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Brexit means..., pois, ninguém sabe.

por naomedeemouvidos, em 05.09.19

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O referendo ao Brexit aconteceu a 23 de Junho de 2016. Já passaram, portanto, mais de três anos sobre a consulta popular que David Cameron achou por bem promover, convicto de que jamais (ninguém o terá avisado da falácia) a maioria dos eleitores do Reino Unido apoiaria a saída do dito da UE. A tentativa desastrosa de acalmar os eurocépticos, disse-se, e, eventualmente, a inquietante subida do UKIP do velhaco Nigel Farage resultou num imbróglio sem fim à vista. Ninguém sabe o que fazer com a vontade do povo. Esse povo que elege gente que considera mais preparada e, portanto, mais capacitada para tomar decisões por si, principalmente, quando essas decisões implicam a possibilidade de uma hecatombe de proporções difíceis de contabilizar, até para quem percebe mais qualquer coisa do assunto.

Boris Johnson chegou, viu, mas não venceu. Ainda. Continua o impasse, o embuste, da câmara dos já pouco lordes para a câmara já tão pouco comum, ou ao contrário, que já me perdi, mas não serei a única. No Parlamento, o speaker continua a gritar order!, sucedem-se as vénias e os solenes compassos de aproximação, e até os ataques mais violentos, próximo do insulto pessoal, resultam quase polite, um teatro de maneirismos ancestrais que ainda não chegou, no entanto, à implementação de um período de sesta, Mr Jacob Rees-Mogg, continua a ser preciso algum recato.

Eu sei, devia preocupar-me com política caseira. As eleições estão à porta, o clima de campanha eleitoral está, há muito, instalado e ainda nem olhei para os programas eleitorais, nem letras gordas, nem cabeçalhos apocalípticos, nem promessas redentoras. Não parece haver necessidade. A oposição desfaleceu, provavelmente sem prefixo, António Costa arrisca-se a arrecadar a maioria que finge desprezar como coisa molesta, não há diabos a convocar e “Portugal tem a melhor qualidade de vida da Europa”…pelo menos, para os estrangeiros; alguns, até querem pagar IRS e o Governo não deixa.

Enfim, (quase) nada de novo.

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publicado às 14:32

Inimigos Bestiais.

por naomedeemouvidos, em 28.08.19

“Tact is the art of making a point without making an enemy.”

Como acontece frequentemente com diversas citações, a frase vastamente atribuída a Isaac Newton é capaz de não ser dele. Será um outro Newton, eventualmente, uma outra frase com sentido idêntico. Para o caso, não interessa nada. O tacto, a diplomacia tornaram-se conceitos obsoletos. O que se espera, agora, de gente com capacidade de liderança e competências políticas em geral e presidenciais em particular é que seja capaz de dizer o que pensa, sem rodeios, sem hipocrisias travestidas de tactos chatos e falinhas mansas. Deixem Trump ser Trump, Bolsonaro ser Bolsonaro, e por aí afora. Foram escolhidos democraticamente e a democracia ainda é o melhor regime do mundo, não é? Não se pode suspender a democracia, mas poder-se-á suspender um parlamento. É capaz de não ser grave.

Há tanta coisa a acontecer que me falta a racionalidade necessária para acompanhar. Acabei de chegar de férias e já não tenho idade para mudanças de ares súbitas. Vinha falar da Amazónia, da sensibilidade de Bolsonaro e do seu enorme sentido de estado, de insultos escabrosos e pedidos de desculpa, mas, pensando melhor, vou repousar mais um pouco…porque, apesar de tudo, eu mereço.

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publicado às 10:54

Madressilva, e outros impropérios.

por naomedeemouvidos, em 25.06.19

Por vezes, também penso “como é que pagam a este tipo para escrever sobre rabanetes?”. Mas, no meu caso, é por pura inveja. Adorava que me pagassem por escrever sobre qualquer coisa, eventualmente, sobre rabanetes. Além disso, foi assim que, entre outras coisas, descobri dois ou três bons restaurantes, perto de onde vivo. O que também é absurdo de dizer, eu sei. Como se ler Miguel Esteves Cardoso fossem rabanetes, que, por acaso, nem foi o que comi.

