Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Fotografia e não só.

por naomedeemouvidos, em 16.10.19

fotogaleria guardian.PNG

 

De entre os jornais que leio (ou tento), o “The Guardian” tem a melhor galeria de fotografias. Podem ser inspiradoras ou ameaçadoras, deleitosas ou terroríficas, reconciliar-nos com Deus ou com o Diabo, às vezes, na mesma imagem crua, redentora ou demoníaca.

Da vida selvagem à política, de memórias românticas a palcos de guerra, há de tudo. Com arte, beleza, elegância, com sorrisos, com lágrimas, com arrojo ou com humildade. Fotografias, sim, mas não só.

 

publicado às 11:25

Em carne viva.

por naomedeemouvidos, em 16.10.19

A luta pela independência da Catalunha já fez correr muita tinta, e não vai ficar por aqui.

Não se pode ficar indiferente à sentença proferida pelo Supremo Tribunal Espanhol que condenou a penas de prisão políticos catalães, na sequência do processo iniciado pela convocação e realização do fatídico referendo em Outubro de 2017. O referendo foi considerado ilegal, decorreu de forma caótica, num clima de crispação e afronta irracional e com consequências dramáticas e ainda não acabadas de contabilizar. Na altura, Carles Puigdemon estendeu a armadilha a um impreparado Mariano Rajoy, “atirando” velhos e crianças para a frente de batalha, com plena consciência de que, se algo corresse inesperadamente mal, seria bom para atiçar os ânimos ainda mais. No meio da confusão, com muitas dúvidas em relação à fiabilidade dos resultados, o sim à independência ganhou com 90% dos votos, num contraste aflitivo com as manifestações que se seguiram: naquela altura, a Catalunha parecia bastante dividida na vontade de ser independente, em Maio deste ano, 48,6% dos catalães rejeitava a independência da Catalunha frente a "Espanha", e, logo a seguir ao referendo de 2017, foram várias as empresas e bancos que ameaçaram mudar e mudaram as suas sedes para outros locais. Num processo continuamente atabalhoado, Puigdemon prometeu declarar a independência catalã, adiou-a, declarou-a para suspendê-la imediatamente a seguir e, quando se viu encurralado nos seus intentos, fugiu. No culminar deste processo, judicialmente falando, há políticos presos a quem muitos preferem chamar presos políticos, rasgando as vestes em protesto contra a ignomínia.

É sempre difícil encontrar consensos depois de se extremarem posições. Fala-se na necessidade de resolver politicamente o problema, mas, ninguém parece saber muito bem como, porque não é fácil. Os independentistas catalães mais radicais não querem ser confundidos com “espanhóis”. Sentem-se-lhes algo superiores, em vários aspectos, nomeadamente, na língua, na cultura, no trato. Daí que, a questão para aqueles não se prende com ter mais autonomia face à Espanha que desprezam; trata-se de se livrarem dessas amarras que entendem como uma invasão, literalmente. Por muito chocante que seja a condenação dos nove políticos catalães que foram sujeitos a julgamento, qual era a alternativa? Não é apenas na Catalunha que existem vontades independentistas, como conciliar, portanto, as leis de um estado democrático com a violação dessa mesma legalidade democrática?

À vontade de independência catalã, contrapõe-se o “nacionalismo espanholista”, que recusa, dizem, a hipótese de um Estado plural; federal, como o alemão, que é visto por muitos como uma solução para o longo conflito Barcelona-Madrid.  Numa Catalunha bastante dividida entre o sim e o não, é possível que o federalismo seja suficiente para afastar o desejo de independência?

 

É desolador ver como, ultimamente, as manifestações pela democracia facilmente resvalam para a violência mais selvagem. O direito de contestar e ser ouvido subvertido a um campo de batalha campal, onde sobra a destruição pura e bruta, a intimidação, o terror. Barcelona está transformada num cenário de guerra, como já esteve Paris, como já esteve Hong Kong, e ainda não acabou.

 

Precisamente, há alguns dias, o programa “Toda a Verdade” mostrava os bastidores das manifestações pró-democracia em Hong Kong. Abordava-se, também, a forma como os protestos pacíficos deram lugar a actos mais violentos, como a invasão do edifício do Conselho Legislativo e a sua vandalização como consequência do falhanço das acções pacíficas, até aí. Os manifestantes reforçavam a necessidade de vandalizar os símbolos da autoridade política como a única alternativa para se fazerem escutar, ao mesmo tempo, que fixavam cartazes a pedir para não vandalizar os livros da biblioteca, ou, as antiguidades e se apelava ao pagamento das bebidas que se consumissem nos espaços ocupados, porque não eram ladrões. Nada disto diminui, no entanto, o choque com que se olha para aquelas imagens, como não diminui o perigo de mergulhar na barbárie dos ataques violentíssimos de parte-a-parte. Depois de começar, de estar lá, no terreno, de fazer parte, é difícil não seguir o rebanho.

 

Não tenho qualquer simpatia por manifestações violentas de vontades; ainda que democráticas. Acho que nos afastam sempre da urbanidade sana de que precisamos para nos mantermos à tona, não à toa, da enxurrada de escombros que resulta do confronto entre duas partes que, mesmo quando se pretendem cordatas e razoáveis, deixam de ser capazes de se ouvir. A dada altura, deixa, igualmente, de ser necessário procurar entender quem tem razão. Urgente é encontrar uma base de entendimento e, imperiosamente, uma solução, antes que seja tarde demais.

publicado às 10:42



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


Layout

Gaffe


Arquivo



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.