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Vamos lá acabar com o Brexit

e, de passagem, acabemos também com o Reino Unido.

por naomedeemouvidos, em 13.12.19

Boris Johnson arrasou. De derrota em derrota até à estrondosa vitória final, não sobrou pedra sobre pedra, que é como quem diz, agora, sim, Brexit means realmente Brexit. Dissiparam-se estas nuvens. Às vezes, é preciso chamar os bois pelos nomes. Até na política. Sobretudo na política. Jeremy Corbyn não o percebeu a tempo.

publicado às 10:38

Sobre morrer em valetas.

por naomedeemouvidos, em 24.09.19

Se calhar, não é preciso tanto. Pode morrer-se apenas às mãos da democracia, onde ela ainda vai funcionando. Logo veremos; no imediato, aqui, aqui e aqui. Certo mesmo é que o Brexit continua embrulhado entre vários capítulos, os próximos e os outros. 

 

Por cá, também tem havido experiências políticas de quase morte. Como o debate televisivo de ontem, por exemplo. Mas, de momento, estou sem tempo...

 

publicado às 14:05

Brexit means..., pois, ninguém sabe.

por naomedeemouvidos, em 05.09.19

brexit.PNG

 

O referendo ao Brexit aconteceu a 23 de Junho de 2016. Já passaram, portanto, mais de três anos sobre a consulta popular que David Cameron achou por bem promover, convicto de que jamais (ninguém o terá avisado da falácia) a maioria dos eleitores do Reino Unido apoiaria a saída do dito da UE. A tentativa desastrosa de acalmar os eurocépticos, disse-se, e, eventualmente, a inquietante subida do UKIP do velhaco Nigel Farage resultou num imbróglio sem fim à vista. Ninguém sabe o que fazer com a vontade do povo. Esse povo que elege gente que considera mais preparada e, portanto, mais capacitada para tomar decisões por si, principalmente, quando essas decisões implicam a possibilidade de uma hecatombe de proporções difíceis de contabilizar, até para quem percebe mais qualquer coisa do assunto.

Boris Johnson chegou, viu, mas não venceu. Ainda. Continua o impasse, o embuste, da câmara dos já pouco lordes para a câmara já tão pouco comum, ou ao contrário, que já me perdi, mas não serei a única. No Parlamento, o speaker continua a gritar order!, sucedem-se as vénias e os solenes compassos de aproximação, e até os ataques mais violentos, próximo do insulto pessoal, resultam quase polite, um teatro de maneirismos ancestrais que ainda não chegou, no entanto, à implementação de um período de sesta, Mr Jacob Rees-Mogg, continua a ser preciso algum recato.

Eu sei, devia preocupar-me com política caseira. As eleições estão à porta, o clima de campanha eleitoral está, há muito, instalado e ainda nem olhei para os programas eleitorais, nem letras gordas, nem cabeçalhos apocalípticos, nem promessas redentoras. Não parece haver necessidade. A oposição desfaleceu, provavelmente sem prefixo, António Costa arrisca-se a arrecadar a maioria que finge desprezar como coisa molesta, não há diabos a convocar e “Portugal tem a melhor qualidade de vida da Europa”…pelo menos, para os estrangeiros; alguns, até querem pagar IRS e o Governo não deixa.

Enfim, (quase) nada de novo.

publicado às 14:32

Estranhezas da memória.

por naomedeemouvidos, em 24.07.19

balões vermelhos.PNG

Leio que Boris Johnson tem 99 dias para cumprir o Brexit, e, na minha memória, explode a música da banda alemã Nena, que eu comecei por ouvir na versão inglesa inglesa "99 red ballons".

