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Almas Gêmeas.

por naomedeemouvidos, em 26.03.19

Que ternura...vestidinhos de igual e tudo...

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publicado às 07:30

Não invocar o nome de Deus em vão.

por naomedeemouvidos, em 23.03.19

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Da última vez que verifiquei, ainda era um dos “dez mandamentos de Deus”. Não invocar o seu santo nome em vão. Mas, os tempos andam estranhos, entranham-se, mais ou menos, nas nossas novas rotinas, nas novas verdades, nas novas denominações do bem e do mal, do certo e do errado, do normal e do absurdo. O tempo é de guerra. Não se limpam armas, descarregam-se, antes, com fúria e sem remorsos, sobre aqueles que nos ameaçam, que com fastio nos maçam, sobre os que se atrevem a atentar contra identidades e supremacias. Brancas. Sejam quais forem. E, se não for isso, uma outra coisa qualquer coisa, uma outra causa, um novo ardil erguido pelo punho do mais puro ódio, arremessado contra todos os impostores que ousem atravessar-se, incautos ou conscientes, nesse louco caminho pela busca de um impiedoso sentido, sem sentido algum.

 

Pois, no delírio de alguns, Deus deve estar prestes a descer à Terra. Pela segunda vez. Desta feita, encarnado, salvo-seja, no meio da política, interna e externa, a Norte e a Sul, no seio de homens devotos e justos, como o Jair e o Donald, como Ele, empenhados em julgar os vivos, somando mortos, em nome da salvação de uma qualquer agenda há muito capturada pelos interesses (nada) obscuros dos que se dizem ao lado da liberdade e da democracia, as mesmas que profanam em enlevado pecado e sem decoro, enquanto acusam de fake todas as news que não reconheçam a sua imensa glória.

Professa, então, Mike Pompeo que esse Deus em que aquele acredita, amando-o e adorando-o sobre todas as coisas, como piedoso cristão, terá feito Donald Trump presidente dessa enorme, again, nação americana para que este possa salvar o povo judeu, protegendo-o do Irão, praise the lord. A sua fé tê-lo-á convencido desse bem-aventurado milagre da era moderna. Como que a prová-lo, Trump já reconheceu (pelo menos, até ao próximo tuite) a soberania de Israel sobre os Montes Golã – a vida são mais do que seis dias – e, entretanto, pelo sim, pelo não – não vá aquela danada miúda sueca surripiar-lhe o Nobel, que tanto trabalho lhe deu encomendar ao primeiro-ministro japonês – Trump também decidiu levantar, um dia depois, as sanções impostas à Coreia do Norte; o homem gosta do presidente Kim, quem diria… e, afinal, Deus também disse que devemos amar os nossos inimigos, o que já nem será bem o caso.

 

É reconfortante perceber o mundo, sabiamente guiado por abençoados líderes, à altura de todas as intempéries – ainda mais, agora, expurgada que está a miserável farsa do aquecimento global –, mundo esse que entra, finalmente, no bom caminho, nem por isso longo, pois que há-de terminar, logo ali, na Antártida, em frente ao muro de gelo onde o Terra termina, para glória de muitos, mas, principalmente, dos iluminados teóricos dessa coisa a que parece que chamam “conferência internacional da terra plana”. Seria em maiúsculas, se se desse o caso de valer pena a deferência. Bendita seja a liberdade de expressão, e benditas sejam todas as teorias que dela brotam, em arrojada clarividência.

 

Já é sábado. Pela décima nona vez, os "coletes amarelos" intentarão semear a violência e o caos pelas ruas de Paris. O protesto espontâneo (ou talvez não) contra o aumento do preço dos combustíveis - a que, rapidamente, se somou uma lista maior de reivindicações mais ou menos justas - converteu-se  numa espécie de mini-guerra civil, onde uma turba de arruaceiros apostados em destruir tudo o que surgir no seu caminho, sábado após sábado, vai procurando esgotar o Governo de Macron. Ou, apenas, promover a desordem, a arruaça, espalhar outro pequeno inferno. Tudo a bem da luta a favor dos direitos dos mais desprotegidos, claro está. Afinal, o que são uns carros incendiados; uns monumentos esventrados; umas montras partidas; umas lojas pilhadas; uns quantos de mortos? Se forem ricos, tanto melhor. 

publicado às 09:10

      Eu sei. Temos muito mais com que nos preocuparmos. O Orçamento de Estado foi aprovado por ministros que não sabiam estar de saída, Tancos ainda vai no adro (no limite, se calhar, até o primeiro-ministro e o presidente da república tinham conhecimento da marosca), as incompatibilidades de Siza Vieira são(?) fantasias de gente miúda, os esquemas de Pedrogão Grande deviam dar nojo a qualquer pessoa com o mínimo de vergonha e, escabroso, por escabroso, já temos o caso Sócrates em todas as suas variantes. Isto só para nos ficarmos por alguns exemplos da nossa própria miséria. Por que razão nos deveríamos preocupar com outras coisas menores e distantes, como a morte de um jornalista saudita?  Aliás, não anda, a Arábia Saudita, a exterminar, impunemente, civis no Iémen? Quem é que se preocupa com isso?  