A desvantagem de não frequentar redes sociais – com excepção deste singelo blogue e alguns apensos igualmente indignos – é que chego mais tarde às apoplexias higiénicas e colectivas da praxe. Li a entrevista no passado Domingo, mas, só ontem ao fim do dia – um delay absolutamente parolo e imperdoável – é que dei conta dos achaques com a indecorosa arrogância do Miguel Esteves Cardoso. O próprio assume-se como alguém “extremamente inteligente”, com “grande sentido de humor” e que escreve “muito bem”, e, toda a gente sabe, esse é o tipo de atrevimento que não se tolera, a não ser, aos imbecis. Às vezes – só às vezes – aos génios e, aparentemente, não é o caso. Imagino que quem cuspiu as entranhas ao ler o título, não se tenha dado ao trabalho de ler o resto.

Só para que conste, não adoro Miguel Esteves Cardoso. Pode ser um louco, pode ser um génio. Não aprecio em demasia. Seja como for, gostei de o ouvir. Mais do que de ler as crónicas do Público. E precisava de escrever qualquer coisa. Miguel Esteves Cardoso escreve sobre política quando lhe faltam temas. A mim - a quem falta a genialidade necessária para distinguir lucidamente os loucos dos outros, partindo do princípio de que se pode - sobram-me temas, quando me falta o tempo. Os últimos dias foram férteis. Em temas. Cumpriram-se dois anos sobre a tragédia de Pedrogão Grande e não aprendemos nada. Um senhor comendador mostrou-se incrédulo com a falta de memória do um senhor Constâncio e, nos entretantos, o primeiro prepara-se para abrir mais um museu, enquanto o segundo ameaça processar quem atenta contra a sua honra (acho que houve desenvolvimentos, mas ainda não pude ler). Trump também ameaçou, no caso, o Irão com um ataque correctivo, antes de se compadecer com a centena e meia de mortos, mais dano colateral, menos dano colateral, mais faz-de-conta, menos faz-de-conta. Rui Tavares acha que Donald Trump se define pela cobardia, eu acho que o homem exorta definições que talvez não caibam neste espaço.

Noutro continente, num momento “E se fosse consigo” da vida real, uma sala cheia de gente elegante assistiu, sem sobressalto, ao selvagem ataque por um dos seus pares (que delícia de expressão) a uma activista da Greenpeace. O Secretário de Estado Mark Field foi suspenso, mas, parece que ainda será necessário proceder a averiguações. Terá reagido instintivamente, com receio de que a mulher estivesse armada. Eu percebo. Uma mulher afoita, reivindicativa, enfiada num provocante vestido vermelho pode ser uma arma perigosíssima. Valham-nos homens impecáveis e com o sangue frio que falta ao resto da humanidade.

Entretanto, Boris Johnson começou a perder popularidade na sequência de uma nada elegante altercação com a namorada. O homem que quase todos garantem que será o próximo primeiro-ministro de um reino que ameaça desunir-se, que muitos garantem ser a versão very british de Donald Trump e que até já ensaiou uma ausência em debates televisivos – por azar, não está ao alcance de todos os modelos – acabou por dar uma entrevista à BBC, onde voltou a assegurar que o Reino Unido deixará a União Europeia a 31 de Outubro. Brexit means Brexit, como dizia a senhora que o dito se prepara para substituir. Se houver problemas com as fronteiras, o mais-ou-menos amigo Trump pode ter uma solução. Se não, Boris e Donald poderão sempre inaugurar uma nova era hair stylists por esse mundo fora. Quem disse que só a Coreia do Norte tem direito a assertivos líderes capilares?

Por falar em entrevistas, por cá, foi Mário Centeno a garantir que, entre outras coisas, o SNS está melhor agora do que 2015. Às vezes, tenho a sensação que há dois portugais. Adiante. O importante é que temos um excedente orçamental de 0,4%. É possível que venhamos a assistir ao colapso dos serviços públicos, mas, talvez continue a não faltar dinheiro para acudir à banca, em sendo caso disso. Nunca se sabe. O que se sabe é que quem supervisiona, supervisiona pouco e que a mais não é obrigado, nem pode, mesmo que quisesse. Também não será o caso.

