Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


    Já foi escolhida a palavra do ano. É “tóxico”. Discordo, de forma arejada e consciente. Acho que a palavra do ano – deste e, se calhar, dos vindouros – devia ser duvidar, ainda que com moderação. Não só duvidar das notícias pré-fabricas e arremessadas para as redes sociais com o intuito de provocar o maior número de danos colaterais, mas também das estouvadas soluções radicais e milagreiras que tudo tornarão grande outra vez, das nações aos clubes de futebol. Se duvidarmos talvez possamos existir melhor, porque mais conscientes do logro pérfido com que nos confundem, entregando-nos, como rebanhos, nas mãos desses magníficos cavaleiros dos tempos modernos, já sem capa e sem espada, mas empunhando sofisticadas armas, em sentido literal ou tecnológico.

    No arsenal de guerra tecnológico, o WhatsApp matou, recentemente, dois homens inocentes. Inconscientemente, puseram-se a (esse insuportável!) jeito e à mercê dessas massas ultrajustas, supramoralistas, mobilizadoras da vontade do povo e, sobretudo, pró-justiceiras por meios céleres e próprios. O facto de os homens serem inocentes é um pormenor de importância nada maior. Servirá como exemplo e forma de intimidação sobre más-intenções futuras. Afinal, na guerra também morrem inocentes em prol de objectivos muito nobres, como a busca pela ansiada paz que teima em não chegar a todos. O importante é mostrar que acabou o tempo em que a culpa morria solteira. Se é possível casar à primeira vista, por maioria de uma necessidade imperativa há-de ser permitido condenar à morte ao primeiro relance e rumor de suspeita. A bem da ordem, da moral e dos bons costumes não deve dar-se à justiça um tempo que corre lesto e sôfrego na procura de soluções à medida, para todos os gostos e necessidades. Na urgência da luta contra os demónios que nos assaltam não cabe a ponderação nem a justiça das leis que urdimos para construir sociedades mais igualitárias. Essas, falharam-nos estrondosamente. O povo, cansado de todos os males que minam o seu bem-estar, quer dar a voz e a vez aos destemidos com mão de ferro que prometem o paraíso, seja na sua grandiosa terra, ou no seu modesto quintal.

    Já não se enganam os tolos só com papas e bolos. Mas não é pela elegância da mentira e pelo assombro das causas que o engodo deixou de servir o seu propósito. E, por isso, a dúvida deve resistir; se não acima de tudo, para que, pelo menos, não prevaleça a confiança absoluta dos estúpidos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

"Adivinha lá...

16.11.18

...se não me estivesses sempre a dizer que, com livros, nunca estamos sozinhos, não tinha conseguido completar as 180 palavras do texto de opinião!"

                                                      O meu filho, à saída do último teste de português. Moral da história: às vezes, ser chata compensa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Exit the Brexit.

15.11.18

O que nasce torto tarde ou nunca se endireita.  E, assim, Theresa May e o Reino Unido continuam reféns de um insano acordo que, afinal, parece que ninguém quer. Dizem que é desta. O acordo será finalizado e formalizado a 25 de Novembro. Será?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

    Há mulheres que não aprendem. Ou se põem a jeito ou põem cuecas de renda. Ou usam fio dental ou não apertam as pernas com firmeza. Ou dançam de forma sensual ou saem sozinhas à noite. Ignoram que os homens são predadores implacáveis, cheios do recato que lhes falta a elas, lobos com peles de cordeiro, sempre à espreita, à espera do convite fortuito, mas eloquente e irrecusável. O que elas querem, sabem eles. E sabem todos, sem excepção. Os que não sabem, não são bem homens. A ocasião faz o ladrão e as mulheres impudicas fazem os violadores.

