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Con Rivera no?

por naomedeemouvidos, em 29.04.19

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Espanha foi às urnas em peso: mais de 75% dos espanhóis acudiram à chamada democrática e fizeram-se ouvir. O PSOE de Pedro Sánchez ganhou sem garantir a maioria parlamentar, como previam as sondagens, e os apoiantes socialistas, eufóricos, gritaram-lhe “con Rivera no”. Entre o “ha quedado bastante claro” de Sánchez e o primeiro discurso de Rivera, parece não haver grande margem para o entendimento que garantiria mais do que os 176 assentos da maioria absoluta parlamentar. Para quem percebe pouco ou nada de política, como eu, parecia a fórmula ideal, já que, à partida, seria mais fácil negociar a dois do que a sete (PSOE, Unidas Podemos, Compromís, Partido Nacionalista Vasco, Coalición Canaria-PNC e Partido Regionalista de Cantabria), para não contar com os partidos independentistas – mesmo assim, falta um escaño para os 176. Não parece fácil.

 

Independentemente da solução de Governo que venha a ser apresentada nos (não tão) próximos dias, ontem, houve muito para uma noite só. E, apesar do Vox ter ficado longe das suas expectativas, passa a fazer parte do Congreso de los Diputados: elegeu 24 destes. É capaz de não ser grave. Afinal, Nuno Melo já nos sossegou, afirmando que o Vox não é um partido de extrema-direita; está ali, mais ou menos, como a Aliança para o PSD. Às vezes, não sei se me ria, se chore. Pelo sim, pelo não, deixo aqui, para memórias futuras, as “100 Medidas para la España Viva” do partido que talvez venha a integrar a mesma família política europeia que CDS e PSD

 

 

 

publicado às 08:00



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

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