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Porquê (não) permitir comentários?

por naomedeemouvidos, em 30.04.19

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Penso que devemos dar às coisas a importância exacta que merecem. Nem mais, nem menos. E tenho a certeza que, às vezes, muitas vezes, isso é mais fácil de dizer do que de fazer.

Quando criei este blog, não tinha qualquer outra intenção que não fosse escrever, escrever, escrever, sobre tudo o que me apetecesse, sem limites, a não ser os meus próprios: a minha vontade, a minha disposição, os meus resmungos, os meus arrebatamentos, os meus devaneios. Era - e é - uma brincadeira que me dava - e dá - muito prazer, embora, muitas vezes, me falte o tempo a mais que gostava de lhe dedicar. Mas, o blogue era exclusivamente meu, só meu, muito meu, de mim, para mim. É um pouco absurdo, eu sei, já que tudo o que vai parar a esse (já pouco) novo mundo virtual deixa de ser apenas nosso, mesmo que, eventualmente, a culpa  não seja nossa. Não é bem o caso. O blogue é da minha responsabilidade e autoria, com a pequena-grande ajuda do Sapo e daquela menina que dá pelo nome de Gaffe; e, muito no início, tinha aberto o espaço de comentários porque eu nem sabia que o podia fechar. Mas deixou de ser só meu, a partir do momento em que passou a haver gente se que dá ao trabalho de me ler assiduamente. Pode ser só uma, podem ser duzentas, é indiferente para a grande consideração que me merecem. E, sobretudo, é pouco cordial - para não dizer algo idiota - não permitir comentários e, no entanto, ir por aí comentar noutros blogues, ainda que não o faça em muitos.

De modo que, agradeço aos que por cá se perdem, de quando em vez, e, por isso, se quiserem, digam - ou escrevam - coisas, muito, pouco ou nada, se, por acaso, cometerem a imprudência de me dar (poucos, pouquíssimos) ouvidos.

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publicado às 11:44

Chamam-lhes "caixas de comentários"...

por naomedeemouvidos, em 11.08.17

Tenho uma relação de amor-ódio com as caixas de comentários de algumas publicações. Com algumas daquelas que ainda resistem, diga-se, porque muitos jornais e revistas on-line, como o Público, o Expresso ou a Visão, acabaram com essa espécie de palco de bullying virtual, onde uma assustadora fatia de comentadores coléricos se diverte (imagino eu) a vomitar ódios e insultos contra tudo e contra todos, verdadeiros hooligans do vernáculo mais descarado e despropositado.

O delírio é tal que basta ler duas linhas do que expelem esses ditos “comentadores” para perceber que, na maior parte das vezes, nem se deram ao trabalho de ler o que se propõem “comentar”. Para esta turba maledicente é suficiente olhar para o nome que assina a crónica (ou de quem assina um outro comentário) para dar largas à imaginação e mergulhar numa orgia de enxovalhos, capaz de enervar o escritor mais bonançoso. A crónica mais inócua sobre o tema mais inofensivo é capaz de desencadear a mais indignada das reacções destes verdadeiros cruzados da violência verbal, de modo que, o que começou como uma tentativa de promover o debate, a troca de ideias, a argumentação em torno do conhecimento nas suas diferentes formas entre quem opina e quem lê e crítica, rapidamente se transformou num antro de degradantes ataques pessoais. A tentativa mais bem-intencionada de promover discussões construtivas entre os diferentes interlocutores esvazia-se no contra-ataque surdo e a despropósito com o único objectivo de desconversar só porque sim: se eu escrevo um artigo sobre “árvores de fruto”, porque é que não falo de “ervas aromáticas”?, tenho alguma coisa contra as ervas aromáticas?, vê-se logo que sou xenófoba (ah, pensavam que a palavra não se aplicava, não era, vão lá ler comentários…)!

A psicologia é capaz de explicar, pelo menos, em parte a necessidade de alguém vir despejar, a coberto do anonimato ou, pelo menos, sem mostrar a cara, injúrias a torto e a direito. Deve funcionar como um escape, digo eu. Mas, numa coisa, nós portugueses, aparentemente, somos mais justos. Parece que insultamos igualmente e com a mesma intensidade, homens e mulheres, religiosos e não religiosos, brancos e pretos, homossexuais e heterossexuais, nacionais e estrangeiros, novos e velhos, enfim, no que toca à ofensa, somos do mais igualitário que há!

 

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publicado às 14:13



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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