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Já ontem me tinha confrontado com esta fotografia e, inevitavelmente, com a história que ela ajuda a contar. E também já tinha lido este artigo sobre os “campos de treino vocacional” onde a China tem em marcha um plano de, acusam, extermínio (cultural, apenas?) da minoria muçulmana uigur. E esta notícia sobre o longo conflito na síria que tem massacrado civis e crianças.

 

Tenho um certo pudor em relação às imagens; todas, por diferentes motivos, mas, principalmente, quando retratam tragédias. E aquela, lá em cima, tem algo de bíblico, que arrepia mesmo os não crentes. Mas há histórias que não podem deixar de ser contadas, mostradas, denunciadas.

Quando de trata de crianças, sinto um certo bloqueio emocional. Penso na minha, e nem sempre consigo gerir bem o conflito interior entre a linha demasiado ténue que separa a sorte do meu filho da realidade dramática de tantos outros meninos. Fingir que não sabemos, de forma intencional ou como uma espécie de negação protectora, pode parecer mais tolerável do que acreditar realmente que há um nós e um eles, e que o nosso soberbo acaso nos confere uma aura de superioridade (absurda) ainda que imerecida. Mas tropecei neste artigo de Henrique Monteiro e voltei aos olhos apavorados do menino rohingya.

Não posso salvar o mundo, nem castigar o meu filho por ter nascido no lado certo dele; mas posso tentar não ficar calada. Mesmo sabendo que é miseravelmente insuficiente.

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publicado às 19:10


10 comentários

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De Sofia a 07.08.2019 às 21:23

Realmente, esta foto tem tanto de magnífica como aterradora!
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De naomedeemouvidos a 07.08.2019 às 22:31

É avassaladora.
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De cheia a 07.08.2019 às 22:37

Muito poucos respeitam as minorias!
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De naomedeemouvidos a 07.08.2019 às 23:04

Nunca desconfiamos que uma delas poderá vir a ser a nossa.

De Anónimo a 07.08.2019 às 22:50

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De naomedeemouvidos a 07.08.2019 às 23:06

É difícil de olhar, é difícil deixar de olhar...
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De Ana a 08.08.2019 às 10:20

Retrata uma triste realidade. Dói só de olhar de tão "perfeita", é a realidade que nos entra pela alma dentro ...
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De naomedeemouvidos a 08.08.2019 às 11:29

É uma perfeição perturbadora, sim, Ana.
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De Maria Araújo a 08.08.2019 às 12:56

O título do seu post diz tudo.
Dói-me a insensibilidade do homem.
Dói-me ver crianças que sofrem esta crueldade de quem está no poder e tira-lhes o bocado de chão que pisam.
Dói-me tudo.
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De naomedeemouvidos a 08.08.2019 às 15:22

É bastante perverso. Podemos ajudar, mas parece sempre insuficiente. Curvo-me perante a coragem daqueles que são capazes de deixar o conforto em que vivem para acudir, de alguma maneira, a estas crianças, mulheres e homens.

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“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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