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On / Off

por naomedeemouvidos, em 16.09.19

Era uma vez, uma sala de aula numa escola de elite em Silicon Valley, onde estudam os filhos de alguns directores executivos dos "gigantes tecnológicos".

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É tão insensato negar as vantagens dos recursos digitais como ignorar os efeitos perniciosos da sua utilização precoce e sem regras. Não deve haver ninguém que não o saiba. E, como sempre, quem melhor o sabe é quem melhor o conhece.

Não é assunto novo, mas, vale sempre a pena recordar. Os avanços tecnológicos são cada vez mais ousados. Convém sabermos como funciona e para que serve, por exemplo, um interruptor. Físico, virtual, virtuoso.

Acho que se lê bem aqui; o espanhol não nos é de má leitura (por acaso, escolhi mais pela fotografia). E, gosto mais do que aqui, embora, também esteja aqui. Talvez chegue para o essencial.

E também temos, pelo menos, uma escola assim. Ou parecida. Vale a pena ler.

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publicado às 13:34

Deus, Pátria e Bolsonaro.

por naomedeemouvidos, em 26.02.19

    Há uns meses, foi notícia a deputada brasileira Ana Caroline Campagnolo. Motivo? O apelo que fez, publicamente, para que os alunos filmassem as aulas de professores que revelassem discursos "político-partidários ou ideológicos", uma forma pouco velada de dizer denunciem todos os professores que ousem criticar esse messias, literalmente, dos tempos modernos, Jair Bolsonaro, o santo presidente do Brasil. "Na semana do dia 29 de outubro, muitos professores doutrinadores estarão inconformados e revoltados. Muitos não conseguirão disfarçar sua ira", assim rezava a deputada, logo a seguir à eleição do seu amado presidente. Daí até a desembaraçada menina abrir um denunciário online, para acolher os danosos, e danados, pecados desses reles doutrinadores, pouco éticos e incompetentes, foi um clique no sítio habitual. Aliás, “é só comportar direitinho que não precisa ter medo, cidadão” (não sei se será só a mim que isto causa calafrios...). Caso contrário, já sabe. E salvaguarda-se, como não?, a identidade do arrojado e casto denunciante.

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aqui

       Entretanto, a Justiça terá determinado a remoção da publicação do apelo na página de Facebook da senhora deputada do PSL, e a intrépida defensora da liberdade dos desde que mui adequados costumes até chegou a ver as suas contas reprovadas

 

    Ora, suponho que para garantir que o cidadão continue a portar-se direitinho, o Governo braileiro pretende, agora, pôr os alunos, nas escolas, a cantar o hino e a ler uma espécie de oração que termina com o todo-poderoso, conspícuo, mais-que-conhecido slogan “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”. Afinal, é de pequenino que se torce o pepino. Não se dirá assim, por lá – não faço ideia – mas, sendo o objectivo exterminar problemas, ou professores incómodos, também não deve fazer grande diferença. E, porque um país grande em qualquer parte da América há-de ser, por força, um país em perfeita sintonia, também se aconselha que o acto solene – ou, pelo menos, parte dele – seja filmado por um representante da escola e o vídeo enviado, com os dados da escola. Aleluia. Qualquer rasgo de semelhança com alguma suposta ditadura é pura maledicência de gente desordeira, impura e completamente ignorante.

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publicado às 14:30

Chumbos, e outros ardis.

por naomedeemouvidos, em 23.11.18

    A discussão é antiga e recorrente: acabar ou não com os chumbos, acabar ou não com os exames nacionais. Recentemente, somou-se outra: eliminar ou não (e, para já) o 2º ciclo de ensino.

    Há professores totalmente contra a retenção de alunos, pelo menos, até ao chamado 3º ciclo (até ao 9º ano), e há professores a quem não choca a retenção de um aluno que não atingiu os chamados objectivos mínimos para transitar para o ano seguinte. Independentemente da opinião ou da posição do professor ou professora, quem está no terreno, como é costume dizer-se, sabe que, na prática – pelo menos, no que diz respeito aos anos entre o 5º e o 9º – não é fácil reter um aluno, mesmo nos casos em que aquele tem muitas negativas, para usar uma linguagem fácil. Não acho que haja propriamente, uma cultura de retenção, a não ser, considerando que todos os alunos deviam passar de ano automaticamente, o que está longe de ser consensual. Cada professor, em conselho de turma, pode ver a “sua” nota votada pelos seus pares e alterada por decisão da maioria, conduzindo, por vezes, a situações de enorme alheamento com o cumprimento dos tais objectivos mínimos. Aconteceu-me muitas vezes e sei que continua a ocorrer.

