaneio inconsequente, a sagacidade voraz de uma criança arguta e desassombrada. “Não fales para trás, fala para a frente!”, exigia, impaciente, quando percebia o logro. E o para a frente levava-nos sempre mais longe do que eu poderia esperar.

Pacientemente, apaziguada, fui aprendendo a não deixar que os meus medos, a minha insipiência, lhe ensobrassem os caminhos.

Há poucos - pouquíssimos - dias, a dúvida subiu de tom. Afinal, qual é o propósito disto? Sendo isto, aquilo a que chamamos vida. Desde a existência ou não de uma alma, ao que - existindo realmente - lhe sucede quando o corpo cede e sucumbe, finalmente. Inquieto-me. Não sei se quero falar sobre isso. Não sei se sei. Por vezes, ainda me enfureço. Não por ele; não com ele, exactamente. Comigo, por não conhecer tudo, por me faltarem respostas tão evidentes, tão urgentes.

Talvez a vida encerre um mistério maior ainda do que a morte. Há gente que morre sem nunca ter vivido. E há quem permaneça eternamente vivo, muito para além da morte. Talvez haja, nisto, algum propósito.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:22

(In)Continências.

por naomedeemouvidos, em 02.06.19

“Os polícias têm uma obrigação diferente: têm que tratar os cidadãos por igual e o preconceito vai redimensionar a nossa capacidade humana, acaba por nos condicionar. Tenho obrigação de ter um comportamento linear com todo o cidadão, o nosso juramento é nesse sentido. Se explicar isto a um polícia ele não entende”.

 

A sentença acima é de Manuel Morais, agente da polícia e, agora, ex-dirigente sindical por exigência dos alguns dos seus colegas de profissão que o acusam de uma espécie de traição à classe. “Não aceito ter na direcção do sindicato mais representativo da PSP nem aceito poder ser representado perante qualquer outra instituição por um elemento que revela total desconhecimento da honestidade humana e policial dos seus pares”, parece que é parte do texto que consta da petição que exigiu a sua saída da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP).

 

Manuel Morais também é antropólogo e o seu nome não era totalmente desconhecido, pelo menos, para quem ainda lê jornais. A sua tese de mestrado sobre policiamento “em zonas urbanas sensíveis” já tinha sido notícia e já tinha causado desconforto entre os tais pares. Agora, com a condenação de alguns dos polícias envolvidos nas agressões daqueles jovens da Cova da Moura, houve quem não gostasse de ouvir, novamente, Manuel Morais falar de preconceito racial entre agentes da PSP.

 

Não sei se há ou não há um problema de preconceito racial entre elementos das nossas forças de segurança. O que não é o mesmo que dizer que não sei se há ou não polícias, ou outros agentes de autoridade, racistas. Há, seguramente, porque o preconceito, seja de que tipo for, não se pode abolir por decreto, nem entre os pares nem fora deles. A sociedade há-de ser sempre imperfeita. Podemos – devemos! – lutar contra todas as formas de abuso, mas não creio que a Humanidade consiga livrar-se do pecado de julgar o outro sumariamente com base na sua diferença aparente.

 

“Se explicar isto a um polícia ele não entende”, sendo isto a obrigação que a um polícia - e a outros agentes da autoridade - se exige, a de pautar a sua conduta por códigos mais elevados, irrepreensíveis, igual para qualquer cidadão. Parece que o próprio Manuel Morais tropeça nesse juízo generalizado e peçonhento que teima em pegar-se à pele até dos mais justos. Não serão todos, os polícias que não entendem a superioridade dos seus deveres. Mas, depois, vêmos um vídeo, publicado pelos próprios, em que dois militares da GNR gritam a uma mulher que lhes faça continência, prosseguindo em interlúdios jocosos, à sombrinha da cadeirinha, à-vontade, mas, não à-vontadinha, e sentimos uma onda de vergonha pelo indecoroso comportamento de, pelo menos, alguns daqueles que têm a tal obrigação de cumprir o seu dever com brio e dever de honra. Não são bem polícias, é verdade, mas, para a desfaçatez mariola, importa pouco, infelizmente. 

A mulher do vídeo é uma prostituta, pois claro, a piadinha é sempre mais fácil com quem parece mais humilde, mais pobre, mais desprotegido.

Os militares da GNR, esses, serão “transferidos preventivamente para o Comando da Unidade, em Faro, para o desempenho de funções que não implicam o contacto com o cidadão”. Nada de novo. A não ser, que não se ouviu falar de memoriais assinados pelos pares, dando conta do insuportável infortúnio que é deixar-se representar por militarzinhos brincalhões e muito pouco zelosos da farda que vestem.

