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Ainda sobre liberdades.

por naomedeemouvidos, em 26.04.19

 

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O meu filho olha para mim, entre o espanto e a vontade de fazer o mesmo. Afinal, é, ainda, uma criança e há várias, na sala, a mexer em tudo o que podem, desde os pequenos microfones – cada um com o seu interruptorzinho vermelho ao lado – aos teclados de computador que surgem mais ou menos escondidos nas bancadas. Há algumas piadas, alguma algazarra e alguns adultos idiotas, já que, as crianças estão apenas a ser crianças; dos adultos que as têm à sua responsabilidade, espera-se que os ensinem e eduquem, de preferência, pelo exemplo. Para muitos, o exemplo foi portarem-se como num recreio, pior do que os mais pequenos. Surpreendeu-me que alguns dos, supostamente, responsáveis pelo espaço não tivessem o cuidado de alertar para os possíveis excessos. Provavelmente, estarei errada.

 

A sala é a das "Sessões", a do nosso Parlamento no Palácio de São Bento. E sei bem que os próprios deputados são os primeiros, demasiadas vezes, a não honrar aquele local. Mas, ainda assim, sinto-me incomodada. O meu filho já sabe, antes de eu proibir o que quer que seja, que terá que se conter. Por momentos, sinto-me uma péssima mãe. Todos podem brincar, e ele não. Permito-lhe que, pelo menos, se sente numa das cadeiras, enquanto admiramos o espaço, bem mais pequeno do que nos parece, nos aparece, nos écrans de televisão.

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Nunca tinha entrado no Palácio de São Bento, nem na “Sala das Sessões”. Fisicamente, pelo meu próprio pé, não virtualmente, pelos écrans de televisão, no correr do telejornal, na azáfama dos directos. Fomos lá ontem. Por acaso, porque sim, num ímpeto de vontades, e se fôssemos? E fomos. Mais de uma hora e meia numa caminhada leve e lenta, até passar o detector de metais e entrar, finalmente, no Palácio, com o pequeno a cismar que já não entraríamos, afinal, a visita livre terminava às 18.00 h. Mas entrámos. E valeu a pena. Palavra, também, do meu filho.

 

No interior, visitámos outros espaços da Assembleia da República. Como estava muita gente, não deixo aqui mais registos fotográficos próprios. 

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publicado às 14:02



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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