    “Têm de olhar para a maneira como ela estava vestida. Usava um fio dental com a frente em renda”, advertiu a competente advogada, no tribunal, numa tanga sem renda. Que tamanho ultraje! Como é possível, tanta pouca vergonha? Há mulheres que são umas galdérias, de facto. Galdérias e ignorantes, pois, desconhecem que há homens, parece que todos, que não resistem a uma provocadora cueca de renda e fio dental. Que extraordinário descanso saber que há outras mulheres que nos alertam para o perigo que o nosso traje, o interior também, representa para os incautos. Só as mulheres recatadas – e parece que também as feias – nunca são assediadas ou violadas. Mas, as feias não contam, porque não merecem. Basta ler jornais. Ou perguntem aos homens, esses seres acéfalos, que não podem ver uma mulher de saias ou de rendas, porque a irracionalidade primária nunca os abandonou, coitados, apesar de séculos de evolução. As mulheres sérias e compostas não provocam sensações pecaminosas. Já as do tipo leviano e atiradiço são verdadeiros shots de excitação e adrenalina; um perigo para o fraco homem comum. As desse tipo deviam ficar em casa, trancadas nas torres mais altas e inacessíveis, com um espelho mágico a quem, por descanso, perguntar, espelho meu espelho meu, já estou em modo camafeu?, e, então, gozar da segurança e condições necessárias para preservar a honra.

    Vítima que é vítima não provoca, não instiga, não socializa indecentemente. Vítima que é vítima chora e grita, arranha e defende-se. Vítima que é vítima comporta-se da forma correcta e, sobretudo, não vai em tangas – e, logo, de renda – a lado nenhum.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Demónios reais.

14.11.18

    Chegara ao país há menos de meio ano, recém-casada, e era a segunda vez que passava um mês inteiro sozinha. Não se sentia muito confortável. Não tanto pela solidão imposta, gostava do seu tempo e do seu espaço e já tinha feito muitas amizades, mas pela preocupação. Aquelas viagens de trabalho revestiam-se de algum risco e de medidas de segurança apertadas e quase hollywoodescas. As reuniões decorriam ao ar livre, de pé, supostamente no limiar da fronteira entre os dois países que os militares de ambos os lados guardavam e garantiam ser exactamente ali – embora não houvesse qualquer outro indicador dessa linha – enquanto empunhavam metralhadoras, provavelmente mais intimidatórias do que eficientes. O ambiente era sempre bastante tenso para os responsáveis europeus, muitos deles também recém-chegados a uma realidade completamente inesperada e quase irreal.

    Procurou as chaves do carro. Chegava hoje, finalmente, e preferia ir buscá-lo à estação em vez de ficar em casa à espera, embora não gostasse muito de sair à noite sozinha.

    Os primeiros dias tinham sido um choque. Durante semanas, só saía de casa de calças de ganga disformes e camisolões dois tamanhos acima. Era assustador perceber que a conheciam, que a seguiam ocasionalmente e que quando apanhava um táxi para casa nem precisava de dizer onde morava. Já a tinham prevenido. Os estrangeiros, mesmo os cooperantes, nunca passavam despercebidos e eram regularmente controlados. Apesar disso, o país era bastante seguro e aberto, comparativamente com outros países árabes e muçulmanos. Acabou por se habituar, voltou a maquilhar-se e a usar as suas roupas – embora, as mais discretas – e começou a conduzir. Mas, à noite, evitava andar sozinha. Sentira-se um pouco intimidada, umas semanas antes. Inscrevera-se num curso de inglês, para passar um pouco o tempo, e, durante uma aula de conversação, um aluno árabe confrontara-a com o facto de ser estrangeira, ocidental, e não estar, por isso, muito habilitada a discutir sobre o papel da mulher nas sociedades muçulmanas. O tom, a postura e o facto de ter tido o à-vontade de se levantar da cadeira para lhe dirigir a palavra, deixaram-na um pouco alerta para a fragilidade de uma suposta abertura e tolerância a outras culturas. Apesar do assombro que a assolou na altura, continuaram ambos a frequentar o curso sem outros incidentes, mas, passou a ser mais prudente.

   Chamou o elevador e desceu à garagem. Preparou-se para suster a respiração durante o maior período de tempo que lhe fosse possível. Aproximava-se o final do Ramadão e os vizinhos dos quarto e sexto andares tinham trocado os mercedes (mais exactamente, os lugares de garagem…) pelos cordeiros que haveriam de sacrificar daí a dias, para assinalar o fim do jejum. Há três dias que os pobres animais jaziam, encolhidos, no chão frio da cave, numa espécie de transe semiconsciente do juízo final que os aguardava, onde a glória dedicada ao profeta exigia o sangrento sacrifício das suas vidas engordadas para o ritual.

