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Das dívidas, e outras tendas.

por naomedeemouvidos, em 29.05.19

Está inaugurada uma nova era nas passerelles pelos corredores das comissões parlamentares de inquérito. Depois dos ataques de amnésia e dos truques de ensaiado amadorismo confesso, eis que chegou a vez do pessoalmente, não devo nada. Do guardei tudo, menos memória, ao perdi tudo, até as dívidas. Berardo parece ter dado o mote. Talvez tenha sido a carta de contrição – ou comunicado, ou lá o que foi – que o eventualmente futuro-ex-comendador usou para se fingir arrependido dos impulsos a que cedeu no calor da memorável audição que protagonizou. Afinal, foram muitos os que lhe reconheceram a bravura de não se ter escudado, como outros, no esquecimento burlesco e trocista; ou que exaltaram, perdoando-lhe, a ausência de pedigree à altura das digníssimas comendas. Será indiferente, pois acredito que todos os donos de coisa nenhuma, enfim, comungarão do amor enorme que têm por este país e pelos seus compatriotas; em que outro, poderiam levar a vida a rir como hienas, de boca aberta ou em surdina, do pecado da faustosa gula saciados com a bênção de todos os (des)governos e o indulto sempre manso e abnegado dos seus honoráveis concidadãos?

Diz-se que, por estas e nenhumas outras, o povo, há muito, decidiu-se pela abstenção, em dias de eleições. Quando, por isso, precisamente, devería engrossar fileiras, velar mesas de voto e entupir as urnas. Às vezes, não sei qual dos nojos se nos apresenta mais intolerável: é a falta de decoro, ou a de oportunidades de usar do mesmo generoso expediente?

 

Enquanto os bem-apessoados, grandes – magníficos! – devedores gozam, entre outras coisas, do muito sacro mas pouco santo sigilo bancário, a populaça descalça e distraída, desprovida de advogados de renome banhado a interesses partidários e da banca, esbarra no zelo (sempre) implacável (com a plebe) dos agentes da autoridade tributária assessorados por elementos da GNR.

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Seremos todos iguais; mas, haverá sempre uns mais animais do que outros.

publicado às 00:40



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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