Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Sorria - ou não - mas está a ser filmado.

por naomedeemouvidos, em 26.03.19

big brother.PNG

aqui

 

No passado Domingo, no programa “60 minutos” que passa na Sic Notícias, falava-se no esplendor da vida no Principado do Mónaco, esse romântico – eventualmente trôpego (lá para o fim do dia) – pequeno Estado debruçado sobre o azul celeste (tem dias) do Mar Mediterrâneo, no sul de França, fundado pela excelsa Casa de Grimaldi. Entre todas as extravagantes excentricidades (parece redundante, mas, já se sabe, o Mónaco é especial) e abastadas ilusões que por lá se podem experienciar – haja dinheiro, que é como quem diz, aos montinhos… – a  reportagem chamava a atenção para o fortíssimo, permanente e (quase) omnipresente sistema de vigilância electrónica sobre todos os cantos, recantos, ruinhas, ruelas, avenidas e demais recônditos públicos do elegante principado. E, assim, à mais leve tentativa de perturbação da ordem pública – como uma ligeiríssima infracção de trânsito – a polícia entra em acção. Há, por isso, uma enorme sensação de segurança, como testemunhava um dos chiquérrimos entrevistados. A criminalidade no Mónaco é residual e o apertado controlo policial é apontado como um dos motivos.

 

Não que o Mónaco sirva muitos exemplos, mas ocorreu-me a nada nova discussão sobre o que devemos valorizar mais: a segurança ou o direito à nossa privacidade pessoal-barra-social? Não imagino possível ambicionar a ambos. Provavelmente, já nem teremos a opção de escolha. Se não somos nós mesmos – tantas vezes, de forma absolutamente consciente – a entregarmos a chave da nossa vida a todos os conhecidos e desconhecidos com quem, eventualmente, nos cruzamos nas incontornáveis redes sociais, são outros tantos, de igual estatuto, a postar todos os instantes em que, com ou sem acaso, nos cruzamos diariamente, das refeições às férias, da roupa aos filhos, dos livros aos filmes, das paixões tórridas às discussões mais caseiras, de uma simples gripe ao drama das mais impressionantes e dolorosas histórias de doença e morte. Há dias, uma inconsequente notícia côr-de-rosa dava conta do enfado de uma celebridade por não poder visitar tranquilamente, com os filhos, um local público, tal era a perseguição de que se sentira alvo; é a mesma celebridade, no entanto, que – como tantas outras – se dedica a expor, regularmente, fotografias da sua vida pessoal, incluindo, as crianças, para gaudio dos milhões de fiéis que adoram (per)segui-la (e à respectiva família), clique-a-clique, um like de cada vez.

Seguramente parece, mas, chega bem (nem pretendo) a ser crítica. Pelo menos no sentido de julgar, era o que faltava. Tal como eu, cada um - celebridade ou não - publica o que muito bem lhe apetece, seja pessoal ou impessoal. É apenas a constatação de que vivemos cada vez mais publicamente, e que não é possível – nunca foi – ficar com o melhor de dois mundos. Resta saber de qual deles preferiremos abdicar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:00



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


Layout

Gaffe


Arquivo



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.