    Há cerca de doze anos deixei o ensino dito normal e optei por trabalhar, exclusivamente, com explicações particulares, nomeadamente, na preparação para exames nacionais dos alunos do ensino secundário (10º, 11º e 12º anos). Penso que, por isso, por já não estar tão perto do ensino regular, não tenho, actualmente, uma opinião tão vincada sobre as vantagens, ou não, de eliminar de vez a possibilidade de reter um aluno. Estou convencida de que nenhum professor tem qualquer tipo de interesse em chumbar um seu discente. Da forma como eu – e muitíssimos outros professores – vejo a arte de ensinar, o sucesso dos meus alunos é o meu próprio sucesso. Quando eles falham, eu sinto que falho também, sob algum aspecto. Mas, não entendo bem como uma espécie de transição administrativa pode coabitar com o nosso sistema de ensino actual, nomeadamente, com a forma como os professores são colocados nas escolas públicas, que não têm competência nem autonomia para escolher os mais capazes. Na matemática, por exemplo, uma fatia significativa de alunos chega ao 12º ano sem entender plenamente o conceito de função (que começa a ser estudado no 7º ano), cometendo erros básicos na análise e interpretação de gráficos. Ora, não sendo todos os professores incompetentes, nem todos os alunos pouco dotados, há algo de muito errado na forma como se promove a transmissão de conhecimentos. Poderia enumerar um rol bastante extenso e composto de outros exemplos que os professores de matemática conhecem de cor. 

    Por outro lado, começa a discutir-se se a eliminação do chamado 2º ciclo traria benefícios na consolidação das competências adquiridas pelos alunos mais novos, tendo em conta a elevada taxa de retenção no 5º ano. Passar-se-ia para um (primeiro) ciclo único de 6 anos, nos quais deixaria de haver a passagem abrupta de um professor para vários professores e de diferentes “áreas de saber” para várias disciplinas, minimizando o impacto que essa mudança possa ter no processo de aprendizagem. Mas, essa alteração mexe, por exemplo, no número de professores necessários para organizar esse possível ciclo único. Como ponderar essa realidade? Como reagiriam os sindicatos de professores, se um processo de alteração profunda da organização destes anos de ensino diminuísse significativamente o número de professores colocados? E seria esse o caminho para a diminuição do número de chumbos?

    A outra questão importante, prende-se com o modelo de acesso ao ensino superior, nomeadamente, o excessivo peso das notas dos exames nacionais. Os alunos e os professores focam-se, obcessivamente, na preparação do exame, descurando um processo de aprendizagem mais autónomo, onde a consolidação dos conceitos-base pudesse assumir maior relevo e traduzir-se, assim, em maior sucesso escolar. A questão não seria, propriamente, acabar com os exames nacionais, mas eliminá-los como factor diferenciador no acesso ao ensino superior, dando autonomia às Universidades para fazerem a sua selecção de alunos.

    Talvez seja absurdamente excessivo e profundamente injusto o peso que a nota de exame nacional tem na avaliação final e na média de acesso ao ensino superior. Daquilo que conheço ao nível dos exames nacionais de Física e Química A e Matemática A, que são as áreas em que trabalho, há, realmente, três absurdos: o grau de dificuldade absolutamente despropositado de alguns exercícios, muitas vezes, em forte oposição com as orientações programáticas; os próprios critérios de correcção elaborados pelo IAVE e a falta de autonomia na análise científica por parte dos professores correctores. Neste último – e no caso em que as respostas envolvem a elaboração de pequenos textos – há, não poucas vezes, erros grosseiros de correcção porque a resposta não é exactamente igual à proposta. Todos os anos, sem excepção, faço argumentações científicas para pedidos de reapreciação de provas de exame dos meus explicandos, principalmente, na disciplina de Física e Química A (em Matemática A não é tão comum), que seriam completamente desnecessárias, se corrigidas com rigor científico e não com uma aplicação acrítica de critérios de correcção. Chega-se ao absurdo de, num ano, se considerar “incompleta” uma resposta igual, a uma pergunta igual de há uns anos atrás (aconteceu no exame de FQA de 2018, da 2ª fase, em comparação com uma pergunta idêntica no exame de 2009, por exemplo).

    Por motivos profissionais, também conheço bem os exames de física, química e matemática de programas ingleses e espanhóis e que não têm, nem de perto, o grau de dificuldade dos nossos. Não tanto ao nível da aplicação de conceitos, mas da interpretação dos enunciados. Naqueles, a generalidade das perguntas são directas, claras, objectivas. Eventualmente, surge um exercício de dificuldade acima da média para o que se chama (meio a sério, meio a brincar) distinguir o aluno de vinte. Nos nossos exames nacionais, não raras vezes, o conjunto de perguntas não permite a um aluno médio manter a sua nota interna, e não estou a referir-me a situações em que as classificações são inflacionadas na respectiva escola. E continuo a referir-me exclusivamente aos exames das disciplinas que conheço.

