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naomedeemouvidos

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos..

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Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos..

15.Set.17

Somos prisioneiros e temos medo.

naomedeemouvidos
As carrinhas dos carabinieri alinhavam com os impressionantes blindados militares. As metralhadoras suspensas dos ombros apontavam para o chão, mas os homens agarravam-nas firmemente em posição pronta a levantar e disparar. O aparato militar, muito maior que o policial, era brutal. Nas ruas, nas estações de metro, à porta de qualquer edifício governamental ou de interesse turístico, o que, naquela metrópole, significava, literalmente, em cada canto e recanto. Apenas aquela (...)
19.Jul.17

Cidade Viva

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A cidade, maravilhosa, repleta de vida e de História fascinara-os desde o primeiro instante, contrastando violentamente com a rudeza das gentes. O simples acto de validar um bilhete de eléctrico revelara-se uma tarefa algo complicada e, afinal, caricata, de tão rudimentar. E, a verdade, é que em Portugal, mesmo sem falar inglês ou outro qualquer idioma estranho ao seu, qualquer habitante local trataria de ajudar um turista em apuros. Mas não ali. Ali, pelo menos para eles e naquele (...)
14.Jul.17

Cavaleiros na Noite

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  Mantinham-se em silêncio evitando dar forma a um prenúncio de medo que ameaçava apoderar-se deles. Se calhar, a emoção da experiência de fazer uma pequena incursão na medina, à noite, ainda que acompanhados por um guia, não tinha sido assim tão boa ideia. E que guia! Montado numa pequena motoreta, aparentemente tudo menos segura, colara-se ao automóvel assim que entraram na cidade e nunca mais os largara. Acompanhara-os até à porta do hotel e pensaram que aí os deixaria (...)
14.Jul.17

Amphitheatrum Flavium

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Enquanto subia as escadas sentia as gotas se suor correrem por entre os seus seios. Agarrava o guia electrónico como se este tivesse pernas e, animado de vida própria, lhe pudesse escapar à primeira distracção. O esforço despropositado fizera-a cravar as unhas nas palmas das mãos, o que agora lhe proporcionava um desagrável ardor intermitente a lembrar-lhe a idiotice do acto. Não conseguia explicar o nervosismo que sentia ao caminhar por entre aquelas paredes, apesar de consciente (...)