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Istambul Como A Recordo

por naomedeemouvidos, em 31.08.18

    Arrastava-se há alguns minutos na fila para passar o controlo de passaportes quando reparou nela, pela primeira vez. Um fantasma negro, como um corvo, coberta da cabeça aos pés, de luvas pretas, completamente tapada, irreconhecível. Nem mesmo um fugaz vislumbre dos olhos. Um violento e opressivo Niqab, mais esmagador do que a burka, como nunca tinha visto, nem mesmo no Marrocos mais remoto, que conhecia bem. Convivera, já, com mulheres de Niqab e luvas negras, sauditas, na maioria, onde a beleza profunda dos olhos encarcerados se assumia (muitas vezes) muito mais tentadora e acirrante do que um vulgar colo desnudo. Mas nunca tinha visto aquele tipo de vulto ignoto, sem pele, sem olhos, sem identidade, naquele vai-e-vem constante de gente, entre voos e escalas, empunhando passaportes manejados como leques na esperança de afastar o calor sufocante, apesar dos aparelhos de ar condicionado ligados.

    Usou da relativa vantagem da sua posição na fila de espera e da disposição alternada dos guichés de polícia para espreitar – com o pudor e a descrição possíveis – aquela sombra negra. Afinal, estavam numa zona de controlo de fronteira. Preparavam-se para se mostrar e fazer-se reconhecer e aprovar pelos funcionários, alguns frouxos e desesperadamente lentos, que escorriam pelas cadeiras em poses desleixados e pouco formais. Como o faria ela? Reparou em como foi mudando de corredores, evitando ser atendida por um homem, nunca se afastando muito, no entanto, por sorte, do local em que se encontravam. Em algum momento, teria de entregar o passaporte e mostrar o rosto e não poderia expor-se senão a uma outra mulher.

    Faltavam, ainda, três pessoas para a sua própria vez quando a austera desconhecida alcançou o respectivo posto de controlo. Virou-se, discretamente, para o marido, de costas para a cabeça da fila, para poder observá-la claramente. A mão enluvada, negra, entregou o passaporte árabe à mulher atrás do balcão, que o recolheu com uma ligeira irritação. O denso manto negro que a cobria não era, como já suponha, uma peça única. Levantou, primeira e ligeiramente, o hijad aparentemente compacto que a cobria da cabeça até um pouco abaixo dos ombros, de forma a deixar apenas os olhos a descoberto. A seguir, baixou um segundo véu que lhe cobria o rosto desde a linha inferior dos olhos até cerca de um palmo e meio abaixo do queixo, revelando, por fim, o rosto redondo e imaculado, mas por breves momentos; o relance repentino do fundo de um prato sem poder ver-lhe a borda. Demorou uma ínfima fracção de tempo. Muito menos do que o suficiente para que a agente de segurança turca pudesse garantir, com absoluta certeza, que a face fantasmagórica que acabara de emergir, precipitadamente, na sua frente, correspondia à fotografia do passaporte que ainda segurava na mão direita. Ainda assim, deixara-a passar sem mais delongas ou reparo. Perdeu-lhe o rasto quando, ao chegar a sua vez de atravessar o detector electrónico, o monstro de metal desatou a berrar, estridente, com as frenéticas luzes vermelhas a piscar em espasmos ritmados e acusadores, obrigando-a a sujeitar-se a uma daquelas revistas demasiado próximas e incómodas. Aceitou-a de forma resignada, como uma espécie de castigo pela sua atrevida contemplação, instantes antes.

 ••

    Contra todos os vaticínios prévios – lidos, sugeridos, soprados, comentados, anunciados – não se rendeu à cidade imediatamente. A magia da metrópole fervilhante, o pulsar irrequieto das ruas a transbordar, a mistura desassossegada de culturas, a profusão inebriante de cheiros, a ostentação mais sensual do que religiosa dos diferentes véus emoldurando rostos belíssimos e artisticamente maquilhados, o encanto luminoso do Corno de Ouro e a inclemência sofisticada do Bósforo rasgando a cidade entre dois continentes, não se abateram sobre ela logo aos primeiros dias. Algures, entre (algum)a simpatia forçada e seca de muitos serviços, a dificuldade de uma comunicação fluida mesmo numa língua dita universal, o inconveniente, porém, óbvio roubo do telemóvel na carruagem atolada do metro e o estrondoso desencanto da mítica Mesquita Azul e os seus seis minaretes, tardou em deixar-se seduzir pela lendária e histórica cidade de Constantino, antes, Bizâncio, actual Istambul, a intrépida cidade dos gatos. Estava, no entanto, decidida a contrariar as primeiras (más) impressões.