      Mas, a Arábia Saudita admitiu, finalmente, que Jamal Khashoggi, morreu. Como? Depois de ter entrado no consulado do seu país, em Istambul, desentendeu-se com os oficiais sauditas de serviço, a discussão azedou, seguiu-se uma escalada de violência que culminou numa luta entre as partes envolvidas. Desse confronto físico resultou a morte do jornalista. É espantoso como algo tão simples de explicar e de entender demorou mais de duas semanas a comunicar pelo regime de Riade. Se calhar, entregar o corpo do jornalista ajudava a corroborar a tese, mas, talvez seja rude sugeri-lo.

      Donald Trump aceitou como credíveis as explicações sobre as circunstâncias da morte de Khashoggi, embora, o que que aconteceu seja, claro, inaceitável. Que alívio! O que seria, ter de punir severamente um aliado estratégico desta categoria! Se o jornalista morreu numa luta que, desafortunadamente, correu muito mal para o próprio, os milhares de milhões de dólares que EUA lucram com os negócios da coroa saudita estão a salvo. Trump é um empresário de mão-cheia.

      Nem sei por que motivo Donald Trump mantém os serviços de inteligência americanos. Afinal, quando lidamos com homens e mulheres de palavra não são necessárias outras formas de averiguação da verdade dos factos. Houve interferência russa nas últimas eleições americanas? Pergunta-se ao Putin. Ele diz que não houve, não houve. Brett Kavanaugh tem um passado de abuso sobre mulheres? Questiona-se o próprio. O homem diz que não, chorou e tudo, por isso, não; a Ford, no mínimo, está confusa, no máximo, é uma tresloucada mentirosa. O príncipe Mohammed bin Salman mandou torturar e eliminar um jornalista incómodo e desbocado? Pergunta-se a Riade. Eles dizem que não, o homem morreu num confronto violento com outros conterrâneos. Óptimo, era o que imaginávamos. Vamos ter que os punir na mesma, mas poucochinho; e sem prejuízos financeiros. Que mania, que toda a gente é culpada até prova em contrário! Se, afinal, nem sequer são precisas provas, basta a palavra dos presumíveis prevaricadores.

      Donald Trump vende-se, como uma prostituta de luxo, às mentiras de Riade para poder usufruir, pelo menos, dos negócios chorudos. Vejamos se o que resta da América vai consentir continuar a prostitui-se também. As expectativas não são animadoras. Há muito que a hipocrisia e os interesses económicos dominam as relações entre os estados ditadores e os seus benevolente aliados. Se a Arábia Saudita e a sua coroa se saírem bem com mais este assassinato está aberta a porta para um período da nossa História que se avizinha bastante negro. Outra vez.

publicado às 13:53

Fake you!

por naomedeemouvidos, em 16.07.18

 Donald Trump voltou a ser Donald Trump. Depois das histéricas ameaças à NATO, depois dos insultos mais ou menos velados a Theresa May, depois dos disse-e-não-disse travestidos de fake news – tão caras ao próprio – o presidente dos EUA destratou, com pompa e circunstância, a rainha Isabel II.

Pessoalmente, não me incomoda muito que um homem rude, malcriado e estilo arruaceiro de esquina mal frequentada atropele protocolos monárquicos e, pelo meio, sua alteza a rainha-mãe. Não tenho qualquer afinidade com a monarquia, em nenhuma das suas vertentes. Mas, choca-me profundamente que um brutamontes desrespeite, ostensivamente e para o mundo inteiro ver, uma senhora de 92 anos e, ainda mais, sendo seu convidado.    

No entretanto, Donald Trump anunciou que será candidato a um segundo mandato como presidente da América, porque não vislumbra nenhum democrata capaz de lhe fazer frente. É natural. É sempre difícil argumentar com lunáticos. Mais ainda, com lunáticos que são, ao mesmo tempo, mentirosos compulsivos e candidatos brilhantes ao prémio de melhor bully do ano. Se fiquei absolutamente pasmada com a primeira eleição deste homem, já não me espantaria que voltasse a arrebatar a presidência dos EUA. Afinal, muitas são as críticas que lhe tecem, mas, a verdade é que o estilo vai colhendo frutos…

 

publicado às 14:09



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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