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Direitos Humanos à la carte.

por naomedeemouvidos, em 26.07.19

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Mike Pompeo pretende criar, ou criou já, uma comissão para redefinir o que vem a ser isso, afinal, de “Direitos Humanos Inalienáveis”. Ou, que papel representam esses direitos na política externa americana.

Parece que, entre outras preocupações de Mike Pompeo, estão aquelas relacionadas com a boa ou má utilização da palavra direitos e com o sequestro da retórica alusiva a esses direitos quando aplicados, e aplicáveis, a humanos com malignos ou dúbios propósitos. Suponho que a lista dos que “descendem dos Direitos Universais do Homem decretados pela Grande Revolução Francesa de 1789” vá diminuir mais rapidamente do que nem a historiadora Bonifácio previa. Só não sei bem como passaremos a marcar os escolhidos... até porque é algo que nunca se fez antes.

publicado às 15:53

Juízos inflamáveis.

por naomedeemouvidos, em 26.07.19

Depois de escrever isto, primeiro, ouvi e, depois, li isto; ou seja, a Protecção Civil distribuiu golas antifumo produzidas com material inflamável, no âmbito do programa "Aldeia Segura- Pessoas Seguras". A empresa que fabricou as golas pensava que era merchandising e diz que a entidade não referiu que os equipamentos seriam usados em cenário de fogo. A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil diz que os equipamentos são um "estímulo à implementação local dos programas" e "não um equipamento de protecção individual". Já os utilizadores, alguns, dizem que "a gola aquece muito" e "cheira a cola".

Deve ser a isto que chamam brincar com o fogo.

 

publicado às 09:37

Por falar em combustíveis.

por naomedeemouvidos, em 26.07.19

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Por algum acaso, perdi-me na novela da greve dos motoristas. Talvez porque, aquando da outra, não cheguei a sofrer qualquer transtorno, apesar de viver a minha vida normal e das imagens caóticas que passavam na televisão. Tive sorte, que é coisa de que, aparentemente, temos vindo a depender cada vez mais.

Entre acusações de vigarices à segurança social, denúncia de condições de trabalho precárias e falta de regulação da actividade do sector, em Abril, os respectivos sindicatos reclamavam o reconhecimento da categoria profissional e o aumento do salário - de 630 euros para 1200 euros. Ameaçadas as férias da Páscoa, ao terceiro dia, a greve acabou com a mais do que apropriada ressurreição de algum entendimento entre as partes: sindicatos e ANTRAM tinham chegado a um compromisso sério quanto ao horário de trabalho, quanto ao valor da remuneração, que se aproximava dos 1200 euros exigidos inicialmente - cerca de 900 euros, soube-se depois – e quanto a umas questões de saúde. A aleluia durou menos que um namoro do verão que tarda em chegar, com os sindicatos dos motoristas a acusarem a ANTRAM de já ter aceitado um acordo no que diz respeito aos aumentos salariais, e aquela a desmentir, pelos menos, os valores (não)acordados. O que vale é que já nos  habituaram e já nos habituámos a este tipo de (des)entendimentos.

No calor da discussão – quiçá animados pelo já antes exibido poder de parar, literalmente, o país – os sindicatos ameaçam com a possível falta de alimentos e outros bens nos supermercados. Segundo ouvi (não o tempo suficiente para perceber quem era) da parte de um distinto senhor na televisão, no limite, pode, até, estar em causa a vida. É sempre bom ter quem nos previna das desgraças futuras.

Entre pedidos sentidos de perdão e exultantes investidas de ameaças, Pedro Pardal Henriques foi à SicNotícias garantir que os serviços mínimos que o Governo vier a decretar serão integralmente cumpridos, dentro da lei, enquanto explicava como virá, eventualmente, a esquivar-se ao seu cumprimento. Também com base na lei, evidentemente. Lembrei-me de uma reunião de condomínio. Um condómino empenhado em exibir um parecer técnico sobre a ausência de relação causa-efeito que as suas obras ilegais são suspeitas de ter provocado sobre parte da estrutura do prédio, e a advogada sentada ao meu lado a dizer-lhe que, amanhã, arranjava-lhe outro parecer técnico a assegurar o contrário.

 

Por falar em material combustível, o ministro Eduardo Cabrita desentendeu-se com o presidente da Câmara de Mação. Vasco Estrela acusou o Governo de não ter aprendido nada, Eduardo Cabrita acusou Vasco Estrela de se comportar como um comentador político, cada um no seu próprio tempo e espaço, depois de terem estado juntos, no terreno, um atrás do outro, a carpir mágoas idênticas.

 

Dizem que tudo está bem quando acaba bem. É possível que, também eu, acabe por conseguir ir de férias descansada. Até pode ser que me eclipse. Tal como a oposição...

publicado às 00:26



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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