 

Ramalho Eanes falou da corrupção como "uma epidemia que grassa pela sociedade portuguesa", o que é uma profunda e leviana inverdade, como se sabe. O ex-Presidente da República deve ter andado distraído; não se apercebeu de que chegou, até, a ser necessário ponderar a eliminação do pernicioso vocábulo do tal relatório da OCDE. Isso, e o Álvaro Santos Pereira.

Se não estou em erro, em Outubro próximo teremos eleições legislativas. E o país está tão bem, que, ao que parece, nem faz falta oposição...

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publicado às 16:33

Consideraçõezecas.

por naomedeemouvidos, em 14.03.19

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O padre Vítor Melícias, um homem de fé e da honra que apoia Tomás Correia no comando, ou desmando, do Montepio, veio dizer que não é "um secretariozeco ou um ministro" (zeco, imagino) que vai afastar o liderzeco (digo eu) que o senhor e outras sumidadezecas escolheram democraticamente, era o que faltava. Seria pecado, até. Ou pecadozeco, vá, que um padre também tem o direito de perder as estribeiras e, em vez de dar a outra face, como ensina a Bíblia, dar antes sermões…zecos.

 

Os espanhóis, sacanas, querem eliminar Portugal, se não do mapa, da história da circum-navegação, depois de os portugueses, aparentemente, terem tentado algo parecido numa primeira acostagem. Fernão Magalhães parece condenado a trair a pátria mesmo depois de morto, que há gente que não perdoa. Ao contrário dos padres.

O jornal ABC escandalizou-se com a ousadia portuguesa de candidatar a Património da Humanidade, junto da UNESCO, a famosa e histórica viagem de circum-navegação sem evidenciar o importante papel da coroa espanhola naquele feito e pediu um parecer à “Real Academia de la Historia” que confirmou que tudo na primeira volta ao Mundo foi espanhol.

A nossa ministra da Cultura já veio dizer que a polémica à volta do tema é artificial e o ministro dos Negócios Estrangeiros garante que Portugal e Espanha estão a trabalhar numa candidatura conjunta da dita viagem ao tal Património que é de todos. Eu, vergonhosamente, não sei História suficiente para saber quem está a enganar quem.

 

Depois do crowdfunding, as greves de fome. Algumas greves têm razões que a própria razão desconhece e, suponho, a barriga também. A greve de fome do enfermeiro Carlos Ramalho resistiu dois dias, tendo começado logo a seguir a um tranquilo almoço de lulas. Recheadas, que a coisa prometia, era “até cair de morto”, se fosse necessário. Veremos quanto dura a do presidente do Sindicato Unificado da PSP. Por agora, é por tempo indeterminado, que é como quem já disse até “ter problemas de saúde e ter de ser hospitalizado”. É bom ver este antigo método pacífico de resistência e protesto democratizar-se, elegantemente e sem histerismos, alargando-se a temas mais... comezinhos.

 

No Reino Unido ninguém se entende, ninguém diria. Afinal, quem é que ainda quer o Brexit? Além da esgotada Theresa May? Os ingleses não querem sair com acordo, não querem sair sem acordo e, provavelmente, não vão votar favoravelmente ao prolongamento do prazo de saída da União Europeia. John Bercow bem pode continuar a gritar “order, order!, numa tentativa de acalmar os deputados da Câmara dos Comuns, mas, o melhor era arranjar uns quantos-queres e pôr a malta a tirar à sorte o destino dos britânicos. Pelo menos, divertiam-se e a senhora May descansava um bocadinho. Anyway, tudo muito pouco british...

 

Haverá mais. Muito mais. O mundo não pára.

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publicado às 08:48

Yes, Mr. Speaker.

por naomedeemouvidos, em 29.01.19

Ordem! Ordem! Que se vai votar o Brexit...outra vez...