Como não sou supersticiosa, nem gatos pretos, nem balões vermelhos, nem muros a derrubar, deixo aqui as duas. Para as minhas memórias futuras.

publicado às 14:00

Madressilva, e outros impropérios.

por naomedeemouvidos, em 25.06.19

Por vezes, também penso “como é que pagam a este tipo para escrever sobre rabanetes?”. Mas, no meu caso, é por pura inveja. Adorava que me pagassem por escrever sobre qualquer coisa, eventualmente, sobre rabanetes. Além disso, foi assim que, entre outras coisas, descobri dois ou três bons restaurantes, perto de onde vivo. O que também é absurdo de dizer, eu sei. Como se ler Miguel Esteves Cardoso fossem rabanetes, que, por acaso, nem foi o que comi.

A desvantagem de não frequentar redes sociais – com excepção deste singelo blogue e alguns apensos igualmente indignos – é que chego mais tarde às apoplexias higiénicas e colectivas da praxe. Li a entrevista no passado Domingo, mas, só ontem ao fim do dia – um delay absolutamente parolo e imperdoável – é que dei conta dos achaques com a indecorosa arrogância do Miguel Esteves Cardoso. O próprio assume-se como alguém “extremamente inteligente”, com “grande sentido de humor” e que escreve “muito bem”, e, toda a gente sabe, esse é o tipo de atrevimento que não se tolera, a não ser, aos imbecis. Às vezes – só às vezes – aos génios e, aparentemente, não é o caso. Imagino que quem cuspiu as entranhas ao ler o título, não se tenha dado ao trabalho de ler o resto.

Só para que conste, não adoro Miguel Esteves Cardoso. Pode ser um louco, pode ser um génio. Não aprecio em demasia. Seja como for, gostei de o ouvir. Mais do que de ler as crónicas do Público. E precisava de escrever qualquer coisa. Miguel Esteves Cardoso escreve sobre política quando lhe faltam temas. A mim - a quem falta a genialidade necessária para distinguir lucidamente os loucos dos outros, partindo do princípio de que se pode - sobram-me temas, quando me falta o tempo. Os últimos dias foram férteis. Em temas. Cumpriram-se dois anos sobre a tragédia de Pedrogão Grande e não aprendemos nada. Um senhor comendador mostrou-se incrédulo com a falta de memória do um senhor Constâncio e, nos entretantos, o primeiro prepara-se para abrir mais um museu, enquanto o segundo ameaça processar quem atenta contra a sua honra (acho que houve desenvolvimentos, mas ainda não pude ler). Trump também ameaçou, no caso, o Irão com um ataque correctivo, antes de se compadecer com a centena e meia de mortos, mais dano colateral, menos dano colateral, mais faz-de-conta, menos faz-de-conta. Rui Tavares acha que Donald Trump se define pela cobardia, eu acho que o homem exorta definições que talvez não caibam neste espaço.

Noutro continente, num momento “E se fosse consigo” da vida real, uma sala cheia de gente elegante assistiu, sem sobressalto, ao selvagem ataque por um dos seus pares (que delícia de expressão) a uma activista da Greenpeace. O Secretário de Estado Mark Field foi suspenso, mas, parece que ainda será necessário proceder a averiguações. Terá reagido instintivamente, com receio de que a mulher estivesse armada. Eu percebo. Uma mulher afoita, reivindicativa, enfiada num provocante vestido vermelho pode ser uma arma perigosíssima. Valham-nos homens impecáveis e com o sangue frio que falta ao resto da humanidade.

Entretanto, Boris Johnson começou a perder popularidade na sequência de uma nada elegante altercação com a namorada. O homem que quase todos garantem que será o próximo primeiro-ministro de um reino que ameaça desunir-se, que muitos garantem ser a versão very british de Donald Trump e que até já ensaiou uma ausência em debates televisivos – por azar, não está ao alcance de todos os modelos – acabou por dar uma entrevista à BBC, onde voltou a assegurar que o Reino Unido deixará a União Europeia a 31 de Outubro. Brexit means Brexit, como dizia a senhora que o dito se prepara para substituir. Se houver problemas com as fronteiras, o mais-ou-menos amigo Trump pode ter uma solução. Se não, Boris e Donald poderão sempre inaugurar uma nova era hair stylists por esse mundo fora. Quem disse que só a Coreia do Norte tem direito a assertivos líderes capilares?

