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Finalmente(?!), a corrupção.

por naomedeemouvidos, em 09.12.19

Portugal tem um problema de corrupção. Gostamos de pensar que é coisa pouca, nada comparável com o que se passa em países como o Brasil, por exemplo. Além disso, o país é pequeno e, asseguram-nos!, é bastante difícil travar “as portas-giratórias” que vemos escancaradas, às vezes, escandalosamente, entre todos os corredores do poder. Entre o fingir que a corrupção é um problema residual, por um lado, e que há um irrepreensível e inquestionável sentido de ética entre os grandes protagonistas desse poder instituído (e instruído), por outro, chegámos ao cúmulo da ultrajante farsa que é a defesa escabrosamente indignada e mirabolantemente encenada desse descarado-mor do reino que dá pelo nome de José Sócrates.

 

Pois bem. Francisca Van Dunem vai tutelar um grupo de trabalho inserido numa “Estratégia Nacional Contra a Corrupção”. E entre as estratégias para refrear o despudor, contam-se a delação premiada – longe de ser consensual – e, necessariamente, mecanismos que permitam agilizar o funcionamento da justiça em tempo útil, como a separação dos chamados megaprocessos.

 

Haverá grandes resistências. Sobretudo se o que se pretende é, realmente, um trabalho sério e não (mais) uma distracção, como a Comissão de Transparência com os seus quatro anos para decidir coisa nenhuma que valesse a pena, e as suas reuniões à porta fechada em temas sensíveis para os do costume.

 

Estou um pouco farta de ouvir dizer que é inevitável o tempo absurdamente lento da justiça. Que está tudo a funcionar como é suposto, mas, infelizmente – ou será intencionalmente? – a justiça faz-se com a morosidade necessária, morosidade essa que se afasta da pressa voluntariosa dos leigos. Estou farta de assistir à patranha em que se converteu o processo que envolve José Sócrates e as suas marionetas. Como se fosse possível levar minimamente a sério toda a rocambolesca história do amigo, do primo, da mãe, dos cofres, do dinheiro-vivo por gosto e todos os outros insultos em que se tornou a Operação Marquês. Já ninguém aguenta ficar entre a parede dos Sócrates a espada dos Ventura, como se, fatalmente, não houvesse alternativa.

 

publicado às 11:23



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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