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Já(?) vimos o mundo depois de Trump.

por naomedeemouvidos, em 16.07.19

“Toda a propaganda deve ser popular e adequar-se ao nível de compreensão do menos inteligente dos seus destinatários.”

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Suponho que apenas a amizade (na falta de melhor, chamo-lhe assim, mas, não estou plenamente convencida) que Donald Trump nutre por Benjamin Netanyahu o impeça de se declarar incondicionalmente arrebatado pela diabólica mente de Adolf Hitler. Se o implacável, tresloucado, ditador se tivesse ficado pela perseguição, tortura e assassínio de outros que não judeus (lamento não ser capaz de escrever isto de forma menos violenta), é possível que o actual presidente dos EUA já se tivesse atrevido a manifestar alguma (doentia) admiração por alguém que também quis tornar a sua nação grande outra vez. Também é possível que a minha teoria seja absurda; excepto que há gente capaz de exaltar os meus piores juízos sobre o próximo. E o que sobrará da América, se Donald Trump voltar a ser eleito?

Ninguém que valorize viver em democracia deixará de se preocupar com a escalada de delírio escarninho do homem que tomou as rédeas daquilo a que ainda chamamos "Estados Unidos da América". Num momento de inspiração que os mais pessimistas consideram premonitória, Margaret Atwood chamou-lhe Gileade, e, palpita-me, Trump adoraria chamar-lhe outra coisa qualquer, desde que à sua sobranceira imagem e imaculada semelhança.

Recordo que, no início, Donald Trump foi (ingenuamente, aprendemos da pior maneira) ridicularizado. Era, ainda, candidato, e servia de alguma diversão, arlequim de cores berrantes e disposição carnavalesca. Claro que, jamais um perfeito imbecil, de vocabulário penosamente limitado até para básicas conversas de balneário, rude, mal-educado, com todas as características do chico-esperto à americana e o nível de etiqueta de um arruaceiro vulgar poderia chegar a presidente de um país como os EUA. Não era? Pois, não foi. E, daí, partiu-se para o melhor é deixar a besta mais ou menos à solta, confiando no sacrossanto redentor sistema de checks and balances, esperando que tudo acabasse menos mal, não obstante correr pessimamente. Nada de impugnações. Afinal, pior era, ainda assim, possível. A não ser, claro, que o pior fosse Donald Trump, himself.

E, assim, o insulto passou a retória banal, tolerável, estratégica. A não ser, evidentemente, quando vem dos seus opositores. A esses está vedada a ousadia de recorrer à linguagem vergonhosa, terrível e desprezível com que Trump se diverte a enxovalhar todos os que se atrevem a tecer críticas ao seu modo de actuação. Ele, e ele apenas!, pode chamar, impunemente e com deleitosa gala, estúpido, maluco, inepto, e mais um pomposo leque de outros e piores impropérios sem que a magnífica corte de adeptos que o apoia e bajula sinta o mais pequeno sobressalto. Quem não estiver bem, que volte para o seu miserável e criminoso país. De preferência, calado, outra ordem que Trump adora distribuir a torto e a eito, como quem repreende criancinhas mal-comportadas no recreio da escola. O dividir para reinar deu lugar à técnica do bullying como estratégia - aparentemente, perigosamente, imbatível e inquestionável - política, interna e externa.

 

Adolf Hitler também disse que, quando se inicia e desencadeia uma guerra, o que importa não é estar certo, mas alcançar a vitória. Resta saber que mundo sobreviverá a outra vitória de Donald Trump.

publicado às 17:43



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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