Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




No Jardim Botânico do Porto.

por naomedeemouvidos, em 30.07.19

Dos dias que escrevem memórias.

JB3.PNG

JB1.PNG

JB2.PNG

JB4.PNG

JB5.PNG

JB6.PNG

JB7.PNG

JB8.PNG

JB9.PNG

JB10.PNG

JB11.PNG

JB12.PNG

JB13.PNG

JB14.PNG

JB15.PNG

JB16.PNG

JB17.PNG

JB18.PNG

JB19.PNG

JB20.PNG

JB21.PNG

JB22.PNG

publicado às 16:30

Direitos Humanos à la carte.

por naomedeemouvidos, em 26.07.19

Mafalda_Irresponsáveis.PNG

 

Mike Pompeo pretende criar, ou criou já, uma comissão para redefinir o que vem a ser isso, afinal, de “Direitos Humanos Inalienáveis”. Ou, que papel representam esses direitos na política externa americana.

Parece que, entre outras preocupações de Mike Pompeo, estão aquelas relacionadas com a boa ou má utilização da palavra direitos e com o sequestro da retórica alusiva a esses direitos quando aplicados, e aplicáveis, a humanos com malignos ou dúbios propósitos. Suponho que a lista dos que “descendem dos Direitos Universais do Homem decretados pela Grande Revolução Francesa de 1789” vá diminuir mais rapidamente do que nem a historiadora Bonifácio previa. Só não sei bem como passaremos a marcar os escolhidos... até porque é algo que nunca se fez antes.

publicado às 15:53

Juízos inflamáveis.

por naomedeemouvidos, em 26.07.19

Depois de escrever isto, primeiro, ouvi e, depois, li isto; ou seja, a Protecção Civil distribuiu golas antifumo produzidas com material inflamável, no âmbito do programa "Aldeia Segura- Pessoas Seguras". A empresa que fabricou as golas pensava que era merchandising e diz que a entidade não referiu que os equipamentos seriam usados em cenário de fogo. A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil diz que os equipamentos são um "estímulo à implementação local dos programas" e "não um equipamento de protecção individual". Já os utilizadores, alguns, dizem que "a gola aquece muito" e "cheira a cola".

Deve ser a isto que chamam brincar com o fogo.

 

publicado às 09:37

Por falar em combustíveis.

por naomedeemouvidos, em 26.07.19

chapeleiro.PNG

 

Por algum acaso, perdi-me na novela da greve dos motoristas. Talvez porque, aquando da outra, não cheguei a sofrer qualquer transtorno, apesar de viver a minha vida normal e das imagens caóticas que passavam na televisão. Tive sorte, que é coisa de que, aparentemente, temos vindo a depender cada vez mais.

Entre acusações de vigarices à segurança social, denúncia de condições de trabalho precárias e falta de regulação da actividade do sector, em Abril, os respectivos sindicatos reclamavam o reconhecimento da categoria profissional e o aumento do salário - de 630 euros para 1200 euros. Ameaçadas as férias da Páscoa, ao terceiro dia, a greve acabou com a mais do que apropriada ressurreição de algum entendimento entre as partes: sindicatos e ANTRAM tinham chegado a um compromisso sério quanto ao horário de trabalho, quanto ao valor da remuneração, que se aproximava dos 1200 euros exigidos inicialmente - cerca de 900 euros, soube-se depois – e quanto a umas questões de saúde. A aleluia durou menos que um namoro do verão que tarda em chegar, com os sindicatos dos motoristas a acusarem a ANTRAM de já ter aceitado um acordo no que diz respeito aos aumentos salariais, e aquela a desmentir, pelos menos, os valores (não)acordados. O que vale é que já nos  habituaram e já nos habituámos a este tipo de (des)entendimentos.

No calor da discussão – quiçá animados pelo já antes exibido poder de parar, literalmente, o país – os sindicatos ameaçam com a possível falta de alimentos e outros bens nos supermercados. Segundo ouvi (não o tempo suficiente para perceber quem era) da parte de um distinto senhor na televisão, no limite, pode, até, estar em causa a vida. É sempre bom ter quem nos previna das desgraças futuras.

Entre pedidos sentidos de perdão e exultantes investidas de ameaças, Pedro Pardal Henriques foi à SicNotícias garantir que os serviços mínimos que o Governo vier a decretar serão integralmente cumpridos, dentro da lei, enquanto explicava como virá, eventualmente, a esquivar-se ao seu cumprimento. Também com base na lei, evidentemente. Lembrei-me de uma reunião de condomínio. Um condómino empenhado em exibir um parecer técnico sobre a ausência de relação causa-efeito que as suas obras ilegais são suspeitas de ter provocado sobre parte da estrutura do prédio, e a advogada sentada ao meu lado a dizer-lhe que, amanhã, arranjava-lhe outro parecer técnico a assegurar o contrário.

 

Por falar em material combustível, o ministro Eduardo Cabrita desentendeu-se com o presidente da Câmara de Mação. Vasco Estrela acusou o Governo de não ter aprendido nada, Eduardo Cabrita acusou Vasco Estrela de se comportar como um comentador político, cada um no seu próprio tempo e espaço, depois de terem estado juntos, no terreno, um atrás do outro, a carpir mágoas idênticas.

