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Sem tempo para chorar os mortos.

por naomedeemouvidos, em 22.04.19

Sri Lanka.PNG

As tragédias sucedem-se sem dar tréguas. É a Natureza que grita, enfurecida e implacável. São templos que ardem. Extremistas religiosos, dementes, instrumentos de uma fé furiosa e vingativa. Supremacistas fanáticos, tão inebriados pelo ódio como os inimigos que elegem em nome da existência de um povo e de um futuro onde não há lugar para todos. Hoje uma igreja, amanhã uma mesquita, assim e alternadamente até não sobrar pedra sobre pedra, nem lágrimas para chorar. A violência ávida, insana, alastra, contamina, entorpece. A matança de inocentes, de todos os credos, de credo nenhum, materializou-se na intolerância extrema, saltou das páginas dos Evangelhos, usurpadores e usurpados reclamam o direito à ira, à sua, a única, a legítima, arrancada a sangue frio, numa orgia desvairada de vontades furiosas. No rescaldo do delírio, um rasto miserável de auto-imposta (involuntária?) indiferença face ao horror abundante e rotineiro. Se não for assim, como nos permitiremos sobreviver?

 

Em Amesterdão, no Museu do Holocausto, quatro fotografias tiradas em Auschwitz, em 1944, por Alberto Herrera - um judeu em cativeiro - e que mostram prisioneiros a caminho da câmara de gás e a queima de cadáveres, foram tapadas. Parece que se levantam questões éticas perante o horror e a falta de respeito pelos mortos assim exibidos nas imagens, o que também contraria o carácter pedagógico da exposição. Poupam-nos ao horror passado, enquanto, todos os dias, assistimos ao desfilar impune do horror presente, entre as pausas de um quotidiano cada vez mais insalubre.

 

Em Paris, no último sábado, alguns oprimidos do movimento “gilets jaunes” gritaram “suicidez-vous”, contra os agentes da polícia na rua. Desde o início do ano, terão sido já 28 os polícias franceses que cometeram suicídio. Há imagens impossíveis de tapar.

 

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publicado às 10:38




“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

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