![]()
Bem ou mal, tudo o que aqui está escrito é da autoria de naomedeemouvidos, salvo citações e/ou transcrições devidamente assinaladas, embora, alguns textos "EntreLetras" se baseiem em lendas ou histórias conhecidas.
Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O meu filho olha para mim, entre o espanto e a vontade de fazer o mesmo. Afinal, é, ainda, uma criança e há várias, na sala, a mexer em tudo o que podem, desde os pequenos microfones – cada um com o seu interruptorzinho vermelho ao lado – aos teclados de computador que surgem mais ou menos escondidos nas bancadas. Há algumas piadas, alguma algazarra e alguns adultos idiotas, já que, as crianças estão apenas a ser crianças; dos adultos que as têm à sua responsabilidade, espera-se que os ensinem e eduquem, de preferência, pelo exemplo. Para muitos, o exemplo foi portarem-se como num recreio, pior do que os mais pequenos. Surpreendeu-me que alguns dos, supostamente, responsáveis pelo espaço não tivessem o cuidado de alertar para os possíveis excessos. Provavelmente, estarei errada.
A sala é a das "Sessões", a do nosso Parlamento no Palácio de São Bento. E sei bem que os próprios deputados são os primeiros, demasiadas vezes, a não honrar aquele local. Mas, ainda assim, sinto-me incomodada. O meu filho já sabe, antes de eu proibir o que quer que seja, que terá que se conter. Por momentos, sinto-me uma péssima mãe. Todos podem brincar, e ele não. Permito-lhe que, pelo menos, se sente numa das cadeiras, enquanto admiramos o espaço, bem mais pequeno do que nos parece, nos aparece, nos écrans de televisão.




Nunca tinha entrado no Palácio de São Bento, nem na “Sala das Sessões”. Fisicamente, pelo meu próprio pé, não virtualmente, pelos écrans de televisão, no correr do telejornal, na azáfama dos directos. Fomos lá ontem. Por acaso, porque sim, num ímpeto de vontades, e se fôssemos? E fomos. Mais de uma hora e meia numa caminhada leve e lenta, até passar o detector de metais e entrar, finalmente, no Palácio, com o pequeno a cismar que já não entraríamos, afinal, a visita livre terminava às 18.00 h. Mas entrámos. E valeu a pena. Palavra, também, do meu filho.
No interior, visitámos outros espaços da Assembleia da República. Como estava muita gente, não deixo aqui mais registos fotográficos próprios.
Idade - Tem dias.
Estado Civil - Muito bem casada.
Cor preferida - Cor de burro quando foge.
O meu maior feito - O meu filho.
O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.
Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.
Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.
Imprescindível na bagagem de férias - Livros.
Saúde - Um bem precioso.
Dinheiro - Para tratar com respeito.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.