    Tanto ou mais do que ensinar conteúdos e conceitos - e, sobretudo, a pensar e a ter espírito crítico - vemo-nos obrigados a ensinar os alunos a resolver exames nacionais, o que, sendo importante, não devia sobrepor-se às próprias competências académicas desses alunos. E há nisto algo de perturbador.

 

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publicado às 08:44

(Não sei se) Passei a LGBTI.

por naomedeemouvidos, em 11.11.18

    A Escócia será o primeiro país a incluir aulas de LGBTI em todas as escolas, sendo que, já é considerada um “dos países europeus mais progressivos na igualdade das pessoas LGBTI”.

    A recente notícia fez-me pensar, mais uma vez, na normalidade ou anormalidade, seja lá o que isso for, das relações entre as pessoas e no direito de todos, quer ao respeito, quer à diferença.

    Há cerca de dois ou três anos, não recordo bem, o meu filho perguntou-me se era normal um menino namorar com outro menino. Mandava, manda, o politicamente correcto que lhe tivesse respondido imediatamente que sim, sem hesitações, cheia de certezas e tolerâncias puras, variadas e coloridas. Mas, tolerância é uma palavra que me incomoda, neste contexto, e certezas não tenho assim tantas. E, afinal de contas, o que é ser normal?

    Ensinar a tolerar a diferença incomoda-me, porque, não poucas vezes, a tolerância reveste-se de uma espécie de superioridade, seja moral, social, intelectual e por aí fora. Ensinar a respeitar a diferença é imperativo e devia começar em casa. Porque todos somos pessoas diferentes sob várias formas e todos temos direito a ver a nossa identidade respeitada. Mudei, inclusivamente, de ideia quanto à adopção de crianças por casais homossexuais quando percebi que parte da minha resistência assentava mais no preconceito do que na razão. Mas, algures entre a exigência do respeito associada à luta legítima pelos direitos iguais em circunstâncias iguais e a aparente imposição de um pensamento, de uma linguagem, de uma ideologia, perdi-me um pouco e, temo que, irremediavelmente. Corro, inclusive, o risco de ser chamada de homofóbica, dado o grau de intolerância que os ditos tolerantes – tão pios e diligentes quanto às suas causas – ostentam em relação à diferença de opinião dos outros.

    A violência sobre os homossexuais ou sobre as pessoas transgénero é repugnante e intolerável, como o é a violência sobre qualquer outra pessoa. Não preciso de qualquer esforço ou doutrina régia para explicar ao meu filho que todos temos o direito a não ser discriminados ou humilhados, seja com base na cor, na religião, no género, na orientação sexual, na nacionalidade e em tudo o mais em que a diferença exista. Creio que grande parte dessas “explicações” e dessa “educação” vêm naturalmente. Não temos, em casa e em família, o hábito de apontar o dedo ao outro, de o rotular, “olha que gordo, olha que magro, olha que feio, olha que lindo, olha o cabelo, olha os sapatos”, e penso que, inevitavelmente, o miúdo não vê na diferença, mesmo evidente, uma ameaça. Mas também não vê – e não quero que veja – uma imposição: no modo de ser, de pensar, de estar e de se exprimir.

    A sigla LGBTI designa “lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais”. Seguramente por incompetência, já tenho dificuldade em compreender plenamente a diferença entre transexual e intersexual. Mas, parece que também há LGBTQQIAAP (Lesbian, Gay, Bisexual, Transgendered, Queer, Questioning, Intersex, Asexual, Allies, Pansexual) e acho que foi entre umas e outras que passei definitivamente a gozar do estatuto de homofóbica. A luta mais do que justa pelos direitos dos homossexuais transformou-se, por parte de alguns, num delírio em que, mais do que promover a igualdade, tem contribuído para agitar fantasmas e atiçar ódios que, evidentemente, não se esvaziam por decreto, e não sei bem o que pensar sobre a existência de “aulas de LGBTI” nas escolas. É substancialmente diferente de ensinar regras básicas de cidadania, civismo e igualdade? Talvez seja, porque isso ainda não nos ensinou a abolir a violência sobre as mulheres, por exemplo. Ou a pagar salários iguais por trabalhos iguais. Mas, a educação escolar inclusiva já mostrou que está, como o inferno, cheia de boas intensões que, nem por isso, deixaram de se revelar fiascos absolutos. Se calhar, é mais importante ensinar que ser normal é aceitar que somos diferentes e que, não só, não há mal nenhum nisso, como é tão intolerável vilipendiar o outro por ser diferente como é insuportável deixar que nos imponham uma forma de pensar.