    Voltara as costas à Mesquita Azul. Interessante, mas não arrebatadora. Viriam mais; mais ousadas e sedutoras, até, como as imperiais Sehzade Mehmet Camii e Süleymaniye Camii. Entre o põe e tira de lenços e saias compridas, numa cacofonia absurda de cores e estilos que a acompanharia durante todas as visitas às inúmeras e magníficas mesquitas da cidade.

•••

    Avançou, resoluta, para a entrada principal da imponente Basílica de Santa Sofia. No interior do magnífico templo da sabedoria divina – três vezes ressuscitado, sobrevivente a quatro impérios – ancestrais mosaicos bizantinos (ou o que deles resta) com representações de Cristo, da Virgem e dos Arcanjos, convivem, agora, em paz aparente com o gracioso mihrab, apontando a Meca, e os mahfilis dos muezins, desde que passou a servir de centro de oração para os seguidores do Islão.

    Admirou os quatro impressionantes painéis circulares exibindo a elegante caligrafia árabe, evocando Alá e Maomé e passagens e versos do Corão. Os candeeiros colossais em quedas vertiginosas, suspensos do tecto, num equilíbrio perfeito e impossível, debruando um quadro de urnas de mármore e tapetes flamejantes. Uma basílica e uma mesquita, numa metamorfose de diferentes estilos e várias fés, passada de império em império, opulenta, esplêndida, cobiçada e adorada por todos na sua majestosa natureza singular. Mosaicos geométricos, mosaicos com figuras, ouro, prata, vidro, terracota, pedras coloridas, mármore branco de Mármara, rosa, de Afyon, amarelo, do Norte de África, colunas da Anatólia e da Síria, do Egipto e do Templo de Ártemis em Éfeso. Uma profusão frenética de luzes e cores, múltiplos reflexos irrequietos, repartindo histórias, um colosso de arquitectura e de resistência teimosa e sobranceira.

    De uma das janelas do segundo andar, voltou a olhar o popular contorno da Sultan Ahmet Camii, com os seus insolentes, quase profanos, seis minaretes. Recordou os hipnóticos arabescos da Cúpula, repousando sobre grossos pilares, os famosos azulejos, sobretudo azuis, de Iznik e a primitiva e singela Fonte das Abluções – onde, actualmente, os fiéis muçulmanos já não lavam os seus pés impuros – perdida no imenso pátio exterior coberto de mármores de Ilha de Mármara.

    Enquanto se encaminhava para a saída, deslumbrou-se, uma vez mais, com a representação de Cristo entre o imperador Constantino IX e a imperatriz Zoé, com o mosaico de Maria sustendo o Menino e ladeada pelo imperador João II e pela imperatriz Irene, com a beleza da Virgem Maria e João Baptista com Cristo Pantocrator.

    No exterior, tomou o caminho da cisterna. Preparava-se para mergulhar nas profundezas do bairro de Sultanahmet, no ventre de Ayasofya, acudindo ao chamamento encantado da intemporal Yerebatan Sarnıcı, o mais assombroso depósito de água da época bizantina. Sem o romantismo, é certo, do barco a remos de James Bond, em Da Rússia com Amor, nem a urgência da ameaça moderna e algo tosca do Inferno de Dan Brown, mas profundamente misterioso e de uma beleza impressionante.

  Perdeu-se entre as magníficas colunas de mármore, envolvida pela rigorosa e deslumbrante simetria das linhas harmoniosas, subindo vertiginosamente nove metros acima do solo. Àquela hora, a ténue luz amarela, de dezenas e dezenas de lâmpadas na base das colunas, emprestava à bizarra estrutura uma presença fantasmagórica, avermelhada e irrequieta, que cortejava descaradamente os pasmados visitantes. Esquecida durante anos pelo Império Otomano, vingava-se, agora, atraindo em melódica surdina, como as sereias de Homero, os incautos turistas que para sempre sucumbiam ao seu encanto.

