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Step by Step

por naomedeemouvidos, em 02.07.19

“Os hispânicos adoram o que estou a fazer. Porque, em primeiro lugar, eles não querem perder o emprego, eles não querem sofrer uma redução de salários e, muito importante, o mais importante, eles não querem ter crime. Eles compreendem. Quem melhor entende a fronteira são os hispânicos. Entendem-na melhor do que ninguém. E não querem ter de sofrer crimes, nem sofrer uma redução de salários. Não querem perder os seus empregos. Foi por isso que os meus resultados nas sondagens subiram entre os hispânicos, porque eles são quem realmente compreende melhor a fronteira.”

 

Eu não gosto de Donald Trump. Não chego a odiá-lo porque, para mim, as palavras realmente importam e, se, por um lado, prefiro não invocá-las em vão, por outro, o homem não merece tal afeição. Já odeio partir uma unha, riscar o salto alto à primeira utilização, que se me acabe o fond de teint sem que eu tenha dado por isso e, last but not least, odeio aquele chove e não molha que me deixa o cabelo pior do que o do Rui Pinto, com a diferença de que eu sou loira. E muito mais gira. De modo que, a César o que é de César, e os ódios às causas que os merecem.

Se não chego a odiar Trump, desprezo tudo o que ele representa. Ainda não superei o trauma de vê-lo como Presidente dos Estados Unidos da América. Vá lá saber-se porquê. Fui uma única vez aos EUA, a Miami (olha, por acaso, quase que odiei…), ainda não visitei a cidade que nunca dorme (imperdoável) e não tenho particular apreço pelo que alguns chamam de sonho americano. Provavelmente, porque pertenço àquele grupo de pessoas que nunca se lembra do que sonha. Enquanto estou a dormir, entenda-se. Sou, no entanto, casada (há mais de duas décadas, valham-me todos os deuses!) com um grande admirador daquele país, e, talvez por isso, me deixe contagiar um pouco; será uma razão tão válida como outra qualquer.

 

Mas, Donald Trump acabou de dar um pequeno passo e subiu o degrau, o simbólico paralelo 38 que separa a Coreia do Sul da Coreia do Norte. Foi tudo tão rápido, que nem deu para perceber bem a dimensão do gesto, então e se tu me convidasses para dar um saltinho lá à tua terra?; ´bora lá tratar disso, não tenho chás, nem aerossóis, mas, de momento, não prevejo envenenar ninguém; também não gosto muito de cães...; não te preocupes, dei-lhes comida há pouco tempo; great!.

Indiscutivelmente, é melhor para o mundo que Trump seja amigo de Kim Jong-un, em vez de lhe chamar louco e ameaçá-lo com a destruição total e nunca vista. O problema com Trump…é o próprio Trump. Nunca se sabe bem o que vai naquela cabeça laranja-louro, a não ser, a imensa paixão por si próprio, e, tal como Narciso, parece ainda não ter encontrado pátria - no caso; donzela,  já tem a agridoce Melania - à altura do seu amor. O povo americano ainda resiste, apesar de tudo, a esse desejo de grandeza alucinada, e, talvez, só talvez, a admiração de Trump por Kim venha dessa ambição tenebrosa, tentadora, de ter um país inteiro à sua mercê. De momento, contentar-se-á com um 4 de Julho de militar pompa e patriótica circunstância. É possível que o resto venha depois. 2020 está mesmo ao virar da esquina histórica que servirá para mostrar ao mundo se melhor é impossível; ou, se já tudo é possível, como acusar uma mulher da morte do seu próprio feto depois de ter sido baleada. É uma nova versão do pôr-se a jeito, uma vez que, Marshae Jones é acusada de provocar a altercação que provocou o disparo que lhe matou o bebé no ventre de cinco meses e, no Alabama, a lei que confere “personalidade” ao feto manda que se trate a mulher como uma mãe imprudente.

Menos mal que Donald Trump já pediu a Putin para que não se intrometa nas próximas eleições americanas. Um homem com visão, aquele Trump. Sempre à frente do seu tempo. E do meu deplorável entendimento.

 

publicado às 12:40

O dia depois de amanhã...

por naomedeemouvidos, em 26.09.17

Espanha prepara-se para produzir um mártir na guerra (não sei se com aspas ou sem aspas…) com a Catalunha. Em pleno século XXI, numa democracia europeia de um país desenvolvido, pondera-se gerar um preso político e pretende-se, com isso, esmagar uma vontade que, legítima ou não, grita cada vez mais alto e não parece querer dar tréguas.

Na Alemanha, pela primeira vez depois da segunda guerra mundial, abriu-se a porta a um partido cujo líder (um deles, pelo menos) apela aos alemães para  que “reclamem o seu passado”, enquanto afirma que uma ministra de outro partido deveria ser recambiada para a Anatólia… estendeu-se o tapete vermelho aos representantes do AfD, esse partido (que dizem ser) de extrema-direita, mas que não se identifica como xenófobo, antes se considera uma “alternativa”, essa palavra tão de moda que já não sei bem o que significa.

Entretanto, Kim Jong-Un e Donald Trump continuam a trocar mimos e a brincar aos soldadinhos de chumbo. O primeiro acusa o segundo de declarar guerra à Coreia do Norte e ameaça abater bombardeiros norte-americanos mesmo que em espaço aéreo internacional. O segundo (essa alma que dispara tweets à velocidade da luz, enquanto inventa atentados terroristas na Suécia, confunde a Namíbia com a Nâmbia e evoca a mulher “ausente” que está mesmo ali ao seu lado…) responde ao “homenzinho do foguete” informando-o que “não estarão por aí por muito mais tempo”, um alívio, portanto!

Por cá, as coisas estão bem mais tranquilas. Parece que só temos um candidato racista e xenófobo, a quem (quase) todos os comentadores e cronistas dizem que não se deve dar palco, mas que falam dele todos os dias.

Assim que, nada de novo. É como dizem, tudo está bem quando acaba bem. Oh!, espera…

  

publicado às 10:10

O presidente dos Estados Unidos e o líder norte-coreano resolveram brincar aos jogos de guerra. De ameaça em ameaça, dois alienados divertem-se a trocar “mimos balísticos”, olha que a minha ogiva é maior do que a tua, e o resto do mundo encolhe-se, imagino, enquanto reza (os que acreditam) a todos os santinhos para porem alguma ordem nisto.

Enquanto Kim Jong-un está preparado para dar uma “lição severa” aos EUA, Donal Trump ameaça “brindar” a Coreia do Norte com “fogo e fúria como o mundo nunca viu”. Nós é que não estamos preparados para nada disto, digo eu, pelo que, convinha que alguém que perceba alguma coisa disto tomasse as rédeas da situação, ou a humanidade vai acabar muito mais cedo do que previa Stephen Hawking aqui há uns meses atrás…

publicado às 10:33



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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