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Concursos de estimação.

por naomedeemouvidos, em 24.05.19

Miss H.PNG

 

Não sou adepta de concursos de beleza, mas há quem aprecie. A beleza tem, no entanto, várias tonalidades; e, gostanto, ou não, de concursos que lhe rendam a (i)merecida homenagem, nem todas as disputas são iguais. 

Este ano, também haverá eleição. As interessadas só têm de enviar "1 ou 3 fotos", escolher o "nickname" e escrever "algumas palavras para se representar”. Parece que já estão inscritas algumas candidatas e "elas não fazem apelo à morte seja de quem for”. Que bom; embora, de momento, não haja portuguesas inscritas.

 

Há uns anos, um homem foi condenado por ensinar o cão a fazer a saudação nazi. Não tinha más intenções, o pobre coitado, só queria ser engraçado e irritar a namorada. Não se terá lembrado de organizar um concurso. Era capaz de ter irritado a namorada na mesma e, talvez, tivesse tido mais piada...

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publicado às 12:22

Claro que vou votar, no Domingo.

por naomedeemouvidos, em 24.05.19

"Cada um de nós, cidadãos europeus, titular de um passaporte da UE, que nos garante todo um catálogo de direitos que mais nenhum cidadão de outro espaço jurídico no planeta goza, podendo circular livremente, viver e trabalhar em cada um dos outros Estados-membros, gozar do direito à saúde em cada um deles, usar a mesma moeda em dezoito deles, devemos fazer a nós mesmos esta pergunta: preferimos viver aqui, neste espaço europeu que conquistámos ou preferíamos viver nos Estados Unidos de Donald Trump, na Rússia de Putin, na Turquia de Erdogan, na China de Xi Jinping, no Brasil de Bolsonaro? Onde é que nos sentimos mais defendidos? Onde é que os nossos direitos têm mais força?"

Miguel Sousa Tavares, Expresso. Ou, então, aqui.

 

E levo, como tem sido um hábito, o meu filho comigo.

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publicado às 09:21

Banalidades.

por naomedeemouvidos, em 22.05.19

 

Relógio.PNG

 

Há dias em que o tempo teima em fugir-me. Como uma pequena corrente de água insubmissa que escoa por entre os dedos, desdenhosa e ágil, se tentamos agarrá-la. Às vezes, venço-o. Às vezes, esgoto-me...

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publicado às 12:20

Privações

por naomedeemouvidos, em 20.05.19

Ramadão.PNG

imagem aqui

 

"Jejuareis determinados dias; porém, quem de vós não cumprir jejum, por achar-se enfermo ou em viagem, jejuará, depois, o mesmo número de dias. Mas quem, só à custa de muito sacrifício consegue cumpri-lo, vier a quebrá-lo, redimir-se-á alimentando um necessitado;"

 

Era o fim do jejum. Naquele ano, o mês de Ramadão coincidira com o pico de Verão. Nos lugares públicos, sempre evitara desrespeitar o costume, embora tal costume nunca lhe tivesse sido imposto. Pelo contrário. Nas cidades, com raras excepções, os bares, padarias, restaurantes funcionavam no horário normal, e os estrangeiros, turistas ou não, não estavam obrigados a qualquer privação. Eventualmente, evitariam comer ou beber na rua. Um dia, ainda uma recém-chegada distraída e estouvada, cedeu à gula e comeu um pedaço de pão acabado de cozer, mesmo à saída da padaria habitual. Um homem repreendeu-a, fazendo-a sentir-se como uma miúda apanhada desprevenida a meio de uma travessura.

 

Mas, naquele ano, naquele dia, o calor era quase insuportável. Nunca soube como aguentavam. Não beber. Sobretudo, não beber, do nascer ao pôr-do-sol, no meio de um calor abrasador. Paciência e benevolência, diziam. E a consciência da superação. 

 

Encaminharam-se para o comboio que os levaria a Marraquexe. Havia passageiros a embarcar, guiando, pela trela (na verdade, pedaços de corda demasiado gastos, ameaçando romper-se à primeira cisma do bicho), gordos e imprudentes cordeiros que, daí a algumas horas, sacrificarão ao ritual do desjejum que marca o fim do Ramadão.

Tinham pedido dormitórios num dos vagões de primeira classe. Era a primeira viagem num transporte público local, imersos numa realidade estranha, dramaticamente alheia aos seus costumes. Estavam preparados, mais ou menos, mas, ainda assim, para um número limitado de experiências bizarras. 