    Deambulou entre as colunas, pelos túneis, ouviu o ranger suave da madeira e o choro desesperado e exausto dos escravos, derramado, em atormentadas formas, pela coluna das lágrimas e chegou, enfim, às duas colunas suportadas pelas excêntricas cabeças de Medusa, uma invertida e a outra esmagada sobre a sua face direita e sob o peso do pilar, ambas de olhos bem abertos e ameaçadores, convertida, ela própria, em pedra pelo reflexo maquiavélico das águas... ou talvez não.

(continua)

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Bullying de Carvalho

por naomedeemouvidos, em 18.08.18

   A telenovela Bruno de Carvalho vs Sporting continua. Mais um dia totalmente dedicado a essa tão miserável quanto arrebatadora personagem, dona e senhora de uma habilidade inabalável e insuperável para manipular tudo e todos, com a comunicação social à cabeça. Hoje, o país continua refém dos transtornos emocionais de um reles desordeiro.

   Porém, pecadora, me confesso. Nunca tinha visto (eventualmente, também em Donald Trump) um psicopata em acção, ao vivo e a cores, e estou absolutamente fascinada. Com aquele fascínio tremendamente mórbido que qualquer um de nós pode sofrer momentaneamente, mas não menos vergonhoso; pode ser a contemplação, pausada e macabra, de um acidente de automóvel, a esmagadora estupefacção perante a horrível derrocada das míticas Torres Gêmeas, o crepitar assassino e voraz, implacável, das chamas de Pedrogão, ou o bullying grotesco e insano do senhor Bruno de Carvalho.

   Bruno de Carvalho deve ser, suponho, um apaixonante caso de psicopatologia. Mas, na verdade, o mérito não é exclusivamente seu. Está assessorado, por um lado – e de forma competentíssima – por jornalistas, televisões, amigos e inimigos, ex-apoiantes e vassalos e, por outro – e de forma perigosíssima! – por advogados cheios de expediente, que manipulam, com elegância e douta maestria, as minudências da lei, ou a ausência dela, e todo o tipo de outros subterfúgios jurídicos e assim-assim. Entre estatutos, notas de culpa, destituições, providências cautelares, tudo e mais alguma coisa que sirva para iludir e ludibriar, sem qualquer intenção de promover a verdade e a legalidade. Não têm vergonha?

   Dá-me um certo asco ver como alguma suposta Justiça e alguns dos seus ilustres agentes promovem este circo, absolutamente deplorável, de verdades meias e delírios completos que vão talhando ao sabor dos acontecimentos e dos desvarios de um homem absolutamente alucinado. Não servem a Justiça. Antes, servem-se dela como de uma prostituta, adulada ou proscrita, consoante melhor servir os interesses do cliente.

   Bruno de Carvalho está para o Sporting e para os sportinguistas como os maridos violentos estão para as suas vítimas: dominando pelo medo, controlando pela agressão, intimidando pela humilhação, amando com selvajaria, desejando com ódio, até à aniquilação total do objecto da sua doentia cobiça. No fim, lamentar-se-á a morte e todos tentarão fingir que não foram cúmplices, ou porque nunca viram, ou porque, oportunamente, optaram por deixar de ver. O folclore clubístico não deve tirar o sono, a não ser, eventualmente, aos adeptos mais emocionais. O circo mediático com o apoio de alguns advogados “brilhantes” e “prestigiados” na promoção da desordem, do ódio, da intolerância, do insulto fácil e desassombrado devia assustar-nos a todos.

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Especulação Imobiliária, Sim ou Não?

por naomedeemouvidos, em 16.08.18

   Uma grande amiga minha diz, com alguma graça e sempre que acha que bebeu um golinho para lá da conta, “agora, já estou só para perguntas de sim e não”.

   Um destes dias senti-me mais ou menos assim, mas sem o golinho a mais, até porque era ainda manhã cedo e o meu pequeno-almoço costuma ser bastante mais pacífico e saudável e, claro, profundamente mais aborrecido. Aconteceu ao reunir-me com um agente imobiliário para tentar perceber melhor as condições de um novo projecto em construção, muito próximo da zona onde vivo, e, daí a achar que um de nós não estaria no pleno uso das suas faculdades mentais, foi um instante.

