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Foi você que solicitou um novo contrato?

por naomedeemouvidos, em 02.04.19

A história tem um início relativamente simples. Por engano da própria empresa – confirmado por mais de um dos seus programáticos e programados funcionários, em diferentes contactos telefónicos – o número de telemóvel de um elemento do nosso agregado familiar foi atribuído a outra pessoa, completo desconhecido, com a qual não temos qualquer tipo de relação (a operadora não pode revelar o nome da tal pessoa, mas, aparentamente, ocorreu ao balcão de uma loja qualquer).

Confrontados com o facto – denunciado pela impossibilidade imediata de usar o telemóvel para os diversos fins a que se destinava e destina – solicitámos, telefonicamente, a célere reposição dos serviços associados àquele número. Por serem necessários e porque a falha era da responsabilidade total do operador de telecomunicações. E, aqui, começa a saga.

 

Nos contactos telefónicos seguintes, à espera de perceber por que motivo o serviço ainda não estava reposto – como solicitado e como nos era devido, uma vez que nunca o havíamos cancelado – ficámos a saber que a “nossa” “solicitação” da “reposição” de um serviço de que dispomos há mais de dois anos, sem qualquer contrato de fidelização associado, e cuja cessação resultou de um erro da exclusiva responsabilidade da empresa de telecomunicações, essa solicitação, dizia, foi “entendida” como um pedido nosso de um novo serviço, logo, sujeito a um período de fidelização de dois anos. Todos os esforços para esclarecer e resolver o problema criado pela própria empresa esbarraram no mesmo disco: “é o que consta nos registos…”.

Como, entretanto, cancelámos (agora sim, obviamente!) todos os serviços que tínhamos com aquele operador, os senhores ameaçam-nos (telefonicamente, sempre; chega a ter piada) com um processo em tribunal e uma multa de algumas centenas de euros, por uma suposta quebra do contrato antes de terminar o período de fidelização. Período de fidelização esse que data, oportunamente, do telefonema em que solicitámos a reposição de um serviço - convém lembrar uma e outra vez - contratado há mais de dois anos e que foi interrompido sem o nosso consentimento, à margem da nossa vontade e por culpa de um erro assumido pelo próprio operador. Telefonicamente. Agora, vão (ou iam, ou foram...) ser ouvidos esses registos telefónicos para apurar da “nossa” responsabilidade na “solicitação” de um “novo” serviço sujeito ao respectivo “período de fidelização”. Ora, não sendo possível ouvir algo que não foi dito, parece que a história termina aqui. Ou talvez não. Claro que suspender serviços, mesmo fora do período de fidelização, é muito mais complicado do que solicitá-los. Neste último caso, basta assumir – e registar – como “novo” o pedido, via telefone, claro, da reposição de um serviço que é antigo, na sequência de um erro totalmente alheio ao próprio cliente. Naquele primeiro, o abençoado e prático mecanismo já não funciona. Não é possível falar com o supervisor, não existe um endereço de email para comunicar a decisão de suspensão dos serviços e, pelo meio, finaram-se as 72 horas que, supostamente, seriam necessárias para as virtuosíssimas audições probatórias, mais ou menos, sem que se tenha chegado a conclusão alguma. Cancelar serviços, mesmo os mais medíocres, requer, pois, muito mais engenho e arte. E paciência. E a certeza de que situação idêntica seria tratada de forma diferente, junto de um operador da concorrência. Mas, mesmo assim, decidiu-se bater com a porta, que é como quem diz, desligar o telemóvel. Dali, pelo menos e, já agora, sem partir, que também não há necessidade. O que, sim, devia haver era limites para a falta de decoro.

 

 

 

 

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publicado às 16:57




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