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Recupero lentamente dos dias em que não li nem ouvi notícias. Durante, sensivelmente, quinze dias, espreitei alguns cabeçalhos, outros tantos títulos, de fugida, numa pausa desbotada, tão breve quanto inconsequente. Saí no quase princípio da saga da ameaça inflamada e inflamável da greve dos combustíveis, aquela que o advogado janota, recém-nascido de cédula profissional em português, usou como berço e incubadora para a próxima etapa de crescimento mais acelerado do que o elegante automóvel que a polícia parece que lhe barrou na auto-estrada. Creio que a Amazónia ainda não ardia assim, ao contrário da imbecilidade incontida de Jair Bolsonaro (inseriria um link, mas, para quê?), e, claro que ainda não tinha lido o Despacho n.º 7247/2019, que não será tão ignóbil quanto aqui se pretende, nem, tão-pouco, tão indulgente quanto aqui se quer fazer crer (pergunto-me se não nunca poderemos discutir assuntos sérios sem histerismos e, para que conste, gosto de ler os dois articulistas e tenho muitas dúvidas sobre a eficácia daquele despacho, mas, de momento, não me apetece).

Soube que Trump renovou manifesto interesse americano na compra da Gronelândia, ensaiou piadas sobre trocá-la por Puerto Rico, e, francamente, ainda não fui capaz de me decidir a recuperar a actualidade dentro de portas, polémicas à parte. Talvez não faça falta. Afinal, o sagaz Mr Costa parece ter tudo sob controlo, incluive, a vitória das próximas eleições legislativas. Abençoada esperança da Europa quando nos falha a nossa. Não está tudo bem, mas recomenda-se. Recomendam-nos.

De modo que, ainda em modo assim-assim, fui dar com esta entrevista. Chamam-lhe o Dr. House, escreve recados nas mãos e nos braços, se fizer falta, corta as unhas aos pacientes, diz que não sabe quanto ganha, reúne com cachopos e gaiatas, não possui telemóvel pessoal e acha que há três coisas mesmo importantes no exercício da medicina: “primeiro, tomar atenção ao que se está a fazer e aprender com isso; segundo, não recusar e estar disponível; terceiro, vencer o medo, o medo é do caraças”. Fala da urgência do tempo, não exerce medicina privada e é menino para vir a construir uma guitarra clássica. Doutor Vítor Brotas, para quem quiser ler. Dizem que o homem é mesmo assim e, isso, agrada-me. E alegra-me.

 

publicado às 16:47

De regresso, apaziguada.

por naomedeemouvidos, em 26.08.19

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Dizem que é um dos mais belos países do mundo. Nem sempre gosto de superlativos, e tendo a reconciliar-me – em imposta (embora, justa) penitência – com Portugal de quase todas as vezes que me escapo além-fronteiras. Mas, encantei-me com a costa da Croácia. Quase tanto quanto me irritei com os croatas. De Porec a Dubrovnik, saindo de Zagreb. Tropecei, quase por inadvertido acaso, na belíssima capital eslovena e perdi-me de amores e inquieto espanto por entre os insolentes caprichos dos lagos Plitvice, um cenário irreal de cores vibrantes e atrevidas capaz de me confundir os sentidos; suave e agreste, apaziguador e intempestivo, recatado e lânguido, uma provocação constante, frenética, despudorada.

 

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Emocionei-me com o canto Klapa que, num delicioso e improvável momento de inspiração e generosidade imensa, o grupo de amigos resolveu partilhar com alguns turistas mais distraídos da amálgama feroz e ansiosa. Há, realmente, horas de bem-aventurança (obrigada, mais uma vez; hei-de cá voltar para tentar substituir a imagem pelo vídeo que gravámos).

 

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Lamento ter de fazer férias em Agosto; agradeço o privilégio de poder dispor desse tempo, se assim é, para viver para além de mim. Se pudesse, viajava um ano inteiro, pelo menos, por todos os cantos do mundo, até me esgotar de assombros.

publicado às 09:38



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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