   Diga-se, em pleno e rigoroso abono da verdade absoluta, que já imaginava que estaríamos a falar de valores assim um nadinha para o elevado (no fim da reunião, o adjectivo que me ocorria era mais assim para o obsceno…); no prédio onde vivo há cerca de 20 anos, o preço de um T3 aumentou mais de 100%, nos últimos 4-5 anos. De modo que, imaginei que uns apartamentos novos, de uma tipologia superior, classificados como sendo de luxo, pudessem estar um pouco acima do orçamento previsto, mas, não há nada como perguntar e conhecer para decidir. Ou, mais exactamente, neste caso, para perceber que devo ser miserável e substancialmente mais pobre do que pensava.

   O projecto ainda não saiu do papel (o empreendimento estará concluído em finais de 2020), pelo que, toda a qualidade e excelência aparentes não são, ainda, possíveis de comprovar a não ser confiando, ou não, na reputação da empresa de construção responsável pelo mesmo. Quanto à localização, penso que pode vir a ser um amargo de boca, porque, sendo no coração de uma bela vila portuguesa altamente valorizada, a fachada principal do empreendimento fica virada para uma escola secundária cujas instalações são provisórias vai para uns trinta anos, se não estou em erro. Se calhar, é desta que a escola fecha portas, definitivamente, não sei. O caso é que um T4, duplex, com boas áreas, (mini-)piscina privada (embora o empreendimento tenha piscina colectiva) e dispondo de entre três a oito(!) lugares de garagem pode custar entre um milhão e setecentos mil euros e dois milhões e oitocentos mil euros. Preços excelentes, neste momento, e com tanta procura que já não são muitos os apartamentos disponíveis, neste momento. Na realidade, o ideal é termos uma decisão entre hoje e amanhã, porque, agora está disponível, mas daqui a pouco, pode já não estar…o que, aliás, já me tinha sido eloquentemente mencionado na conversa telefónica prévia. Foi nesta fase que me lembrei das perguntas de sim e não da minha amiga. Com a diferença que, no  momento da reunião, nenhum dos dois estava ébrio; eu é que estava pobre, pelos vistos, e, ao contrário da embriaguez, amanhã talvez ainda não me tenha passado.

   Descontando a típica conversa de vendedor, quem é que decide, de um dia para o outro, se compra ou não um apartamento cujo valor pode chegar aos quase três milhões de euros? Teremos mesmo mercado para alimentar esta loucura ou estaremos, antes, a vender o país a retalho apenas a quem puder pagar mais?

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Negócio da China? Não, é mesmo Português...

por naomedeemouvidos, em 10.08.18

   Ah, como é bom fazer negócios com o Estado Português! Qual negócio da China, qual carapuça! Sejamos nacionais ou estrangeiros, o que rende é celebrar (e como!) contratos com as nossas Finanças, a nossa Segurança Social, os nossos Presidentes de Câmara e por aí afora. Do parque automóvel privativo e improvisado da Madona ao prédio de Alfama que Robles adquiriu à Segurança Social a preço de saldo, das chorudas rendas da EDP aos incautos empréstimos concedidos pela CGD a distintos Donos-Disto-Tudo, do BPN ao Novo Banco, somos prodigiosamente beneméritos!

   Se dúvidas houver (ainda) no que toca ao altruísmo do Estado Português na gestão dos seus (nossos!) negócios, basta ler a notícia do Público, desta sexta-feira. Vale a pena. Parece que, além de termos vendido ao desbarato o Novo Banco ao Lone Star, depois de termos injectado milhões de euros a tentar salvar o que outros pilharam despudoradamente como ladrões de galinheiro, ainda resolvemos deixar um bónus, não fossem os senhores americanos duvidar da hospitalidade lusa. São 50 milhões de euros em moedas raras, fotografias contemporâneas, pintura, mapas portulanos e livros quinhentistas, escreve a Cristina Ferreira. A jornalista, não a entertainer. Mas também podia ser hilariante, não fosse quase burlesco. Quem é amigo, quem é?