 

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publicado às 11:15

Excelência e autonomia.

por naomedeemouvidos, em 05.11.18

    Os professores continuam em greve pelos 9 anos, 4 meses e 2 dias que o governo lhes quer roubar. Quando a frustração cresce, o nível da linguagem baixa e esse facto parece ser independente do nível de escolaridade. Os professores, e a sua luta, seriam mais bem-vistos se trocassem o Mário Nogueira, seguramente.

   A greve é um direito que assiste a todos ou a quase todos. E eu já trabalhei como professora contratada em várias escolas públicas. Conheço bem as razões dos professores e, melhor ainda, a falta dela em muitos casos. Enquanto professora contratada, nunca fiz greve e, quando me cansei do que a escola (não) tinha para me oferecer, saí. Comecei a trabalhar por conta própria, dando aulas particulares nas três áreas em que os alunos são instruídos, desde cedo, para não perceberem nada: matemática, física e química. Qualquer um destes temas, aparentemente, só está ao alcance de génios e é este o espírito, mesmo entre grande parte da classe docente. Não se ensina a pensar, porque, isso dá muito trabalho e não dá para cumprir programas. O melhor é impingir fórmulas, desde pequeninos, de preferência em duas ou mais variantes, porque os miúdos, coitados, não têm capacidade para perceber como é que se passa de umas para as outras. Os professores (os bons; para os maus, é indiferente), esgotados e desanimados, fazem o que podem com entusiasmo nulo, porque é arrasador estar constantemente a lutar contra a maré, mesmo para os que estão cheios de boa-vontade.

    Eu optei por abdicar do ensino normal. Paguei o meu preço, ganhando em estabilidade e autonomia o que perdi com a partilha das dificuldades e com o estimulante desafio, renovado a cada ano, de conquistar a atenção de grupos de adolescentes rebeldes q.b. Encontro outros desafios, não seleccionando, por exemplo, os meus explicandos por notas, mas a escola, é a escola. Não me arrependo; fiz uma escolha.

    A minha irmã ainda não desistiu. Apesar de 14 anos, muitos meses e muitos dias de serviço, continua refém de um sistema que trata os excelentes e os medíocres da mesma forma. Por que não se faz greve pela promoção de um sistema que expulse, sem dó nem piedade, os maus professores? E há maus professores, como há maus médicos, como há maus engenheiros, como há maus carpinteiros, como há maus empregados de limpeza, etc, etc, etc. Mas, as escolas públicas não têm autonomia para escolher os melhores, porque isso implicaria contratar um excelente professor com 9 anos de serviço em detrimento de um professor medíocre com 9 anos, 4 meses e 2 dias de serviço, e isso é, obviamente, inadmissível, não é? A antiguidade sobrepõe-se à competência, independentemente do mérito de cada uma.

    Daqui por dois dias, a minha irmã acabará o (mais um) contrato temporário a que teve direito desde Setembro passado. Mais uma vez, vai ficar à espera que algum colega liberte um horário que ela possa aceitar.

   A minha irmã – e muitos outros professores que conheci! – faz parte dos bons professores. Digo-o sem falsas modéstias. Faz parte daqueles professores substitutos a quem, muitas vezes, os miúdos dedicam abaixo-assinados pela manutenção na escola. Comigo também chegou a acontecer, mas, no meu caso, tem algo de batota. Eu leccionava físico-química e é difícil ser um mau professor de físico-química: uma vez, numa turma complicada, fiz explodir (uma mini-explosão, entenda-se) um pequeno pedaço de sódio no laboratório e tive os miúdos entusiasmados o ano inteiro. Mas, a minha irmã lecciona filosofia. Filosofia! Quando já pouca gente entende a utilidade da filosofia, como é que se consegue manter o interesse de uma turma, a ponto de se fazerem abaixo-assinados? Deve ser porque se é bom professor. Os miúdos são os melhores avaliadores do trabalho dos professores, e não tem nada a ver com notas.

    As escolas estão cheias de bons professores que não podem fazer mais, nem dar mais. Não devia haver solidariedade para quem não tem o brio profissional, muitas vezes, nem a competência necessária, prejudicando a aprendizagem dos alunos e, assim, comprometendo o seu sucesso académico. E se os professores fizessem greves pela promoção do mérito e da autonomia das escolas?

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publicado às 11:46



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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