 

Já por aqui disse que gosto de ver o "Governo Sombra". Prezo, especialmente, o humor inteligente de Ricardo Araújo Pereira e a lucidez de pensamento de Pedro Mexia, ainda que discorde dele muitas vezes. Foi pena que a crítica ao imbecil episódio da continência - acto, em si mesmo, quase menos grave do que o todo - se focasse mais na idiotice de serem os próprios agentes a filmar e a publicar o vídeo, do que na miserabilidade do acto. Se calhar, será suficiente apontar, apenas, a estupidez. E, claro, ensaiar mais umas quantas piadas.

Pelo menos, que não venham a repetir-se as graças por quem tem obrigação de ser sério.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:42

Retratos Sociais.

por naomedeemouvidos, em 31.05.19

Uma viagem tão trivial quanto necessária. Por exemplo, de avião. De regresso a casa, com muitas horas de sono perdidas a troco de trabalho ou lazer, entre escalas apertadas, algo atordoados entre diferentes fusos horários e o cansaço acumulado de vários dias fora da rotina normal. Que bom, sentarmo-nos, por fim, numa cadeira, mesmo de um lugar de avião, e relaxar um pouco. Quem sabe, dormitar, para quem tem a sorte de se deixar sossegar, ainda que viajando em classe turística.

Subitamente, entre um abrir e fechar de olhos mal amestrado, enquanto nos ajustamos na cadeira com impaciente esforço, procurando a dignidade escusada da posição menos desconfortável, esbarramos, atabalhoadamente, com a nossa imagem sequestrada no pequeno écran do telemóvel do miúdo de 11 ou 12 anos sentado no lugar ao lado do nosso.

 

Foi mais ou menos isto que aconteceu, recentemente, a uma amiga minha. No regresso a casa, durante uma viagem de avião reparou, por acaso, que o menino que viajava no lugar ao lado a fotografara – sem o seu consentimento, evidentemente – enquanto ela dormitava um pouco. Pediu-lhe que apagasse a imagem. Depois, foi falar com a mãe da criança, que, naquele dia, num vôo lotado, não viajava perto do filho.

 

Num mundo cada vez mais dominado pela imagem – e pela exploração dessa imagem nas redes sociais para fins vários, nem sempre, inocentes – é difícil encontrar o equilíbrio entre o direito a captar momentos únicos, eventualmente, irrepetíveis, que queremos preservar para além da nossa memória, e o direito que temos a não nos vermos expostos numa qualquer conta de Instagram, de alguém que não conhecemos, sabe-se lá com que intenção. O recíproco também se aplica. E, na verdade, é difícil fazermos fotografias sem captar, ainda que acidentalmente, a imagem de um qualquer desconhecido que não nos autorizou a fazê-lo. Os mais conscientes dessa pequena(?) violação de privacidade limitam, com algum decoro, a exibição desses retratos pessoais. Outros, acabam por promover a partilha mais ou menos exaustiva desses adorados (não necessariamente adoráveis) instantes, sem pensar demasiado nas consequências – por descuido, por piada mal ou bem-intencionada, por desconhecimento – ou, pelo contrário, com base num objectivo bem definido, por vezes, escandalosamente pérfido e com resultados tenebrosos. Foi assim, por (desgraçado) exemplo, que, em Novembro do ano passado, dois homens inocentes foram linchados por populares, no México. Alguém decidiu que eram eles os responsáveis pelo desaparecimento (que nem chegou a ser confirmado) de várias crianças e a notícia da sua “captura” rapidamente se espalhou pelas redes sociais, com apelos à justiça célere e por vontades próprias. Nem os comunicados da polícia isentando os homens, tio e sobrinho, da suspeita de que eram alvo foi suficiente para serenar a fúria justiceira da matilha de influencers. Foram queimados vivos por uma turba ululante e paranóica, entre aplausos, likes e emojis.

 

No último sábado, uma mulher espanhola suicidou-se. Aparentemente, não foi capaz de suportar ver-se exibida, entre os seus colegas de trabalho, num vídeo de teor sexual gravado há cerca de cinco anos (anterior ao casamento actual) e de que o marido também acabou por tomar conhecimento. Não é claro se foi a própria quem divulgou o vídeo, ou alguém por ela; nomeadamente, um ex-companheiro. Não será relevante, para o que veio a seguir-se.

