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Parvoíces.

por naomedeemouvidos, em 01.07.19

Tropecei numa pequena notícia que dá conta de uma série de paródias fotográficas envolvendo Ivanka Trump, e a propósito do papel da dita senhora na fresquíssima cimeira do G20.

Eu, pelo sim pelo não, fico-me, não pela prudência, que essa, coitada, partiu para parte incerta e sem data de regresso, mas pelo assombro do novo-normal que saltou das páginas dos livros de ficção e ganhou vida para nos atazanar a existência em permanente e renovado sobressalto. Portanto, que não se desconsidere a filha com a mesma ligeireza com que julgou afugentar o pai. Não estou bem certa de quem será o próximo, ou a próxima, Presidente dessa grande nação e, tal como o outro senhor, já não arrisco prognósticos antes do fim do jogo. Que é como quem diz, são as eleições americanas, estúpido, já não se sabe bem o que por aí vem.

publicado às 18:04

Eu não sou cartoonista.

por naomedeemouvidos, em 01.07.19

Nem podia. Falta-me aquela arte endiabrada e brutalmente lúcida de traduzir em magníficos rabiscos aquilo que, tantas vezes, nem sequer sei traduzir em palavras. Reproduzir uma miríade atrevida e inteligente de humores, de críticas mordazes, de alertas certeiros e assertivos, sob a forma de bonecos patuscoscaricaturas descaradas, desbocadas, personagens deliciosamente sarcásticas, não está ao alcance de todos.

Depois de o “The New York Times” ter decidido acabar com os cartoons nas suas publicações internacionais – na sequência do absurdo escândalo com o suposto(imposto) anti-semitismo do António -, agora foi a vez de um outro cartoonista ser dispensado por vários jornais canadianos. Para evitar, suponho, arrependimentos, pedidos de desculpa imbecis e obtusos comunicados ao resto da imprensa, o novo cartoon da polémica, aparentemente, nem chegou a ser publicado em jornal. Para não aleijar.

Cartoon Michael de Adder.PNG

 

No dia 7 de Janeiro de 2015, a França estarrecia com o abominável ataque ao Charlie Hebdo. Dizia, na altura, a imprensa que algumas testemunhas locais teriam ouvido os atacantes gritar “vingámos o profeta”, enquanto o presidente François Hollande jurava que "nenhum acto bárbaro conseguirá extinguir a liberdade de imprensa".

Não estou segura de que se possa, ou não se possa, brincar com tudo, ironizar com tudo, satirizar o outro sem dó nem piedade. Não sou o humor de Charlie, mas sou essa face que se agiganta contra calar - o ignóbil, que seja - pela força bruta e, naquele caso, assassina. Até porque que tudo é esse, afinal? Parece-me, apenas, que as profecias e as barbaridades podem assumir várias formas. Nem todas são bonitas.

E, só para que conste, também gosto muito deste cartoonista.

publicado às 13:05



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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