 

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publicado às 09:07

Quanto tempo pode resistir um "shutdown"?

por naomedeemouvidos, em 17.01.19

    O Reino Unido anda às voltas com um Brexit que já poucos parecem querer e os EUA resistem, obstinadamente travados por um muro que Trump deseja como nenhum outro, pese embora alguns o tenham intentado antes.

 

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aqui

 

    A América continua sequestrada pela ausência de acordo entre democratas e republicanos (ou só entre democratas e Donald Trump) sobre quem constrói o quê e quem paga a conta antes, para ser apresentada aos mexicanos depois. O impasse mantém-se há 27 dias, a maioria dos americanos culpa o Presidente pelo shutdown, há milhares de funcionários federais a trabalhar sem remuneração e os conselheiros de Trump andam a avisá-lo acerca dos efeitos negativos que o apagão começa a ter na economia do país.  Nada que Donald Trump não aguente. Pode sempre despedir os conselheiros que não o aconselhem como ele gostaria (a seguir, pode insultá-los, no Twitter, para aliviar o stress), dispensar os funcionários públicos e continuar a mandar vir pizzas e hambúrgueres do McDonald’s e, quanto à economia, bom, o homem percebe imenso de negócios, construiu um império dos diabos, está habituado a agarrar o que quer por onde lhe dá mais jeito e gozo, há-de ter a competência e a teimosia necessárias e suficientes para dar a volta ao assunto.

    Parece, no entanto, que, nos bastidores, o Presidente anda um pouco enfadado. Irritado. Não percebe porque não se consegue chegar a um acordo. Talvez, porque o que Trump procura não é bem um acordo, é um acto de resignada vassalagem, eu quero, eu posso, eu mando, quem tem juízo obedece, os loucos que não atrapalhem. Afinal, quando Trump tiver terminado o seu muito higiénico e muito eficaz muro, acabar-se-ão todas as peçonhas, a América será grande outra vez e o povo americano, rendido à magnificência e visão do todo poderoso, não voltará a recordar estes dias de infortúnio; lembrará, sim, a intensa e ufana luta do melhor presidente das últimas décadas, empenhado em proteger a nação dessa horda de criminosos que são todos os emigrantes, com excepção da impecável e elegantíssima Melania, que faz decorações de Natal como ninguém, God Bless America (e, de passagem, o Brasil, que o senhor é omnipresente).

    Entretanto, num esforço hercúleo, e heroico, a bem do país como só ele é capaz, Donald Trump deu descanso ao Twitter presidencial durante grande parte da tarde de ontem, preservando o bom humor para a reunião com alguns democratas moderados – parece que eram sete –; aos radicais já tinha chamado partido do crime e das fronteiras abertas, nada preocupados com a crise humanitária na fronteira do sul. Ora, todos sabemos como Trump e os seus aliados se preocupam. Tanto, que usam um gás natural para repelir os intrusos. Tão natural que se pode comer com nachos, como é que ninguém se tinha lembrado disso antes.

    Se não for a bem, há-de ser a mal. E a contra-gosto. Até lá, bye-bye. Homem que é presidente não tem tempo a perder.

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publicado às 23:34

Exit the Brexit?

por naomedeemouvidos, em 10.12.18

Não sei se é possível dizer, sem sombra de dúvida, se Theresa May é realmente a favor do Brexit, ou se lhe tocou defender um projecto em que não acredita. Se já é difícil defender posições não consensuais quando nelas acreditamos com toda a convicção, imagine-se quando estamos a tentar defender algo em que cremos pouco ou nada.

Certo é que já se ouviram, pelo menos, antes do referendo, opiniões contraditórias sobre a posição da primeira-ministra do bastante dividido Reino Unido.

Aparentemente, não é a falar que os britânicos se entendem. Será a rir?

