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Condecorações, para que vos quero.

por naomedeemouvidos, em 15.05.19

 

"As Ordens Honoríficas Portuguesas destinam-se a galardoar ou a distinguir, em vida ou a título póstumo, os cidadãos nacionais que se notabilizem por méritos pessoais, por feitos militares ou cívicos, por actos excepcionais ou por serviços relevantes prestados ao País."

 

"A Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores."

 

Se não se mudam os condecorados, adapte-se a História e alterem-se os valores. Caso contrário, corre-se o risco de a graça passar de honra a infâmia. 

 

 

(P.S. Peço desculpa a todos os que, nos últimos dias, por aqui passaram e não me (ou)viram. Obrigada, se, por acaso, não desistiram.)

 

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publicado às 22:59

Professores.

por naomedeemouvidos, em 15.05.19

professores.PNGO professor Rui Correira foi o vencedor do 2ª Global Teacher Prize Portugal.

 

 

As sondagens valem o que valem e já nos enganaram - com estrondosa violência - algumas vezes. Os resultados de umas sobre que li recentemente, sugerem que a maioria dos portugueses está com António Costa, no que diz respeito à crise – teatral a todos os níveis e com responsabilidades distribuídas pelos principais artistas – gerada pelo documento (que, afinal, não o era) que propunha uma solução – mais não era do que um engodo concertado, como, rapidamente, se viu – para a reposição do tempo de serviço dos professores.

 

É possível que a popularidade de Costa tenha subido mais à custa do desaire dos responsáveis pelo CDS e PSD – com Rui Rio à cabeça, sem cabeça – do que propriamente pela aversão da opinião pública no que diz respeito aos privilégios dos professores e da sua falta de solidariedade com outras classes profissionais – dos sectores públicos aos privados; essencialmente privados – que nunca verão “repostas” quaisquer regalias perdidas para a austeridade; para a posteridade, também se aplica.

É-me difícil saber quem tem razão. Quem tem mais razão. No que toca a assuntos sérios, a razão tem tendência a não estar exclusivamente colada a um dos lados da discussão. Além disso, fui professora, a minha irmã é professora e tenho amigas e amigos professores. Mas, também por isso, me divido entre a solidariedade para com os bons professores e o enorme desprezo que sinto pelos medíocres que pululam pelas escolas, alguns dos quais a usam quase como uma segunda casa, começando pela aguçada arte de escolher as melhores turmas e os melhores horários, deixando para os contratados – ou para os que têm menos anos de serviço – tudo o que represente demasiado esforço ou inconvenientes adicionais. Não vale a pena escamotear a realidade, vociferar indignações, colar crachás ao peito. Toda a gente que lecciona no ensino público sabe que é assim e, às vezes, pior (o exemplo maior da falta de ética profissional - também absolutamente excepcional, é verdade - veio da professora de Português que acumulava funções de explicadora particular com um cargo de responsabilidade na elaboração das provas do respectivo exame nacional). Os bons professores, os competentes, os verdadeiramente empenhados na difícil e recompensadora (maioritariamente, se bem feita) tarefa de ensinar são esmagados, demasiadas vezes, pela falta de brio e de profissionalismo de colegas que estão na escola pública, apenas, porque ninguém os pode de lá tirar.

 

 

Quando a minha irmã me explica – sem crachás ao peito – porque razão tem direito ao pagamento integral dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço, eu tendo a concordar. Não porque seja minha irmã, mas porque sei que é uma profissional irrepreensível – atestam-nos outros colegas, daqueles que, realmente, importam, e alunos. Sobretudo alunos. São os alunos os mais prejudicados pela degradação do ensino, nomeadamente, o público; e o senhor Nogueira, mais uma parte significativa do seu séquito, poucas vezes se preocupam com os alunos. Não são os anos de serviço que moldam um professor de excelência. Podemos discutir os meandros da progressão de carreira dos professores, mas, isso é toda uma outra questão. E não deixa de ser curioso que se possa correr com um professor vaidoso, mas, não com um professor medíocre, ou manifestamente incompetente, inclusive, na área que "lecciona" (como também sabemos que acontece). É difícil de entender, sobretudo, de aceitar que o sucesso escolar seja relegado para depois dos bafiosos, mafiosos, alinhamentos burocráticos. Enquanto não nos unirmos para resolver este problema, perdemos todos: o país, os pais, os alunos e os professores. Muito mais do que nove anos e demais etceteras.

 

P.S. Entretanto, li que os professores não vão insistir na greve às avaliações, que estaria marcada para o próximo mês. Alegro-me.

 

 

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publicado às 19:14



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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