 

    Percebeu que algo mais, e mais grave, tinha acontecido assim que o viu chegar. Vinha angustiado e curvado como se transportasse às costas todos os pecados do mundo. A cara, já séria e fechada por norma (nunca o vira ou ouvira rir à gargalhada; não era esse tipo de homem), mostrava-se ainda mais cerrada e parecia ter passado um ano, e não um mês, desde que saíra.

    Abraçaram-se em silêncio. Às vezes, não fazem falta palavras para que duas pessoas se entendam. O tempo e o conforto dos próximos dias, haveriam de trazer o distanciamento e a calma necessários para relatar o horror do que tinham presenciado, ele e os colegas. Como uma expiação, por terem feito a denúncia, como lhes competia e como mandava o protocolo entre a empresa e as autoridades locais, longe de imaginarem que a distância a que estavam dos seus países de origem – e que sabiam ir para além da geografia – pudesse roubar-lhes a alma.

    Nessa noite, sentiu-o reviver o drama, mas, só mais tarde, haveria de perceber que, no seu sono agitado, ouvia ainda os gritos de dor e desespero do jovem incauto, grotesca e violentamente punido pela polícia, por um roubo imbecil e imprudente e que, por sua conta e apesar do protocolo, jamais voltaria a ser denunciado. Infelizmente, naquele dia, já não pudera voltar atrás.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

  “Funcionário do PNR que publicou imagem falsa de Catarina Martins no Facebook foi afastado”.

    A imagem em causa (vale a pena ler o Polígrafo) dava conta de que Catarina Martins teria afirmado que a cultura islâmica é “superior á nossa”, e nem o erro básico de ortografia foi suficiente para agitar a desconfiança do excelso membro do PAN, Partido Nacional Renovador. O secretário-geral do PAN acha que o colega se excedeu, o PAN não tem por hábito veicular fake news sobre quem quer que seja, mas, a autenticidade da imagem não foi confirmada porque, ao “colega”, “ela fazia sentido”. E é este “ela fazia sentido” que é um diabo de detalhe. Fazia sentido porque é mais fácil acreditar nas pessoas de quem gostamos e acusar aqueles de quem não gostamos. Para alguns, o gostar e não gostar é levado ao extremo. Mesmo que não sejam eles os autores do boato, não se importam de o espalhar, levianamente, porque o único critério é acreditar no que mais lhes convier.

    Os que hoje se informam pelas redes sociais, em detrimento do jornalismo de referência (aproveito para subscrever tudo o que li neste texto), acreditando cegamente (muitas vezes, acefalamente) em tudo o que é veiculado pelo grupo a que pertencem, fazem-no porque podem, porque querem ou porque não se interessam, desde que isso garanta muita aceitação social, muitos gostos e muitos seguidores? O fenómeno da propagação da mentira como forma de alcançar um determinado objectivo não é novo. O perigo actual talvez não esteja tanto na facilidade-barra-rapidez com que essa mentira se espalha, mas na indiferença com que consumimos essa mentira. E consumimo-la tanto melhor quanto mais predispostos estivermos a aceitá-la.  A normalização de comportamentos que, não há muito tempo, escandalizariam mais de meia nação é só mais um degrau na alienação dos novos tempos. A indignação passou a ser medida, não pela indignidade do acto, mas pela importância de quem o pratica. E a importância também depende do grupo a que se pertence, das mulheres que se põem a jeito, aos deputados que pintam as unhas ou são contra touradas e que, entretanto, viajam - de avião ou não - entre moradas reais e moradas relevantes para os devidos efeitos.

    A evolução tecnológica é uma das grandes conquistas da Humanidade. Não há qualquer dúvida e nem volta-atrás. Mesmo para os mais conservadores e inábeis (onde me incluo) são evidentes as suas vantagens. Mas – como dizia um professor meu – por cada patamar que subimos, pagamos um preço. A evolução também não é grátis, e há sempre alguém inteligente e competente o suficiente para se aproveitar da incapacidade dos outros, da sua ignorância ou, pior, da sua indiferença.

