![]()
Bem ou mal, tudo o que aqui está escrito é da autoria de naomedeemouvidos, salvo citações e/ou transcrições devidamente assinaladas, embora, alguns textos "EntreLetras" se baseiem em lendas ou histórias conhecidas.
Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
“ 21Tomando a palavra, o governador inquiriu: «Qual dos dois quereis que vos solte?» Eles responderam: «Barrabás!» 22Pilatos disse-lhes: «Que hei-de fazer, então, de Jesus chamado Cristo?» Todos responderam: «Seja crucificado!» 23Pilatos insistiu: «Que mal fez Ele?» Mas eles cada vez gritavam mais: «Seja crucificado!»
24Pilatos, vendo que nada conseguia e que o tumulto aumentava cada vez mais, mandou vir água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo: «Estou inocente deste sangue. Isso é convosco.»”
O IRA (para que conste, qualquer semelhança com o “Irish Republican Army” é capaz de não ser apenas uma malévola coincidência…) dedica-se a resgatar animais em perigo e/ou em sofrimento profundo. E, até aqui, nada a apontar. A coisa começa a ficar um pouco obscura quando começamos a dar-nos conta do (por exemplo, aqui) método: parece que actuam à margem da lei (aka, ilegalmente) encapuzados, pelos menos dois são mamutes com mais de 100 kg, alguns são polícias, e estão prontos para tudo, inclusive, para partilhar na internet o nome e outros dados pessoais dos prevaricadores. Afinal, este IRA, tal como o outro, parece-me, “não existe para paninhos quentes”; quem não gosta não come, o que, em linguagem virtual, passou à versão quem não gosta que tire o like lá da página.
Há quem ache isto, não só generoso e nobre, como necessário, já que, as autoridades, pasme-se!, têm que cumprir a lei e não podem entrar em casa das pessoas sem mandato. Urge fazer-se justiça e essa urgência impõe-se às regras do jogo democrático, que nos tem reféns, esgotados e impotentes.
Os fins justificam os meios, quando os meios nos são caros, é disso que se trata? Porque, nesse caso, podemos formar e armar de meios pouco lícitos todos os grupos que garantam a nossa própria justiça social. É so escolher, e até podemos organizar catálogos. Primeiro, dos violadores aos pedófilos, dos vulgares ladrões aos elegantes assaltantes de bancos, até chegarmos à caça de todos os que, por azar, estavam no local errado à hora errada. Podemos passar a usar um dístico na lapela que nos identifique (espera…) como os bons e que podemos ir mudando ao sabor das novas políticas, de forma a pertencermos sempre ao rebanho certo e, assim, evitarmos confusões e conflitos violentos. Ou podíamos devolver o Pelourinho às nossas belas praças pejadas de turistas (alguns, seguramente, apreciariam), não na forma de monumento histórico, mas, resgatando-o dessa mesma História para cumprir, novamente o seu sublime e justo papel. Suspendemos a democracia durante um breve período de tempo, até eliminar todos os pecaminosos vícios dos outros e, quando pusermos ordem na casa, corremos com os justiceiros, reavemos a mesma liberdade que sacrificámos em nome de um bem maior e recuperamos a dignidade hipotecada. Não é assim que se matam, depois de usados, os Bolsonaros?
Idade - Tem dias.
Estado Civil - Muito bem casada.
Cor preferida - Cor de burro quando foge.
O meu maior feito - O meu filho.
O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.
Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.
Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.
Imprescindível na bagagem de férias - Livros.
Saúde - Um bem precioso.
Dinheiro - Para tratar com respeito.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.