O dramático é a facilidade com que a nossa intimidade se nos escapa, com ou sem culpa, com ou sem pesar de consciências e consequências, a troco não se sabe bem de quê. Imagina-se. E, no entanto, cada caso é um caso. Ser insipidamente normal, deixou de ser suficiente. A anormalidade trapaceira de Anna Sorokin valer-lhe-á uma séria da Netflix e outra da HBO. Talvez venha a ser, enfim, a milionária que encarnou durante os meses que viveu de crédulos e créditos alheios que atraiu e alimentou com a aura de glamour derramada pelas redes sociais. Ninguém gosta de ser defraudado por um – uma, no caso – pelintra andrajoso e pestilento, tresandando a miséria à distância. Mas, um (uma) vigarista é um vigarista apenas se não souber vestir-se com irrepreensível estampa, de Saint Laurent para cima; ou por qualquer lado, incluindo, lá pelos do tribunal, por onde Anna não gosta de aparecer com qualquer trapo. Há uma reputação fingida que é preciso manter a qualquer custo, que alguém não se importará de suportar pela própria.

 

Os exemplos multiplicam-se. Banalizam-se.

A mãe do menino pediu desculpa. E o menino, provavelmente, nem percebeu bem porquê. Afinal, era só uma fotografia. Pelo menos, que se tenha dado conta...

 

Quando mando o meu filho desligar os "entreténs tecnológicos" - porque está na hora, ou porque não é a hora -, às vezes, ele resmunga um "mamã, se tivesses nascido neste tempo, ias perceber...". Imagino que seja o equivalente  moderno ao "no meu tempo..." e perdoo-lhe a impertinência. E, então, peço-lhe que me explique. Ouço o que me diz; ouço o que não me diz, atenta ao mais pequeno sinal de alarme, enquanto me esforço por tentar perceber se a mensagem passa em ambos os sentidos. Mas, esforço-me, sobretudo, por lhe mostrar o lado bom e o lado mau das redes sociais e por deixar claro que, online, um pequeno erro, uma brincadeira parva, pode assumir proporções inimagináveis e engolir-nos com implacável indiferença. Espero que ele me dê ouvidos.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:00

Das dívidas, e outras tendas.

por naomedeemouvidos, em 29.05.19

Está inaugurada uma nova era nas passerelles pelos corredores das comissões parlamentares de inquérito. Depois dos ataques de amnésia e dos truques de ensaiado amadorismo confesso, eis que chegou a vez do pessoalmente, não devo nada. Do guardei tudo, menos memória, ao perdi tudo, até as dívidas. Berardo parece ter dado o mote. Talvez tenha sido a carta de contrição – ou comunicado, ou lá o que foi – que o eventualmente futuro-ex-comendador usou para se fingir arrependido dos impulsos a que cedeu no calor da memorável audição que protagonizou. Afinal, foram muitos os que lhe reconheceram a bravura de não se ter escudado, como outros, no esquecimento burlesco e trocista; ou que exaltaram, perdoando-lhe, a ausência de pedigree à altura das digníssimas comendas. Será indiferente, pois acredito que todos os donos de coisa nenhuma, enfim, comungarão do amor enorme que têm por este país e pelos seus compatriotas; em que outro, poderiam levar a vida a rir como hienas, de boca aberta ou em surdina, do pecado da faustosa gula saciados com a bênção de todos os (des)governos e o indulto sempre manso e abnegado dos seus honoráveis concidadãos?

Diz-se que, por estas e nenhumas outras, o povo, há muito, decidiu-se pela abstenção, em dias de eleições. Quando, por isso, precisamente, devería engrossar fileiras, velar mesas de voto e entupir as urnas. Às vezes, não sei qual dos nojos se nos apresenta mais intolerável: é a falta de decoro, ou a de oportunidades de usar do mesmo generoso expediente?

 

Enquanto os bem-apessoados, grandes – magníficos! – devedores gozam, entre outras coisas, do muito sacro mas pouco santo sigilo bancário, a populaça descalça e distraída, desprovida de advogados de renome banhado a interesses partidários e da banca, esbarra no zelo (sempre) implacável (com a plebe) dos agentes da autoridade tributária assessorados por elementos da GNR.

operação stop.PNG

Seremos todos iguais; mas, haverá sempre uns mais animais do que outros.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:40

Não que se tenha falado muito, até agora. Mas, hoje, por tradição – que já não é o que era – é dia de reflexão. Não se pode fazer propaganda política – pelo menos, na forma clássica da coisa, já que, nas redes sociais, todos podemos muito do que quisermos – nem apelar ao voto. Nem candidamente, nem sofregamente. Para compensar, teremos sempre outra coisa. Como, por exemplo, a América de Trump.