Chegaram ao número que indicavam os bilhetes. Não havia qualquer dúvida, pernoitariam ali os quatro. Para lá da porta, dois beliches duplos, numa armação mal-amanhada de metal oxidado, mas, aparentemente, robusta. As camas estavam preparadas com lençóis que desejavam (e, na  verdade, pareciam) limpos, apesar do quadro um pouco ameaçador. Sobre cada uma delas, repousava um cobertor fino, demasiado curto e com aspecto bastante mais agreste do que tudo o resto. Foi então que se deram conta de que tudo estava perfeito.

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publicado às 08:30

Vão-se as comendas, fiquem-se as imoralidades?

por naomedeemouvidos, em 17.05.19

Reúne, hoje, o “Conselho das Ordens” para decidir se se desencomenda o senhor Berardo. Depois do show da outra sexta-feira, as medalhas começaram a pesar nos ombros e nos peitos de alguns ilustres, como aquelas nódoas de gordura que nos caem nos melhores trapos, nos piores momentos. Eu estou de acordo com retirarem-se louvores a quem se presta a deboches sobre aqueles – pessoas, instituições, nações – que, por particular e prestigiada insígnia, os distinguem e condecoram. Como também concordo em não distribuir comendas como quem distribui rebuçados. Deixemos as pérolas para os porcos no domínio das metáforas, se tal ainda nos for consentido.

 

Vários foram os que se indignaram – verbo da moda, maltratado – com a miserável desfaçatez do comendador. Pertenço a esse grupo. Olho para aquela imagem, naquela sala, na presença de representantes da Nação Portuguesa, e sinto uma vergonha imensa. Saber que aquele homem – como outros do género, que a lista é longa – merece uma distinção honorífica por “ter prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores”, deixa-me, no mínimo, à beira de um ataque de nervos. Os símbolos não são tudo, mas são muito. Deviam ser o suficiente para não nos sentirmos ultrajados.

 

Não comungo, não inteiramente, da opinião dos que, em Berardo, mais não vêem do que um peão boçal, simplório, ao serviço de um jogo maior, atirado – agora e convenientemente – às feras, para gáudio dos que pedem sangue, saciando, assim, a sede e a fome de um público atoleimado, ao mesmo tempo que os impostores se escondem atrás do lume à espera que a memória colectiva se desvaneça na borralha. É, no entanto, evidente que o senhor não está sozinho. Serviu e serviram-no. Ele e outros, a ele, como a outros, assim chafurdam as nossas elites, da banca à política, dos meios sociais aos empresariais. Todos diferentes, (quase) todos iguais.

 

Ontem, a SiC Notícias apresentava uma reportagem sobre um desses novos senhorios sem rosto e sem escrúpulos, que se dedicam à compra por atacado de imóveis de interesse, montando, em seguida, uma insolente, desprezível, manobra de intimidação sobre os inquilinos que ousem não ceder ao assédio. No caso em concreto, um negócio entre a Fidelidade e o fundo americano Apollo, e a estória de como a compra de uma pequena arrecadação - que ainda há-de vir a ser dividida em cinquenta partes - tem servido para produzir o milagre da subtracção de impostos, livrando o fundo americano de pagar IMT sobre a compra de 425 milhões de euros em prédios de habitação. De acordo com a nossa lei, são isentas de tal imposto as aquisições de prédio para revenda por “sujeito passivo” que “exerce normal e habitualmente a atividade quando comprove o seu exercício no ano anterior mediante certidão passada pelo Serviço de Finanças”. Nesse caso, desde que, no ano anterior, tenha sido adquirido (e devidamente registado) para revenda ou revendido algum prédio antes adquirido para esse fim, o sujeito livra-se da obrigação de pagar o tal Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis. Foi o que fizeram os sujeitos verbos e predicados das quatro sociedades que constituem o fundo Apollo: compraram uma humilde mas cumpridoira arrecadação, com cinco metros quadrados, situada na cave de um prédio de Vila Nova de Cerveira. A saga da compra e venda da generosa arrecadação é digna de ser conhecida, para se perceber bem como a lei serve apenas para ser cumprida pelos contribuintes incautos ou que não têm a sorte de poder pagar a bons advogados. Como se mostra na reportagem, no último dia utilíssimo do ano de 2017 (a data não é irrelevante), foram convenientemente vendidos nove de cinquenta avos da arrecadação pelo preço de cinquenta euros, numa oportuníssima e oportunista venda a retalho que poupou cerca de 28 milhões de euros em imposto aos compradores dos prédios vendidos pela Fidelidade. A um pedido de entrevista da SIC a Apollo respondeu apenas que na data da aquisição as 4 sociedades que constituem o fundo reuniam os requisitos previstos na lei para beneficiar da isenção de IMT e que o cumprimento desses requisitos foi atestado pela Autoridade Tributária.

