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Yupido, um negócio virtual.

por naomedeemouvidos, em 30.08.19

Hei-de lá chegar.

https://www.yupido.com/

https://www.dn.pt/dinheiro/interior/yupido-investigacao-a-misteriosa-empresa-que-vale-29-mil-milhoes-foi-arquivada-11184499.html

https://eco.sapo.pt/2019/08/18/yupido-continua-a-valer-29-mil-milhoes-apos-fim-do-inquerito-fisco-vai-manter-empresa-debaixo-de-olho/

 

publicado às 18:07

Mundos e deuses.

por naomedeemouvidos, em 30.08.19

“Il m'était plus facile de penser un monde sans créateur qu'un créateur chargé de toutes les contradictions du monde.”

("Era-me mais fácil imaginar um mundo sem criador do que um criador carregado com todas as contradições do mundo.")

Simone de Beauvoir

publicado às 12:45

Isto não é sobre a Matilde.

por naomedeemouvidos, em 30.08.19

Falo, ou escrevo, com a autoridade de uma mãe de uma criança super-saudável, ou seja, nenhuma, ou quase, para o que aqui me traz. A doença mais grave que o meu filho teve, até ao momento, foi escarlatina, duas vezes, coisa que a minha ignorância bruta supunha já não existir uma única vez que fosse. E não cheguei a doar dinheiro para ajudar a comprar o medicamento mais caro do mundo. O astronómico montante foi atingido tão rapidamente que, quando me propunha fazê-lo, já não era necessário. Não é uma desculpa, de que não preciso, é a constatação simples de um facto associado a uma realidade complicada. Os meus pais, sim, juntaram-se a essa amálgama de generosidade avassaladora que reuniu, mais uma vez, o povo português em torno de uma causa, de uma luta, de uma vida.

Há várias circunstâncias dramáticas que podem invadir a nossa vida sem pedir licença, nem para as causas, nem para os efeitos. Chegam e engolem as nossas certezas, miúdas e graúdas, as legítimas e aquelas de que nos apropriamos para tornar a nossa existência mais normal, seja lá o que isso for. Expor publicamente os nossos dramas para pedir uma ajuda financeira que, de outra forma, nunca seria possível, pelo menos, em tempo útil há-de ser demolidor. Se esse drama inclui o limite entre a vida e a morte de um filho, então, está para além do meu entendimento.

Mas, este post não é sobre a vida de uma bebé. É sobre o que fazer com a generosidade de quem dá. Mais uma vez. E a discussão deve estar para além, quer do imbecil “agora saiu-lhes o euromilhões”, quer do imberbe “deram, está dado, não foi necessário, agora façam o que quiserem e sejam felizes”. Por uma questão de protecção dos próprios e por respeito por quem demonstrou tamanha generosidade.

Os meus pais, como tantos outros, não pretendem reaver o que doaram. Pretendem ver cumprida a promessa de ajuda a outras crianças, como pretenderam, no princípio, ajudar a pequenina Matilde. Já eu não gostei de ouvir a conferência de ontem. Mas, isso sou eu, sentada no meu sofá.

publicado às 12:09

"Um país, Dois sistemas".

por naomedeemouvidos, em 30.08.19

Hong Kong.PNG

 

"O que se passa em Hong Kong"? Era o que eu pretendia colocar em título, até perceber que, obviamente, outros mais competentes já o tinham feito. É a pergunta inevitável, evidente, face à escalada de acontecimentos naquele território.

As últimas notícias dão conta de que, em Hong Kong, a polícia prendeu “três figuras-chave dos movimentos pró-democracia”. O que começou com protestos contra a aprovação de uma lei que viria a possibilitar a extradição para a “China continental” – e aí serem julgados – “suspeitos de qualquer crime”, transformou-se num movimento com uma agenda mais urgente, que, segundo leio, sustenta cinco exigências claras: "a retirada da lei da extradição", uma vez que tal lei, devido à dimensão dos protestos, foi apenas suspensa; "que o governo de Hong Kong se retracte de ter descrito as manifestações como um “motim”; que sejam retiradas as acusações contra os manifestantes; que seja lançada uma investigação sobre o uso de força durante os protestos; e o “sufrágio universal”, que permita aos eleitores de Hong Kong eleger directamente os seus líderes, ao contrário do processo actual, que implica o envolvimento de Pequim."

A resposta que a polícia tem dado às manifestações, os actos de vandalismo por parte de alguns manifestantes, o ataque numa estação de comboio, as manifestações junto ao aeroporto, a entoação provocatória de “Do you hear the people sing?”, a não demissão da chefe do executivo de Hong Kong e o apoio do Governo de Pequim à sua manutenção no cargo aliado à ameaça do recurso à força militar como estratégia de repor a ordem a pedido expresso de Carrie Lam, o receio de que os dois sistemas se fundam - ou não, de acordo com o lado adequado da luta - num (naquele, em particular) só país têm agigantado o conflito entre as partes, que culminou, então, com a prisão dos rostos mais visíveis do movimento. Resta saber como vai acabar. Da China, de Pequim, talvez seja fácil imaginar qual seja exactamente a pretensão.

publicado às 11:00



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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