Por falar em entrevistas, por cá, foi Mário Centeno a garantir que, entre outras coisas, o SNS está melhor agora do que 2015. Às vezes, tenho a sensação que há dois portugais. Adiante. O importante é que temos um excedente orçamental de 0,4%. É possível que venhamos a assistir ao colapso dos serviços públicos, mas, talvez continue a não faltar dinheiro para acudir à banca, em sendo caso disso. Nunca se sabe. O que se sabe é que quem supervisiona, supervisiona pouco e que a mais não é obrigado, nem pode, mesmo que quisesse. Também não será o caso.

 

Ramalho Eanes falou da corrupção como "uma epidemia que grassa pela sociedade portuguesa", o que é uma profunda e leviana inverdade, como se sabe. O ex-Presidente da República deve ter andado distraído; não se apercebeu de que chegou, até, a ser necessário ponderar a eliminação do pernicioso vocábulo do tal relatório da OCDE. Isso, e o Álvaro Santos Pereira.

Se não estou em erro, em Outubro próximo teremos eleições legislativas. E o país está tão bem, que, ao que parece, nem faz falta oposição...

publicado às 16:33

Há cerca de dois anos, em Espanha!, Manuel Ollero Cordero, Eizpea Etxezarraga e Bryan Eduardo Salinas Luna (sim, os nomes são importantes porque tenho muitas dúvidas que estas almas tivessem tido coragem de dizer cara-a-cara o que disseram twitte-a-twitte) comprouveram-se com a iminente morte de um menino de 8 anos. Motivo? O menino, de seu nome Adrián Hinojosa, queria, pasme-se, ser toureiro e, por isso, foi homenageado na praça de touros de Valença o que indignou muita gente. Morreu meses depois. Manuel Ollero Cordero, Eizpea Etxezarraga e Bryan Eduardo Salinas Luna (nunca é demais), entre outros tuiteiros iluminados, civilizados e ilustres, acharam que morrer era bem merecido para quem queria crescer apenas com o desejo de matar um touro na praça. Agora, um juiz espanhol acusou as três sumidades da Twitteratura de crime de ódio. Mas, na opinião de alguns, twittar algo do tipo “Que morra, que morra já. Uma criança doente que quer curar-se para matar herbívoros inocentes e saudáveis que também querem viver. Por favor! Adrián, vais morrer” enquadra-se no direito à liberdade de expressão e, por isso, pedem que sejam retiradas as acusações. 

Entretanto, o ex-ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson está a ser fervorosamente acusado de islamofobia por dizer considerar absolutamente ridículo alguém andar por aí vestido como caixas de correio, ou como assaltantes de bancos, referindo-se às mulheres que usam burka. Curiosamente, o artigo escrito por Boris Boris Johnson e que inflamou os defensores do tal politicamente correcto tinha como título Denmark has got it wrong. Yes, the burka is oppressive and ridiculous – but that's still no reason to ban it, e vai muito além da ridicularização da dita vestimenta, mas isso não interessa aos espíritos inflamados. Aparentemente, Boris Johnson não tem direito à mesma liberdade de expressão dos que desejam a morte a uma criança que gostaria de vir a ser toureiro e o senhor está a ser pressionado a apresentar as suas mais sinceras desculpas à comunidade islâmica.

Convinha fazermos um esforço para acalmar os delírios. A última vez que estive em Londres com o meu filho, tinha ele pouco mais de 4 anos, ficamos retidos no aeroporto de Heathrow por causa de um balão que o miúdo levava. Contado ninguém acredita. O balão foi levado para averiguações e foi-nos devolvido após uns bons 10 minutos e a confirmação da sua inocência. Mas uma mulher tem o direito de não revelar mais do que uma nesguinha dos olhos, impedindo as forças de segurança, por exemplo, de comprovar a sua identidade. Algo está profundamente errado em tudo isto…

publicado às 15:44



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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