    Há umas semanas, um quadro produzido por inteligência artificial foi a leilão na conhecida e reputada Christie's, acabando a ser vendido por mais de 400 mil dólares. A tecnologia GAN tanto permite pintar ou desenhar, como manipular imagens para colocar alguém a dizer ou a fazer algo que nunca fez ou disse. E, não, não estamos a falar da manipulação caseira do vídeo que a Casa Branca divulgou para justificar o afastamento de um incómodo Jim Acosta. É mais do género se o George Clooney (ou a Jennifer Lopez, ou o que a sua imaginação ditar) lhe oferecer flores e você não for a Amal Alamuddin, isso é capaz de ser o GAN.

    Passaremos de acreditar em fake news para viver fake lives.  A não ser que passemos a ser mais exigentes com quem tem a responsabilidade de nos informar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

    O meu interesse por futebol é praticamente nulo. Com excepção dos jogos da selecção nacional – quando me deixo animar por uma espécie de patriotismo saloio, muito anterior às auspiciosas bandeirinhas do Scolari – não tenho especial apreço pelo espectáculo e, seguramente, não entendo o delírio das massas associativas e dos adeptos, embora tenha ido muitas vezes, com o meu pai (sócio cativo do FCP durante muitos anos) e a minha irmã, ao antigo estádio das Antas; era no tempo em que ainda podíamos frequentar estádios de futebol sem medo de lá deixar parte da nossa integridade física e moral.

    Se interesse tenho pouco, conhecimentos futebolísticos tenho nenhuns. Nunca percebi bem o que é um fora de jogo e acho que sei reconhecer um golo porque a baliza é grande e até para a ignorância há um certo limite. Mas, o caso Sporting-Alcochete-Bruno-de-Carvalho-e-os-seus-fantoches interessa-me porque sai um pouco da esfera do futebol. É o caso de um narcisista fanfarrão e lunático, com tiques de autoritarismo rasteiro e pífio, aspirante a Deus, que usou e atiçou um grupo de arruaceiros para – mantendo as suas mãos limpas como Pilatos – impor um correctivo exemplar a um grupo de meninos mimados e desagradecidos que não adoravam o mestre, como lhes era devido.

    Apesar de todas as tentativas, algumas ridículas e outras cobardes, para fingir que não tinha qualquer responsabilidade nos actos de inacreditável violência gratuita e aparente retaliação (por maus resultados do clube?) que tiveram lugar na Academia de Alcochete, as autoridades parecem estar na posse de provas que podem fundamentar a culpabilidade de Bruno de Carvalho enquanto mandante do ataque canalha.

    Ao contrário de novas e sombrias agendas, as palavras são, de facto, poderosas e – do futebol à política – há, para muitos e perigosos protagonistas, uma retórica minuciosamente pensada e usada para promover o ódio, acicatar as hostes e provocar estragos selectivos, que venham a servir de meios para atingir ambiciosos fins.

    As implicações da detenção de Bruno de Carvalho no mundo do futebol e das finanças do clube a que presidiu interessa-me pouco ou nada. Importam-me, sim, as consequências que isso possa vir a ter como contributo para limitar uma forma emergente de reinar pelo medo e pela intimidação. Se não o permitirmos no futebol, talvez possamos ter a esperança de não o virmos a permitir noutras áreas muito mais importantes para a sobrevivência da nossa democracia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

    A Escócia será o primeiro país a incluir aulas de LGBTI em todas as escolas, sendo que, já é considerada um “dos países europeus mais progressivos na igualdade das pessoas LGBTI”.

    A recente notícia fez-me pensar, mais uma vez, na normalidade ou anormalidade, seja lá o que isso for, das relações entre as pessoas e no direito de todos, quer ao respeito, quer à diferença.

    Há cerca de dois ou três anos, não recordo bem, o meu filho perguntou-me se era normal um menino namorar com outro menino. Mandava, manda, o politicamente correcto que lhe tivesse respondido imediatamente que sim, sem hesitações, cheia de certezas e tolerâncias puras, variadas e coloridas. Mas, tolerância é uma palavra que me incomoda, neste contexto, e certezas não tenho assim tantas. E, afinal de contas, o que é ser normal?