 

Como é que o Estado, este Estado, se pode levar a sério?

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publicado às 13:58

Condecorações, para que vos quero.

por naomedeemouvidos, em 15.05.19

 

"As Ordens Honoríficas Portuguesas destinam-se a galardoar ou a distinguir, em vida ou a título póstumo, os cidadãos nacionais que se notabilizem por méritos pessoais, por feitos militares ou cívicos, por actos excepcionais ou por serviços relevantes prestados ao País."

 

"A Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores."

 

Se não se mudam os condecorados, adapte-se a História e alterem-se os valores. Caso contrário, corre-se o risco de a graça passar de honra a infâmia. 

 

 

(P.S. Peço desculpa a todos os que, nos últimos dias, por aqui passaram e não me (ou)viram. Obrigada, se, por acaso, não desistiram.)

 

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publicado às 22:59

Professores.

por naomedeemouvidos, em 15.05.19

professores.PNGO professor Rui Correira foi o vencedor do 2ª Global Teacher Prize Portugal.

 

 

As sondagens valem o que valem e já nos enganaram - com estrondosa violência - algumas vezes. Os resultados de umas sobre que li recentemente, sugerem que a maioria dos portugueses está com António Costa, no que diz respeito à crise – teatral a todos os níveis e com responsabilidades distribuídas pelos principais artistas – gerada pelo documento (que, afinal, não o era) que propunha uma solução – mais não era do que um engodo concertado, como, rapidamente, se viu – para a reposição do tempo de serviço dos professores.

 

É possível que a popularidade de Costa tenha subido mais à custa do desaire dos responsáveis pelo CDS e PSD – com Rui Rio à cabeça, sem cabeça – do que propriamente pela aversão da opinião pública no que diz respeito aos privilégios dos professores e da sua falta de solidariedade com outras classes profissionais – dos sectores públicos aos privados; essencialmente privados – que nunca verão “repostas” quaisquer regalias perdidas para a austeridade; para a posteridade, também se aplica.

É-me difícil saber quem tem razão. Quem tem mais razão. No que toca a assuntos sérios, a razão tem tendência a não estar exclusivamente colada a um dos lados da discussão. Além disso, fui professora, a minha irmã é professora e tenho amigas e amigos professores. Mas, também por isso, me divido entre a solidariedade para com os bons professores e o enorme desprezo que sinto pelos medíocres que pululam pelas escolas, alguns dos quais a usam quase como uma segunda casa, começando pela aguçada arte de escolher as melhores turmas e os melhores horários, deixando para os contratados – ou para os que têm menos anos de serviço – tudo o que represente demasiado esforço ou inconvenientes adicionais. Não vale a pena escamotear a realidade, vociferar indignações, colar crachás ao peito. Toda a gente que lecciona no ensino público sabe que é assim e, às vezes, pior (o exemplo maior da falta de ética profissional - também absolutamente excepcional, é verdade - veio da professora de Português que acumulava funções de explicadora particular com um cargo de responsabilidade na elaboração das provas do respectivo exame nacional). Os bons professores, os competentes, os verdadeiramente empenhados na difícil e recompensadora (maioritariamente, se bem feita) tarefa de ensinar são esmagados, demasiadas vezes, pela falta de brio e de profissionalismo de colegas que estão na escola pública, apenas, porque ninguém os pode de lá tirar.

 

 

Quando a minha irmã me explica – sem crachás ao peito – porque razão tem direito ao pagamento integral dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço, eu tendo a concordar. Não porque seja minha irmã, mas porque sei que é uma profissional irrepreensível – atestam-nos outros colegas, daqueles que, realmente, importam, e alunos. Sobretudo alunos. São os alunos os mais prejudicados pela degradação do ensino, nomeadamente, o público; e o senhor Nogueira, mais uma parte significativa do seu séquito, poucas vezes se preocupam com os alunos. Não são os anos de serviço que moldam um professor de excelência. Podemos discutir os meandros da progressão de carreira dos professores, mas, isso é toda uma outra questão. E não deixa de ser curioso que se possa correr com um professor vaidoso, mas, não com um professor medíocre, ou manifestamente incompetente, inclusive, na área que "lecciona" (como também sabemos que acontece). É difícil de entender, sobretudo, de aceitar que o sucesso escolar seja relegado para depois dos bafiosos, mafiosos, alinhamentos burocráticos. Enquanto não nos unirmos para resolver este problema, perdemos todos: o país, os pais, os alunos e os professores. Muito mais do que nove anos e demais etceteras.

