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Por que não se calam?!

por naomedeemouvidos, em 17.10.17

As férias que a Constança não teve, a varinha mágica que o António não tem e a resiliência que as populações devem passar a ter, que isto de estar à espera que seja a Estado, na forma da sua (Des!)Protecção Civil a cuidar do povo, é coisa que já não se usa: o que se impõe é ser proactivo!

Há acontecimentos que envergonham uma nação dita civilizada, como há posições e posturas que muito dizem sobre a capacidade e a preparação das pessoas para ocuparem cargos de responsabilidade. A incompetência, frequentemente, tem custos. E, quando esses custos são vidas humanas, enoja ouvir falar certas pessoas. Quando essas pessoas são directamente responsáveis, senão pelas mortes, pela total falta de competência para evitá-las ou minimizá-las, devemos ter medo. Quando, para lá da incompetência, se entretêm com discursos da treta, como se fossemos todos uma plateia de idiotas acéfalos, devemos ter vegonha! Todos!

Na Galiza, milhares de pessoas saíram às ruas, manifestando-se contra a vaga de incêndios que, ontem, matou 4 pessoas. Em Portugal, morrerem mais de 100, ao que tudo indica, por sórdida incúria, e ninguém assume qualquer responsabilidade porque o governo não tem uma “solução mágica” para o problema dos fogos! Terá alguma, ainda que não mágica?

Entretanto, Constança Urbano de Sousa, que tem o poder de retórica de uma criança chorona em sendo contrariada, mantém-se de pedra a cal a fazer nada, a não ser lamuriar-se. Quatro meses depois de 65 pessoas terem perdido a vida de forma terrível, estúpida, num cenário dantesco e inimaginável num país europeu, o que fez a senhora ministra, além de não ir de férias? Que medidas tomou, tão ocupada andava, para evitar que o fogo, esse demónio voraz e inclemente, voltasse a matar?

António Costa, com muito mais eloquência e manha e, portanto, com muito menos vergonha, veio falar ao país. Para repetir ad nauseam que a tragédia vai continuar, habituem-se!, que isto demora décadas a resolver. Pelo caminho, deixemos de pedir, infantilmente, a cabeça da senhora ministra, coitada, que não é altura de demissões! Acabemos com a “obsessão” de que falhou alguma coisa! Não falhou coisa nenhuma! Ou talvez tenham falhado as “próprias comunidades” que têm que ser mais “proactivas” e “resilientes”…

Até quando vamos continuar a permitir a ignomínia? Se é para nos continuarem a enxovalhar e a desonrar as nossas vítimas e os nossos mortos, por que não se calam?

publicado às 09:57


21 comentários

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De O ultimo fecha a porta a 17.10.2017 às 22:41

São opiniões. Acho que as pessoas estão demasiado focadas na reação e não nas causas...
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De naomedeemouvidos a 17.10.2017 às 23:23

As causas são conhecidas há muito tempo. O problema é político, neste momento. As demissões que se impõem neste momento, por si só, não vão resolverão o problema, como é evidente, mas a manifesta incompetência é gritante e ultrapassou todos os limites do aceitável.
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De O ultimo fecha a porta a 18.10.2017 às 21:55

A propósito, roda nas redes sociais um post partilhado a sugerir "uma árvore em vez de um brinquedo"... ". O problema é quem coordena a plantação dessas árvores para não cometer os mesmos erros ? Quem escolhe as árvores e o local onde serão plantadas?
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De naomedeemouvidos a 18.10.2017 às 22:30

Não tenho conhecimento. As redes sociais não são o meu forte, como se deve perceber pela estrondosa simplicidade deste blog. De qualquer forma, eu não acho que não se deva cuidar das causas. O que estou absolutamente segura é que há rupturas que se impõem de forma tão evidente, que ignorá-las chega a ser um insulto. Espero agora, suponho que esperamos todos os portugueses que ainda se orgulham de o ser, que se estabeleça um pacto de regime para, de uma vez por todas, combater eficazmente esta vergonha nacional. Saibamos todos, políticos e sociedade civil, estar à altura desse desafio.
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De O ultimo fecha a porta a 18.10.2017 às 22:35

Há que evitar os erros do passado.
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De naomedeemouvidos a 18.10.2017 às 22:48

A ver vamos. Esperemos que si.

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Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

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