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publicado às 18:27

Considerações Avulsas.

por naomedeemouvidos, em 26.11.18

    “Les «gilets jaunes»”. Soprado ao ouvido, de mansinho, podia ser o título de um belo conto infantil. Mas, não. O movimento “pacifista” iniciado nas redes sociais transformou, nos últimos dias, a mais bela avenida do mundo num campo de batalha. A cidade da luz rendeu-se às trevas de uma manifestação violenta que já pouco deve ter que ver com o aumento dos combustíveis ou da carga fiscal em geral. A “culpa é de Macron”. Se fosse fácil encontrar culpados, seria, talvez, mais fácil encontrar soluções. Para uma maioria de vontades, pois que nunca conseguiremos atender a todas.  

 

    O Conselho Europeu aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia. Theresa May terá, agora, a tarefa de defender o “bom acordo” perante o Parlamento britânico. É possível que o texto cumpra com o que os eleitores votaram no referendo que disse “SIM!” ao “Brexit”. Mas, quantos britânicos ainda o subscrevem? O que aconteceu aos protagonistas mais empenhados em promover a retirada? Como vão ser as relações entre o Reino Unido e a União Europeia? O que significa, exactamente, a vitória (pequena?, grande?) de Espanha no que diz respeito à questão de Gibraltar? Afinal, o que foi que os britânicos votaram?

 

    A CMTV deve estar prestes a inaugurar um novo modelo de reality show. Um daqueles em que os inquéritos aos vários arguidos, em inúmeros processos mediáticos, passam a ser transmitidos em directo. Uma espécie de “o juiz decide”, mas sem juiz. Ou melhor, em que o juiz somos nós, sentadinhos no sofá da sala.

    Em rodapé, passará a constar os números de telefone em quem votar, consoante a simpatia e/ou o melhor desempenho. Para votar no/a procurador/a ligue o número tal; se prefere o advogado, ligue este número; se o seu favorito é o arguido, ligue aquele. O que a justiça passará a poupar em tempo e em honorários!

 

    Borba continua a chocar-nos. É mais uma desgraça que resulta da incúria que nunca, por cá, tem responsáveis, menos ainda, culpados. Olhamos para as imagens e pensamos como é possível, como foi possível? E há algo de indecoroso na beleza macabra daquela paisagem quando nos alheamos da tragédia, porque ela é nossa, enquanto país, mas, inevitavelmente, não nos fere a todos da mesma maneira.

    Não há “evidência de responsabilidades do Estado”, disse António Costa, sobre o absurdo desastre, mais ou menos, anunciado – o que torna tudo mais aviltante. Já não é só optimismo que é irritante, é a audácia. Não sendo tempo de férias, o primeiro-ministro pode fazer como Graça Fonseca e rumar a Guadalajara para não ter que ver jornais portugueses. Quando voltarem, pode ser que o país esteja bem melhor, quem sabe. O hábil monstro da política não sucumbe, nunca, às misérias das pessoas que compõem a imagem do país moderno que António Costa gosta de exibir para (já não só quem é) inglês ver.

 

    O mundo ficou a saber que, nos EUA, mortes por encomenda são aceitáveis, se praticadas por Estados com muitos, muitos dólares para gastar. Às urtigas a diplomacia estrangeira, os serviços secretos, investigações, relatórios e outros levianos entraves ao bom desenvolvimento das nações. Se Donald Trump pudesse “presidenciar” por mais de dois míseros mandatos, talvez chegasse o tempo em que não fosse necessário falsificar vídeos para afastar jornalistas incómodos; ou ficar acordado até altas horas da manhã para mandar uns tuites aos adversários políticos. Mas, ao ritmo a que normalização do absurdo tem evoluído, oito anos são capazes de ser suficientes…

 

    A sonda InSight aterra hoje em Marte, se tudo correr bem. Se houver vida noutros planetas, que seja mais inteligente do que a nossa.

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publicado às 12:20

Exit the Brexit.

por naomedeemouvidos, em 15.11.18

O que nasce torto tarde ou nunca se endireita.  E, assim, Theresa May e o Reino Unido continuam reféns de um insano acordo que, afinal, parece que ninguém quer. Dizem que é desta. O acordo será finalizado e formalizado a 25 de Novembro. Será?

 

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publicado às 09:27



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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