 

P.S. Entretanto, li que os professores não vão insistir na greve às avaliações, que estaria marcada para o próximo mês. Alegro-me.

 

 

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publicado às 19:14

Crescer.

por naomedeemouvidos, em 13.05.19

crescer.PNG

 

 

 

Pela primeira vez, o meu filho saiu sozinho; melhor dizendo, com um amigo. Cheios de recomendações, com o tempo cronometrado ao segundo, ao milissegundo, o percurso estudado sem desvios, a bateria do telemóvel carregada, chamadas a cada meia hora, três contactos programados, sem falhas, sem atrasos. Sobretudo, sem remorsos. Tem doze anos. Caramba, doze anos! Muitos dos seus amigos já voltam para casa sozinhos, depois de um dia de escola. Com dez anos, eu já caminhava, sozinha, quase cinco quilómetros por dia, de segunda a sexta-feira, para ir à escola. Não havia telemóveis. O meu pai fez comigo o caminho, uma primeira vez, num fim-de-semana qualquer de um final de Setembro perdido, algures, no tempo. Tanto tempo. Era preciso relembrar tudo, não haveria como fazer chegar outras advertências, sossegar a inquietação da minha mãe antes da hora de voltar, novamente, a casa, no primeiro dia e nos seguintes, até a arrogância irremediável da rotina suavizar a cisma. Não havia outro remédio.

 

Antes dele, tinha mil teorias sobre como educar, implacavelmente, impecavelmente, sem falhas, sem hesitações. Esmagadas (quase) todas as certezas, vamo-nos esforçando por não errar demasiado.

 

Chegaram na hora marcada. Comeram gelado. Vinham orgulhosos e felizes. Sobretudo, felizes.

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publicado às 08:30

Das penas.

por naomedeemouvidos, em 12.05.19

penas.PNG

 

 

Por vezes, fazemos algo absolutamente imbecil. Nesses momentos, é bom quando temos alguém que nos lembra que somos mais do que aquele estúpido instante; que fazer uma idiotice não é o mesmo que ser idiota. Depois, basta fazer um esforço por acreditar, enquanto deixamos o tempo passar, à espera que se amanse o desassossego. 

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publicado às 23:57

Mercados de Alma.

por naomedeemouvidos, em 12.05.19

Mercados.PNG

 

Como habitualmente, o mercado fervilha de gente, de cores, de cheiros. As vozes misturam-se numa azáfama dinâmica e exuberante, fregueses e mercadores em perfeita harmonia, cada um fazendo-se valer de verbo próprio e escorreito, mais pelo prazer do jeito de regateio ensaiado do que por qualquer outra coisa. Ainda assim, às vezes o cliente agrada e convence, uma batota fugaz e consentida que ninguém leva demasiado a sério. Afinal, há, maioritariamente, clientes habituais. Os turistas não vêm, propriamente, comprar. Vêm misturar-se com as gentes, fazer parte da amálgama calorosa que anima o comércio da vila, pasmar com a arte da peixeira que amanha o pescado com esmerada alegria, como quem prepara um filho para a primeira comunhão.

 

Há algo naquele burburinho de vozes que vibram e se agitam como o restolhar das pregas de um longo vestido, naquele emaranhado colorido de odores, que atiça em mim uma memória sempre viva dos mercados de Marrocos, com a sua audaciosa mescla de tons, ora vibrantes, ora suaves, sempre inquietos. Irrequietos.

 

O ar torna-se ligeiramente mais quente, como se previa, antecipando a chegada do Verão. Daí a pouco, hei-de cruzar-me num acaso, por acaso, com um condutor de Casablanca a quem o sistema de navegação pregou uma inusitada partida, e uma onda imensa de saudade tomará conta do resto de mim, enquanto me esforço por conter as lágrimas que soltarei, em silêncio, apenas quando ficar sozinha.

 

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publicado às 17:00



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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