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Coisas da educação.

(eventualmente, sem interesse nenhum)

por naomedeemouvidos, em 31.10.19

Há cerca de quatro anos, os programas das disciplinas de "Física e Química A" e de "Matemática A" (entre outros) sofreram algumas alterações, quer ao nível dos programas (dizendo de uma forma simplificada), quer ao nível do modelo dos respectivos exames nacionais.

Em ambos os casos, para a realização do respectivo exame nacional, os alunos devem ser portadores também de uma máquina de calcular (o modelo deve constar da lista das calculadoras permitidas fornecida pela Direcção-Geral de Educação).

 

No caso de "Física e Química A", os alunos podiam utilizar uma calculadora gráfica e fazer pleno uso de todas as suas funcionalidades, o que tanto lhes permitia  encontrar, por exemplo, por regressão linear, a equação da recta que melhor se adapta a um conjunto de pontos, como encher a memória da bicha com uma série de auxiliares de memória, principalmente, conceitos teóricos e fórmulas que não constassem do formulário de exame. Talvez para limitar esta espécie de batotice, foi decidido, já após o início do ano lectivo de 2016/2017, que, logo nesse ano, os alunos que se propusessem a exame nacional daquela disciplina poderiam apenas usar calculadoras científicas não alfanuméricas. Nada, portanto, das calculadoras gráficas que usavam até aí e que continuariam (e continuam) a usar para o tratamento de dados experimentais associados às actividades experimentais.

Quando se pensava que passaria a ser esse o padrão, dois anos depois, em 2018/2019, a decisão é revertida e os alunos voltam a ser obrigados a usar calculadoras gráficas, activando a funcionalidade “modo de exame” para a realização da dita prova. Podem, portanto, continuar a usar as capacidades gráficas da máquina, mas, não podem aceder a qualquer informação que tenham, eventualmente, armazenada em memória.

 

No caso da "Matemática A". Os exames antigos constavam de um único caderno, os alunos dispunham de 150 minutos seguidos para a realização do exame (a que acresciam 30 minutos de tolerância) e, durante todo esse tempo, tinham acesso à calculadora gráfica, sendo que, apenas um de todos os exercícios constantes do exame podia ser resolvido graficamente. Nos restantes, ou os alunos podiam usar a calculadora apenas para cálculos numéricos, ou não a podiam usar de todo, estando essa instrução perfeitamente explícita no respectivo enunciado.

As alterações ao exame desta disciplina trouxeram um exame dividido em dois cadernos distintos, o primeiro a realizar com o auxílio da calculadora nas condições descritas acima, e um segundo caderno realizado sem o recurso à calculadora: terminado o tempo para a realização do primeiro caderno da prova, as máquinas eram recolhidas e era entregue o segundo caderno. O tempo efectivo para a realização da prova manteve-se, no total, o mesmo, mas com uma quebra de 5 minutos para aquela formalidade. Os exames de 2017/2018 e de 2018/2019 decorreram nestes moldes e, quando se esperava (por acaso, já desconfiava que não, tendo em conta o que acontecera com a disciplina de FQ) que, este ano, o modelo seria o mesmo, eis que nova alteração vem ditar que, afinal, o próximo exame nacional de Matemática A voltará a constar de um único caderno, com a máquina de calcular sempre presente, sendo que esta “será usada de acordo com o que vier a ser definido em ofício emanado da Direcção-Geral de Educação”.

 

Todos os anos se discutem os problemas do ensino em Portugal, nomeadamente, em relação aos modelos de avaliação. Acabar com os chumbos e acabar com os exames nacionais são ameaças recorrentes, como se aí residissem os males maiores da educação. E os sindicatos dos professores preocupam-se exclusivamente com tempos de serviço e progressões de carreira (justo em alguns casos, perverso noutros) como se o sucesso académico dos alunos fosse a consequência natural, osmótica, per si, da promoção dos seus pares independentemente de méritos e competências. Se calhar, era altura de acabar com experiências que nunca se percebe bem para que servem e delinear uma estratégia comum, consistente e que, sem entrar em demagogias furibundas e facilitismos fatais e perigosos, se pensasse, realmente, nos alunos. Não como cobaias, não como querubins. Como o futuro que realmente são, com a responsabilidade que se exige a todos.

 

 

Falo destas duas disciplinas em particular porque são as que conheço. Imagino que haja situações idênticas noutras áreas.

publicado às 19:44

Califórnia.

por naomedeemouvidos, em 31.10.19

Califórnia.PNG

Photograph: Philip Pacheco/AFP/Getty

publicado às 08:54



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Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

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