E, entre essas outras coisas, que o homem não pára, o presidente dos EUA declarou guerra à China. Mais ou menos. Não foi bem guerra, não foi bem à China. Donald Trump, no seu estilo único, que nunca desaponta (mais…) acusa a Huawei de ser uma coisa muito perigosa; olha-se pare eles, o que fizeram do ponto de vista da segurança, do ponto de vista militar, e aquilo é muito perigoso. Mais ou menos isto. Não é que seja muito importante o que diz, ou como o diz, Donald Trump. Sim, é o presidente dos EUA; para o bem e para o mal, impõe-se que o escutemos. Mas, as suas convicções oscilam ao sabor de…qualquer coisa que lhe passe pela cabeça, naquele exacto momento, vá lá saber-se o quê. Mas, imagina-se. A economia, estúpido; o seu narcisismo crónico e enjoativo; a fanfarronice pífia e o bullying descarado sobre tudo e todos os que ousem não lhe prestar a devida vassalagem.

 

Adiante. A embirração é contra uma empresa chinesa e não contra a China. Dizem os entendidos, é a mesma coisa. Na China, tudo passa (ou não) pela chancela do regime. E, à primeira vista, as preocupações de Trump são puras; genuínas e arrojadas. Não é por um mentiroso convicto e descarado ser um mentiroso convicto e descarado que devemos duvidar das suas intenções quando parecem, não apenas justas, mas credíveis. Mas, a economia...não é preciso ser estúpido para perceber a quanto obrigam os bons negócios. Aqueles da China - com a China ou não, pode ser com príncipes sem princípios, mas com fins e imensos meios, millions and millions de meios - não devem compadecer-se com atropelos de somenos. Afinal, se pudermos chegar a algum entendimento comercial, vantajoso para ambas as partes, talvez se possa remediar qualquer incómodo. Em segurança. Sempre em convenientíssima segurança. 

De modo que, bastaram quatro ou cinco dias (uma quase eternidade, no caso) para que se suavizasse a enorme preocupação de Trump com a mui perigosa Huawei, embalado e animado que estará com acordos comerciais emergentes e proveitosos.

 

Entretanto, o homem que, permanentemente, se queixa da má imprensa, dos terríveis jornalistas, classificando de fake qualquer notícia contrária ao seu humor, o chefe de Estado que adoraria acabar com todos os programas de entretenimento que o parodiam, e às suas políticas, esse presidente tão transparente que recusa, ao Congresso, a consulta da sua declaração de rendimentos (e tão brilhante que soube usar as leis do seu grande país para sobreviver à crise, acumulando, ainda assim, prejuízos milionários), esse profundíssimo poço de virtudes que desceu dos céus no seu avião particular para salvar a América de todos os seus inimigos, ajudou a divulgar um vídeo convenientemente manipulado pelos seus próprios apoiantes com o intuito de ridicularizar Nancy Pelosi. O vídeo foi editado de forma a abrandar  um discurso da líder da Câmara dos Representantes, dando a impressão que Pelosi não estava no seu estado normal; embriagada, eventualmente. A farsa era fácil de desmontar, mas, o que é que isso importa? Trump cavalgou o show  bem ensaiado da “crazy Nancy”, o YouTube eliminou o vídeo, o Twitter mantém-no sem emitir comentários e o Facebook mantém-no, também, a bem de uma coisa que alguns chamam de liberdade de expressão.

 

E, assim (não) se faz boa política.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:19

Concursos de estimação.

por naomedeemouvidos, em 24.05.19

Miss H.PNG

 

Não sou adepta de concursos de beleza, mas há quem aprecie. A beleza tem, no entanto, várias tonalidades; e, gostanto, ou não, de concursos que lhe rendam a (i)merecida homenagem, nem todas as disputas são iguais. 

Este ano, também haverá eleição. As interessadas só têm de enviar "1 ou 3 fotos", escolher o "nickname" e escrever "algumas palavras para se representar”. Parece que já estão inscritas algumas candidatas e "elas não fazem apelo à morte seja de quem for”. Que bom; embora, de momento, não haja portuguesas inscritas.

 

Há uns anos, um homem foi condenado por ensinar o cão a fazer a saudação nazi. Não tinha más intenções, o pobre coitado, só queria ser engraçado e irritar a namorada. Não se terá lembrado de organizar um concurso. Era capaz de ter irritado a namorada na mesma e, talvez, tivesse tido mais piada...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:22



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


Layout

Gaffe


Arquivo



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.