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Não que se tenha falado muito, até agora. Mas, hoje, por tradição – que já não é o que era – é dia de reflexão. Não se pode fazer propaganda política – pelo menos, na forma clássica da coisa, já que, nas redes sociais, todos podemos muito do que quisermos – nem apelar ao voto. Nem candidamente, nem sofregamente. Para compensar, teremos sempre outra coisa. Como, por exemplo, a América de Trump.

E, entre essas outras coisas, que o homem não pára, o presidente dos EUA declarou guerra à China. Mais ou menos. Não foi bem guerra, não foi bem à China. Donald Trump, no seu estilo único, que nunca desaponta (mais…) acusa a Huawei de ser uma coisa muito perigosa; olha-se pare eles, o que fizeram do ponto de vista da segurança, do ponto de vista militar, e aquilo é muito perigoso. Mais ou menos isto. Não é que seja muito importante o que diz, ou como o diz, Donald Trump. Sim, é o presidente dos EUA; para o bem e para o mal, impõe-se que o escutemos. Mas, as suas convicções oscilam ao sabor de…qualquer coisa que lhe passe pela cabeça, naquele exacto momento, vá lá saber-se o quê. Mas, imagina-se. A economia, estúpido; o seu narcisismo crónico e enjoativo; a fanfarronice pífia e o bullying descarado sobre tudo e todos os que ousem não lhe prestar a devida vassalagem.

 

Adiante. A embirração é contra uma empresa chinesa e não contra a China. Dizem os entendidos, é a mesma coisa. Na China, tudo passa (ou não) pela chancela do regime. E, à primeira vista, as preocupações de Trump são puras; genuínas e arrojadas. Não é por um mentiroso convicto e descarado ser um mentiroso convicto e descarado que devemos duvidar das suas intenções quando parecem, não apenas justas, mas credíveis. Mas, a economia...não é preciso ser estúpido para perceber a quanto obrigam os bons negócios. Aqueles da China - com a China ou não, pode ser com príncipes sem princípios, mas com fins e imensos meios, millions and millions de meios - não devem compadecer-se com atropelos de somenos. Afinal, se pudermos chegar a algum entendimento comercial, vantajoso para ambas as partes, talvez se possa remediar qualquer incómodo. Em segurança. Sempre em convenientíssima segurança. 

De modo que, bastaram quatro ou cinco dias (uma quase eternidade, no caso) para que se suavizasse a enorme preocupação de Trump com a mui perigosa Huawei, embalado e animado que estará com acordos comerciais emergentes e proveitosos.

 

Entretanto, o homem que, permanentemente, se queixa da má imprensa, dos terríveis jornalistas, classificando de fake qualquer notícia contrária ao seu humor, o chefe de Estado que adoraria acabar com todos os programas de entretenimento que o parodiam, e às suas políticas, esse presidente tão transparente que recusa, ao Congresso, a consulta da sua declaração de rendimentos (e tão brilhante que soube usar as leis do seu grande país para sobreviver à crise, acumulando, ainda assim, prejuízos milionários), esse profundíssimo poço de virtudes que desceu dos céus no seu avião particular para salvar a América de todos os seus inimigos, ajudou a divulgar um vídeo convenientemente manipulado pelos seus próprios apoiantes com o intuito de ridicularizar Nancy Pelosi. O vídeo foi editado de forma a abrandar  um discurso da líder da Câmara dos Representantes, dando a impressão que Pelosi não estava no seu estado normal; embriagada, eventualmente. A farsa era fácil de desmontar, mas, o que é que isso importa? Trump cavalgou o show  bem ensaiado da “crazy Nancy”, o YouTube eliminou o vídeo, o Twitter mantém-no sem emitir comentários e o Facebook mantém-no, também, a bem de uma coisa que alguns chamam de liberdade de expressão.

 

E, assim (não) se faz boa política.

 

 

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publicado às 20:19



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

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O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

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