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Bem ou mal, tudo o que aqui está escrito é da autoria de naomedeemouvidos, salvo citações e/ou transcrições devidamente assinaladas, embora, alguns textos "EntreLetras" se baseiem em lendas ou histórias conhecidas.
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O Parlamento Português renovou-se. Não sei se é a melhor notícia, mas é uma boa notícia. A pior foi a chegada, finalmente, de André Ventura às cadeiras do Hemiciclo. A uma, de momento; Ventura promete tornar o seu partido no maior de Portugal, em oito anos. Era difícil que Portugal se mantivesse imune ao fenómeno que ameaça toda a Europa, e André Ventura entusiasmou-se. Parece absurdo, mas o absurdo há muito que tomou conta (também) da política.
Na próxima legislatura serão 86 as mulheres no Parlamento, entre elas, Joacine Katar Moreira que já prometeu continuar a ser uma voz incómoda.
O aumento da representatividade no feminino é outra boa notícia. Não chega aos 40%, mas talvez chegue para fazer a diferença. Até porque não podemos continuar a perder tempo.
O Iniciativa Liberal chegou, viu e venceu. Mais ou menos. Na primeira vez em que se apresentou a eleições legislativas o partido conseguiu eleger um deputado. Prometem resistência, fazer diferente, defender a “liberdade individual e política”. Gosto do Carlos Guimarães Pinto. Veremos como se sai João Cotrim Figueiredo.
Assunção Cristas sai de cena. Deixa a liderança do CDS, depois do resultado desastroso do partido. Assumiu sempre, ou quase, o orgulho de ter participado num Governo de que os portugueses têm má – péssima! – memória e assinou o fim do seu ciclo. Resta saber se o partido resiste. Essa coisa a que chamam destino pode ser maquiavelicamente irónico.
Rui Rio talvez se aguente como líder do PSD. Quem diria. Até percebo a alegria exaltada de ontem. E há-de haver quem pense como teria sido, afinal, se o próprio partido não tivesse boicotado o seu próprio dirigente. O homem não é isento de pecados vários, mas, continua a fintar as sondagens. Prometeu não ser um empecilho ao desenvolvimento do país, colocar o interesse nacional à frente de interesses próprios e partidários, que é como quem diz – e o já o disse – se António Costa precisar de um parceiro para levar a cabo as tais reformas estruturais que tantos prometem, mas nunca cumprem verdadeiramente, Rio pode ser o tal.
Pedro Santana Lopes morreu há algum tempo e ainda não sabe. Se calhar, soube ontem.
António Costa quer continuar a geringonçar, desta feita, também com o PAN e com o LIVRE. Vai ser interessante ver Costa em acção, novamente, com o BE igual a si próprio e o PCP a rejeitar, para já, os acordos escritos de que, aparentemente, os eleitores comunistas não gostaram.
Os ventos agitam-se e os tempos mudam-se, às vezes, a contra-gosto, e não sei até quando continuaremos a ser a aldeia de Astérix. O bom-humor não chega e, definitivamente, não estamos sozinhos.
Idade - Tem dias.
Estado Civil - Muito bem casada.
Cor preferida - Cor de burro quando foge.
O meu maior feito - O meu filho.
O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.
Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.
Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.
Imprescindível na bagagem de férias - Livros.
Saúde - Um bem precioso.
Dinheiro - Para tratar com respeito.
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