Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Amarelo esperança.

por naomedeemouvidos, em 05.02.19

barcos amarelos.PNG

 

 

Parece que o Facebook completou 15 anos de existência. Como não uso, passou-me um pouco ao lado, apesar das últimas notícias e programas sobre até onde a Rede nos pode embrulhar.

 

Não sou adepta, não uso, não possuo desses amigos, ou seguidores, ou admiradores, ou ódios de estimação, ou outras coisas que tais que a Rede propicia. Mas, ainda me lembro de quais eram os princípios orientadores da dita: ligar-nos! A todos, no mundo inteiro, trocar conhecimento, partilhar experiências, reencontrar alguém de quem sentíamos a falta. Fazer chegar a voz de quem precisa aos que podem ajudar. Talvez eu tenha forçado a existência deste último princípio, não sei, mas lembrei-me dele ao ler esta notícia: o Facebook permitiu ajudar ao financiamento para a compra de barcos que ajudam crianças a atravessar um rio para chegar à escola, nas Filipinas. Antes dos barcos amarelos, faziam a travessia a nado, com as mochilas cheias à cabeça.

 

Acho que são devidos parabéns. Afinal, nem tudo é mau...

publicado às 12:59

Quando a morte se torna obscena.

por naomedeemouvidos, em 05.02.19

   

Morte.PNG

aqui

 

 

    Nunca é fácil lidar com a morte. Pelo menos, nas nossas sociedades, europeias, ocidentais, cosmopolitas. Outras sociedades há em que a morte é celebrada, pois é vista como uma passagem ou como uma etapa do percurso da vida, que se repete, de libertação em libertação, até à purificação total e suprema. Os próprios católicos encontram um certo conforto, se assim se pode chamar, na fé que professam por acreditarem na ressurreição dos seus mortos. E, ainda assim, essa fé pode ser brutalmente esmagada pela violenta circunstância da vida. Ironicamente, de uma forma quase macabra, face a episódios recentes, conheço bem de perto um casal que perdeu os dois únicos filhos, ambos por doenças terminais e fulminantes, com um intervalo de poucos, pouquíssimos, anos. Eram profundamente católicos até à morte do segundo filho. O que pode restar de fé, depois disso? Eu, sendo não crente, não me espanta que pouco ou nada reste. E, no entanto, deixei, juntamente com o meu marido, que o nosso único filho fosse baptizado na Igreja Católica, já com 10 anos e a seu expresso pedido. Consentimos, como pais, porque a fé, ou a sua ausência, são assuntos de cada um.

    Mas, imagino que, mesmo para quem olhe a morte como uma passagem, não como um fim absoluto, seja difícil ver partir aqueles que ama, de quem cuida, a quem se afeiçoou pelo caminho. E, se há mortes esperadas como naturais e inevitáveis – dolorosas, mesmo assim –, outras há quase obscenas. Como a do pequeno Julen; a dos dois irmãos amigos de infância do meu marido; a da pequenina de 2 anos que o pai levou ontem, à força, depois de ter esfaqueado a avó, que pereceu também. É tanta a maldade e a loucura que, por vezes, se torna difícil racionalizar sobre a inevitabilidade da morte.

    Sendo inevitável, uma consequência natural da vida em si mesma, a morte não devia ser leviana. Ninguém devia morrer pela sua própria condição. Pela sua fé. Pelo seu género. Por ser homem. Por ser negro. Por ser pobre. Por ser criança. Por ser mulher.

 

    Mais uma mulher morreu, no Nepal, exilada numa cabana sem janelas, onde acendeu uma fogueira para se aquecer. O seu crime? Estava menstruada, logo, impura, portadora de má sorte. Podia ter acabado de parir e o seu castigo seria o mesmo. Parece que assim o dita a prática do país. Prática essa que, aparentemente, foi banida do país já em 2005, mas, a quem é que isso interessa? É difícil reeducar uma comunidade inteira, um país. E, apesar de haver, desde 2017, uma lei que pune quem forçar as mulheres nepalesas a este isolamento forçado e absurdamente trágico, não há qualquer denúncia, ou qualquer queixa. No início do ano, outra mulher tinha morrido, juntamente com os dois filhos, nas mesmas condições. Chama-se "Chhaupadi". A prática.

 

    Em Portugal, desde o início do ano, já nove mulheres foram mortas em contexto de violência doméstica. Nove. Por cá, como por outros países civilizados, a tradição é outra. Terá outro nome.

   

    Há mortes que chegam a ser obscenas.

publicado às 12:23



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


Layout

Gaffe


Arquivo



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.