    Ensinar a tolerar a diferença incomoda-me, porque, não poucas vezes, a tolerância reveste-se de uma espécie de superioridade, seja moral, social, intelectual e por aí fora. Ensinar a respeitar a diferença é imperativo e devia começar em casa. Porque todos somos pessoas diferentes sob várias formas e todos temos direito a ver a nossa identidade respeitada. Mudei, inclusivamente, de ideia quanto à adopção de crianças por casais homossexuais quando percebi que parte da minha resistência assentava mais no preconceito do que na razão. Mas, algures entre a exigência do respeito associada à luta legítima pelos direitos iguais em circunstâncias iguais e a aparente imposição de um pensamento, de uma linguagem, de uma ideologia, perdi-me um pouco e, temo que, irremediavelmente. Corro, inclusive, o risco de ser chamada de homofóbica, dado o grau de intolerância que os ditos tolerantes – tão pios e diligentes quanto às suas causas – ostentam em relação à diferença de opinião dos outros.

    A violência sobre os homossexuais ou sobre as pessoas transgénero é repugnante e intolerável, como o é a violência sobre qualquer outra pessoa. Não preciso de qualquer esforço ou doutrina régia para explicar ao meu filho que todos temos o direito a não ser discriminados ou humilhados, seja com base na cor, na religião, no género, na orientação sexual, na nacionalidade e em tudo o mais em que a diferença exista. Creio que grande parte dessas “explicações” e dessa “educação” vêm naturalmente. Não temos, em casa e em família, o hábito de apontar o dedo ao outro, de o rotular, “olha que gordo, olha que magro, olha que feio, olha que lindo, olha o cabelo, olha os sapatos”, e penso que, inevitavelmente, o miúdo não vê na diferença, mesmo evidente, uma ameaça. Mas também não vê – e não quero que veja – uma imposição: no modo de ser, de pensar, de estar e de se exprimir.

    A sigla LGBTI designa “lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais”. Seguramente por incompetência, já tenho dificuldade em compreender plenamente a diferença entre transexual e intersexual. Mas, parece que também há LGBTQQIAAP (Lesbian, Gay, Bisexual, Transgendered, Queer, Questioning, Intersex, Asexual, Allies, Pansexual) e acho que foi entre umas e outras que passei definitivamente a gozar do estatuto de homofóbica. A luta mais do que justa pelos direitos dos homossexuais transformou-se, por parte de alguns, num delírio em que, mais do que promover a igualdade, tem contribuído para agitar fantasmas e atiçar ódios que, evidentemente, não se esvaziam por decreto, e não sei bem o que pensar sobre a existência de “aulas de LGBTI” nas escolas. É substancialmente diferente de ensinar regras básicas de cidadania, civismo e igualdade? Talvez seja, porque isso ainda não nos ensinou a abolir a violência sobre as mulheres, por exemplo. Ou a pagar salários iguais por trabalhos iguais. Mas, a educação escolar inclusiva já mostrou que está, como o inferno, cheia de boas intensões que, nem por isso, deixaram de se revelar fiascos absolutos. Se calhar, é mais importante ensinar que ser normal é aceitar que somos diferentes e que, não só, não há mal nenhum nisso, como é tão intolerável vilipendiar o outro por ser diferente como é insuportável deixar que nos imponham uma forma de pensar.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

     "Chega sempre um momento na história em que quem se atreve a dizer que dois e dois são quatro é condenado à morte."

                                                                                                    Albert Camus

Autoria e outros dados (tags, etc)

E o amor é...

09.11.18

"Como é que conseguimos permanecer juntos?"

Vou perguntar aos meus pais, que completam hoje a módica quantia de 49 anos de casados! Não sei se é para a vida toda, porque, espero que ainda haja muita vida pela frente!

Autoria e outros dados (tags, etc)


"Nada na vida deve ser temido, apenas compreendido." Marie Curie

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Eu Sou Assim

IDADE_Tem dias. ESTADO CIVIL_Muito bem casada. COR PREFERIDA_Cor de burro quando foge. O MEU MAIOR FEITO_O meu filho. O QUE SOU_Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa. IRMÃOS_ Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo. IMPORTANTE NA VIDA_ Saber vivê-la, junto dos amigos e da família. IMPRESCINDÍVEL NA BAGAGEM de FÉRIAS_Livros. SAÚDE_Um bem precioso. DINHEIRO_Para tratar com respeito.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."