 

Dizem que tudo está bem quando acaba bem. É possível que, também eu, acabe por conseguir ir de férias descansada. Até pode ser que me eclipse. Tal como a oposição...

publicado às 00:26

Também somos livros.

por naomedeemouvidos, em 25.07.19

cosmos.PNG

“Um livro é feito a partir de uma árvore. É um conjunto de partes planas e flexíveis (ainda chamadas “folhas”) impressas de rabiscos tingidos a negro. Um olhar rápido e ouvimos a voz de outra pessoa – talvez de alguém morto há milhares de anos. Através dos milénios, o autor fala, clara e silenciosamente, dentro da nossa cabeça, directamente para nós. A escrita talvez seja a maior das invenções humanas, unindo pessoas, cidadãos de distantes épocas, que nunca se conheceram. Os livros rompem as amarras do tempo, provam que o Homem é capaz de realizar magia.”

Carl Sagan

publicado às 12:42

Estranhezas da memória.

por naomedeemouvidos, em 24.07.19

balões vermelhos.PNG

Leio que Boris Johnson tem 99 dias para cumprir o Brexit, e, na minha memória, explode a música da banda alemã Nena, que eu comecei por ouvir na versão inglesa inglesa "99 red ballons".

Como não sou supersticiosa, nem gatos pretos, nem balões vermelhos, nem muros a derrubar, deixo aqui as duas. Para as minhas memórias futuras.

publicado às 14:00

Com emojis é que a justiça não se entende.

por naomedeemouvidos, em 23.07.19

Por falar neles...

emojis.PNG

Pelo menos, a justiça americana. Ponham lá miúdos, que a coisa talvez melhor...

publicado às 15:15

"Agarrem-me, ou não respondo por mim!"

por naomedeemouvidos, em 23.07.19

Trump e Imran Khan.PNG

“Se quiséssemos travar uma guerra no Afeganistão e ganhá-la, eu poderia ganhar essa guerra numa semana. Simplesmente, não quero matar 10 milhões de pessoas.

Tenho planos para o Afeganistão que, se eu quisesse ganhar essa guerra, o Afeganistão seria varrido da face da Terra. Poderia ser feito. Estaria acabado em – literalmente – dez dias. E eu não quero fazer isso. Eu não quero ir por aí”.

Mais coisa, menos coisa...e mais qualquer coisa.

publicado às 10:57

A tragédia das armas de Tancos.

por naomedeemouvidos, em 22.07.19

Já não tem graça. Nunca teve, na verdade, mas o riso brota, muitas vezes, como purga do absurdo. Como se, rindo, fosse possível espantar o inenarrável episódio da mais caricata e inacreditável incompetência de uma suposta elite que se converteu num molho de bobos patetas e patéticos. E o espectáculo tem dado para todos os gostos, do roubo que se calhar não o foi, das armas que se calhar já não o eram tanto, do ver que se não descortina, do esconderijo na casa da avó, do carrinho de mão às cassetes que se trocavam vazias para cumprir protocolo, da ressurreição ensaiada das armas à suspeitada bênção de Azeredo Lopes, da qual há muito se desconfia. Provavelmente, não acaba aqui.

Estamos, portanto, no mais recente capítulo da mirabolante telenovela do assalto a Tancos, em que o Ministério Público afirma ter indícios de que o ex-ministro da Defesa Nacional estava a par de grande parte do guião. Nomeadamente, Azeredo Lopes é suspeito de ter conhecimento, desde o início, da trágica farsa montada para encenar uma recuperação das armas roubadas e, assim, como nunca o poderia ser, tentar restaurar alguma da dignidade perdida das nossas Forças Armadas. O que é bastante diferente, a propósito, de afirmar que Azeredo Lopes sabia do encobrimento, apesar de quase todas as primeiras notícias sobre o assunto o afirmarem exactamente assim, nos seus títulos. Mas isso dá, e tem dado, para outros textos. Assim como a tourada habitual em torno da violação do segredo de justiça, de que ninguém quer verdadeiramente saber, a não ser para seu próprio refúgio, quando convém. A leviandade é tanta e tamanha que já dou por mim a desconfiar da presumível inocência só pelo nome dos ilustres advogados de defesa e da invocação do sacro-e-pouco-santo segredo de justiça; o que, não só é terrível, como perigoso.

Marcelo Rebelo de Sousa, por várias vezes, afirmou que o Ministério Público deve investigar Tancos de alto a baixo, doa a quem doer. E há quem defenda que, se doer a Azeredo Lopes, forçosamente, há-de doer a António Costa e ao próprio Presidente da República, numa inevitável cadeia de infâmia, ela própria do mais baixo ao mais alto escárnio da hierarquia que rege um Estado de Direito Democrático.

 

A ser verdade a suspeita que esmaga o ex-ministro da Defesa, partindo do princípio de que a verdade chegará, inequívoca, algum dia, pergunto-me até onde pode chegar a falta de responsabilidade da gente que nos governa. Já não falo de Sentido de Estado, que é coisa que já desapareceu do dicionário da língua e da saúde democráticas portuguesas. Nem da seriedade que já só assiste aos tolos.

publicado às 13:30

Insuportável.

por naomedeemouvidos, em 22.07.19

Incêndios.PNG

Chega uma altura em que a incompetência deixa de ser tolerável, e os imponderáveis deixam de ter decoro. Se há incêndios aos quais nem os bombeiros podem valer, há infernos que não se podem repetir.

Ainda mal começou o calor implacável e já arde a vida e a alma de tanta gente como nós. Dizem que se repetem os erros de 2017 e que pouco ou nada se aprendeu com a hedionda tragédia, insuportável num país que se diz da moda, civilizado e de futuro.

Que não se repita o descalabro. Não podemos voltar a admiti-lo, ou seremos todos cúmplices.

publicado às 10:58

Pág. 1/4




“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


Layout

Gaffe


Arquivo



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.