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Bem ou mal, tudo o que aqui está escrito é da autoria de naomedeemouvidos, salvo citações e/ou transcrições devidamente assinaladas, embora, alguns textos "EntreLetras" se baseiem em lendas ou histórias conhecidas.
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Já ontem me tinha confrontado com esta fotografia e, inevitavelmente, com a história que ela ajuda a contar. E também já tinha lido este artigo sobre os “campos de treino vocacional” onde a China tem em marcha um plano de, acusam, extermínio (cultural, apenas?) da minoria muçulmana uigur. E esta notícia sobre o longo conflito na síria que tem massacrado civis e crianças.
Tenho um certo pudor em relação às imagens; todas, por diferentes motivos, mas, principalmente, quando retratam tragédias. E aquela, lá em cima, tem algo de bíblico, que arrepia mesmo os não crentes. Mas há histórias que não podem deixar de ser contadas, mostradas, denunciadas.
Quando de trata de crianças, sinto um certo bloqueio emocional. Penso na minha, e nem sempre consigo gerir bem o conflito interior entre a linha demasiado ténue que separa a sorte do meu filho da realidade dramática de tantos outros meninos. Fingir que não sabemos, de forma intencional ou como uma espécie de negação protectora, pode parecer mais tolerável do que acreditar realmente que há um nós e um eles, e que o nosso soberbo acaso nos confere uma aura de superioridade (absurda) ainda que imerecida. Mas tropecei neste artigo de Henrique Monteiro e voltei aos olhos apavorados do menino rohingya.
Não posso salvar o mundo, nem castigar o meu filho por ter nascido no lado certo dele; mas posso tentar não ficar calada. Mesmo sabendo que é miseravelmente insuficiente.
Idade - Tem dias.
Estado Civil - Muito bem casada.
Cor preferida - Cor de burro quando foge.
O meu maior feito - O meu filho.
O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.
Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.
Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.
Imprescindível na bagagem de férias - Livros.
Saúde - Um bem precioso.
Dinheiro - Para tratar com respeito.
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