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Bem ou mal, tudo o que aqui está escrito é da autoria de naomedeemouvidos, salvo citações e/ou transcrições devidamente assinaladas, embora, alguns textos "EntreLetras" se baseiem em lendas ou histórias conhecidas.
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Na sequência de uma série de opiniões radicalmente diferentes, emocionais, emocionadas, ou, tão somente, dignas das tais sociedades estimadas por nada respeitáveis juízes e seus (im)prestáveis coadjudantes, sobre qual deverá ser o papel da mulher - na sociedade e na família - li um comentário admirável: os "homens" (ainda bem que os homens não são todos iguais) têm mais sucesso profissional porque, entre outros enormes atributos (que também se enalteciam na prosa), "não têm filhos".
Cri, na altura, ter percebido a ideia, embora, expressa de forma algo retorcida. Os homens não têm a capacidade de carregar um filho no ventre e, a seguir, pari-lo. Supus que era esta a intenção que se pretendia reforçar; não o facto de haver alguns homens que, mesmo sendo pais, não têm, efectivamente filhos, porque deixam esse transtorno a cargo das mulheres, para que estas possam atingir, com zelo e sucesso, o seu potencial maternal, ou lá o que era.
Talvez tenha percebido mal, no entanto. Hoje, entre as 14.00 h e 15.00 h recebi cinco chamadas de um mesmo número desconhecido, que só pude atender (tinha o telemóvel em modo silencioso) à sexta tentativa desse contacto. Era de um centro de saúde. Para falar com urgência, com a mãe da bebé fofura-de-tal, de um mês, por causa de uma consulta também ela urgente. Lamentei, não era eu, seria um engano. De modo que, depois de uma hora e qualquer coisa a tentar falar com a mãe da criança - que não eu - , acerca de uma situação da maior urgência, o homem (chega a diabolicamente irónico) ao telefone desculpa-se e refere que, nesse caso, vai ligar para o outro número alternativo: o do pai da menina...
Idade - Tem dias.
Estado Civil - Muito bem casada.
Cor preferida - Cor de burro quando foge.
O meu maior feito - O meu filho.
O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.
Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.
Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.
Imprescindível na bagagem de férias - Livros.
Saúde - Um bem precioso.
Dinheiro - Para tratar com respeito.
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