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Rasurando, à nossa (e à vossa) vontade.

por naomedeemouvidos, em 24.01.19

    Hoje nasce um novo projecto. Aqui, na blogosfera. Num acesso de semi-loucura, imagino, a Sarin lançou um desafio a alguns sapos que por aqui saltitam e estrebucham em torno de opiniões, desabafos, desaforos e outras coisas que tal.

    Na verdade, a cidadania exerce-se de muitas formas, como por lá se irá ler. Já lá iremos. O Rasurando vai ousar propor-se ser mais uma delas. Porque, os tempos e os hábitos tornaram-se apenas um instante, demasiadas vezes inconstante, e tudo o que temos dado mais ou menos como certo e adquirido escapa-se-nos por entre os dedos, entre cacos, estilhaçado, em constante sobressalto. De modo que, se nos sobressaltarmos em conjunto, cada um a seu modo e a seu mando, talvez se unam distâncias, talvez o mundo pule e avance, borboletas batam asas, energicamente, e um turbilhão de ideias e vontades crie o mais perfeito dos caos. Se não for nada disso, continuaremos a divertir-nos, a esgrimir devaneios, a concordar e a discordar. Sobretudo, continuaremos a pensar em nome próprio e com direito. Será bem feito.

    O projecto Rasurando – e os seus participantes (de momento), Eduardo LouroGaffeJúlio FarinhaMami, naomedeemouvidosSarinPedro Vorph – propõe-se “Discutir o Estado e a Cidadania” e “Convidar à Reflexão Conjunta”. Parece demasiado; mas fazêmo-lo tantas vezes, quase sem darmos por isso. Porque não em conjunto? Sem propaganda, sem julgamentos, sem partidos, sem políticos, sem intenções para além das que possam conduzir a uma contribuição, pequena ou grande, para um debate saudável e construtivo. Perca-se um pouco por lá. Participe, opine, discuta, proponha, discorde, contribua. Vai ver que não dói nada. Ou assim se deseja. Se precisar de um motivo de forma maior, fique a saber que o projecto Rasurando foi magnificamente vestido por esta endiabrada menina, exímia na arte de transformar palavras em imagens de marca.

    Amanhã será um outro dia. Encontramo-nos (também) por lá. Por enquanto, dê uma espreitadela. Está mesmo aqui 

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publicado às 14:05

Venezuela bi-presidida.

por naomedeemouvidos, em 24.01.19

    Independentemente do que venha a acontecer nos próximos dias na Venezuela, vou fixar este nome: Juan Guaidó. Por completa ignorância minha, só recordo tê-lo ouvido, pela primeira vez, há uns dias, quando foi detido por agentes dos serviços secretos que, segundo li, acabaram destituídos por ordem do Governo da Venezuela.

    Nicolás Maduro era, até ontem, pelo menos, presidente desse Governo. Ora, por motivos profissionais, passo um dia inteiro sem ver, ou ler, notícias e, de repente, uma precipitação de acontecimentos vertiginosos, cujo alcance se perceberá nos próximos dias. Não. Nos próximos dias, não. Nas próximas horas. Minutos, não sei. Segundo a Wikipédia, Juan Guaidó (já) é 58º Presidente da Venezuela, onze países já afirmaram reconhecê-lo como tal, entre eles, os EUA, Canadá e Brasil, e o Instagram e o Facebook deixaram de certificar as contas de Nicolás Maduro naquelas redes sociais. Só por isto, deve ser verdade. Augusto Santos Silva disse que o tempo de Maduro acabou e, parece que por terras da Madeira, o entusiasmo levou a que se hasteasse a bandeira venezuelana na varanda da Câmara do Funchal (olha qu’âfofo…agora que o “nosso menino” caiu lá do pedestal e pode perder as lindas condecorações, é capaz de vir a ser necessário procurar nomes alternativos para o aeroporto…).

    Apesar do corrupio alucinado e alucinante, um ditador é um ditador, é um ditador. Não gosto de ditadores. Muito menos, de ditadores que comem bifes em restaurantes de luxo e fumam prazerosamente charutos, embalados pela performance de gosto duvidoso de um diz-que-é-chef reconhecido, enquanto o seu povo vive miseravelmente e passa fome.

    Assanhado, Maduro diz que o povo da Venezuela é que manda. Com toda a certeza! Entretanto, é capaz de vir a receber calorosas condolências de Jerónimo de Sousa, que a solidariedade com os oprimidos é uma coisa muito bonita.

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publicado às 10:17

O bairro da Jamaica.

por naomedeemouvidos, em 24.01.19

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    Não foram os confrontos, a primeira coisa que me chamou a atenção nas imagens. Foi o retrato brutal da degradação do bairro e as condições miseráveis em que, às portas de Lisboa, vive gente. Lembrou-me algumas zonas do Marrocos mais pobre e mais sombrio que vi, pela primeira vez, há vinte anos. Os mesmos prédios inacabados, mortos-vivos, esventrados, as parabólicas moribundas e, ainda assim, em violento contraste com a indecorosa pobreza, a escorrerem pelas paredes, o lixo amontoado, o entulho, mobílias esventradas lado-a-lado com carrinhos de bebé, um emaranhado caótico de fios e tubos…como é possível?

    Não serei a única a não saber exactamente o que, por estes dias, aconteceu no bairro da Jamaica (quase podia ser nome para outra melodia). Mas, nem todos os negros são delinquentes, nem todos os polícias são bófias e, muito menos, de merda, para usar uma linguagem erudita e digna e não ficar atrás de alguns daqueles a quem se chama assessores parlamentares. Dito isto, há escumalha que tresanda em ambas as partes, de todas as cores.

    Para não fugir ao cliché, comportamento gera comportamento, violência, mais violência e há quem não olhe a palavras para engordar indignações; virulentas, também. O acesso às redes sociais, com direito a instantâneos e a achaques em directo, devia estar vedado àqueles que, sendo totalmente irresponsáveis, ocupam cargos que exigem, senão inteligência, pelo menos, alguma ponderação e bom senso.

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publicado às 08:30



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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