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Expiação

por naomedeemouvidos, em 01.05.20

Vejo o sol beijar o manto de água quieto e liso como uma folha delicada.

Não chega a ser um beijo. Antes, um sopro, quente e suave, meigo como um mordisco que desassossega, agora, o dorso dourado do mar e o faz vibrar em reflexos vivos.

É tão fácil esgotar-me naquela linha infinita do horizonte, perfeita, que corre atrás das nuvens bordadas a seda macia e alva. E há um assombro de pecado em pensar-te. Na sombra da névoa que endurece, lá fora, que exalta os meus sentidos para além da razão.

 

Ao longe, o mar continua a sobressaltar-se, a pulsos dourados, com a doçura inquieta da despedida.

publicado às 00:21


“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

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