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Há cerca de dois anos, em Espanha!, Manuel Ollero Cordero, Eizpea Etxezarraga e Bryan Eduardo Salinas Luna (sim, os nomes são importantes porque tenho muitas dúvidas que estas almas tivessem tido coragem de dizer cara-a-cara o que disseram twitte-a-twitte) comprouveram-se com a iminente morte de um menino de 8 anos. Motivo? O menino, de seu nome Adrián Hinojosa, queria, pasme-se, ser toureiro e, por isso, foi homenageado na praça de touros de Valença o que indignou muita gente. Morreu meses depois. Manuel Ollero Cordero, Eizpea Etxezarraga e Bryan Eduardo Salinas Luna (nunca é demais), entre outros tuiteiros iluminados, civilizados e ilustres, acharam que morrer era bem merecido para quem queria crescer apenas com o desejo de matar um touro na praça. Agora, um juiz espanhol acusou as três sumidades da Twitteratura de crime de ódio. Mas, na opinião de alguns, twittar algo do tipo “Que morra, que morra já. Uma criança doente que quer curar-se para matar herbívoros inocentes e saudáveis que também querem viver. Por favor! Adrián, vais morrer” enquadra-se no direito à liberdade de expressão e, por isso, pedem que sejam retiradas as acusações. 

Entretanto, o ex-ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson está a ser fervorosamente acusado de islamofobia por dizer considerar absolutamente ridículo alguém andar por aí vestido como caixas de correio, ou como assaltantes de bancos, referindo-se às mulheres que usam burka. Curiosamente, o artigo escrito por Boris Boris Johnson e que inflamou os defensores do tal politicamente correcto tinha como título Denmark has got it wrong. Yes, the burka is oppressive and ridiculous – but that's still no reason to ban it, e vai muito além da ridicularização da dita vestimenta, mas isso não interessa aos espíritos inflamados. Aparentemente, Boris Johnson não tem direito à mesma liberdade de expressão dos que desejam a morte a uma criança que gostaria de vir a ser toureiro e o senhor está a ser pressionado a apresentar as suas mais sinceras desculpas à comunidade islâmica.

Convinha fazermos um esforço para acalmar os delírios. A última vez que estive em Londres com o meu filho, tinha ele pouco mais de 4 anos, ficamos retidos no aeroporto de Heathrow por causa de um balão que o miúdo levava. Contado ninguém acredita. O balão foi levado para averiguações e foi-nos devolvido após uns bons 10 minutos e a confirmação da sua inocência. Mas uma mulher tem o direito de não revelar mais do que uma nesguinha dos olhos, impedindo as forças de segurança, por exemplo, de comprovar a sua identidade. Algo está profundamente errado em tudo isto…

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O Diabo Veste Quechua.

por naomedeemouvidos, em 02.08.18

   O tempo que perdemos com conversas da treta, em momentos em que se exige elevação, rigor e seriedade, diz muito sobre as “elites” que temos. Nomeadamente, as políticas.

   Parece que a senhora vereadora Sofia Vala Rocha, do PSD, se sente enganada por Ricardo Robles. Eu também, mas, pelos vistos, por diferentes motivos. No caso da Dona Sofia, é porque, afinal, o Ricardo veste Quechua…que afronta! Toda a gente sabe que isso é roupa de pobre. Rico que é rico, mesmo que que seja de esquerda – e da dita caviar – deve vestir qualquer coisa mais de acordo com o seu estatuto.

   Nos próximos dias, acabaremos a descobrir que a Dona Sofia tem uma participação na simpática marca e, à falta de um prédio em Alfama, resolveu fazer dinheiro recorrendo ao (como não?!)  Twitter para promoção e expansão do negócio. Ou isso, ou a senhora só veste Prada…

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"Nada na vida dever ser temido, apenas compreendido." Marie Curie

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Eu Sou Assim

IDADE_Tem dias. ESTADO CIVIL_Muito bem casada. COR PREFERIDA_Cor de burro quando foge. O MEU MAIOR FEITO_O meu filho. O QUE SOU_Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa. IRMÃOS_ Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo. IMPORTANTE NA VIDA_ Saber vivê-la, junto dos amigos e da família. IMPRESCINDÍVEL NA BAGAGEM de FÉRIAS_Livros. SAÚDE_Um bem precioso. DINHEIRO_Para tratar com respeito.

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É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."