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Nem bons ventos, nem bons casamentos...

...e, que tal, sinais de alarme?

por naomedeemouvidos, em 11.11.19

abascal.PNGSantiago Abascal. ÁLVARO GARCÍA VÍDEO: EPV

Falo de Espanha, obviamente. Concretamente, da subida – esperada, desejada, temida, meteórica, há adjectivos para todos os estados de desassossego – do Vox de Santiago Abascal, que passa a terceira força política do novo “Congreso de los Diputados”, quando, há um ano tinha zero escaños. É obra.

Lembrei-me do nosso André Ventura. Há um mês, prometeu tornar, em oito anos, o seu partido no maior de Portugal, e, de repente, pareceu-me mais absurdo naquela altura. É verdade que Ventura não é Abascal. Não tem a mesma pinta, nem a mesma opulência de discurso, é certo; possivelmente porque ainda vive atormentado entre as coisas da ciência, que lhe sustentam a tese académica, e as coisas da opinião,que lhe garantiram e amparam, por fim, um lugar no Parlamento. Mas, Portugal também não é Espanha. Não temos ímpetos independentistas que mereçam tributos e tribunas, oposições pungentes e compromissos políticos. Mas temos quase tudo o resto que faz falta para elevar ao próximo patamar o populismo de que se alimentam todas as desilusões exacerbadas pelos oportunistas. Aliás, o rol é tão amplo, tão dispare, que serve todos os desígnios. Se não tivermos mais, temos a corrupção mais ou menos instalada, entre um mal menor generalizado e pacificamente aceite e o mais descarado conto do vigário de que Sócrates é o exímio narrador participante, personagem principal, secundário e quase (crê) omnisciente, tudo em um inigualável logro que pretende impingir-nos à força e à bruta, passando por todos os outros artistas, da política à banca.  

Abascal disse que o Vox conseguiu abrir todos os debates proibidos. Se calhar, conseguiu mais do que isso. Y ahora qué?

publicado às 13:44

Em carne viva.

por naomedeemouvidos, em 16.10.19

A luta pela independência da Catalunha já fez correr muita tinta, e não vai ficar por aqui.

Não se pode ficar indiferente à sentença proferida pelo Supremo Tribunal Espanhol que condenou a penas de prisão políticos catalães, na sequência do processo iniciado pela convocação e realização do fatídico referendo em Outubro de 2017. O referendo foi considerado ilegal, decorreu de forma caótica, num clima de crispação e afronta irracional e com consequências dramáticas e ainda não acabadas de contabilizar. Na altura, Carles Puigdemon estendeu a armadilha a um impreparado Mariano Rajoy, “atirando” velhos e crianças para a frente de batalha, com plena consciência de que, se algo corresse inesperadamente mal, seria bom para atiçar os ânimos ainda mais. No meio da confusão, com muitas dúvidas em relação à fiabilidade dos resultados, o sim à independência ganhou com 90% dos votos, num contraste aflitivo com as manifestações que se seguiram: naquela altura, a Catalunha parecia bastante dividida na vontade de ser independente, em Maio deste ano, 48,6% dos catalães rejeitava a independência da Catalunha frente a "Espanha", e, logo a seguir ao referendo de 2017, foram várias as empresas e bancos que ameaçaram mudar e mudaram as suas sedes para outros locais. Num processo continuamente atabalhoado, Puigdemon prometeu declarar a independência catalã, adiou-a, declarou-a para suspendê-la imediatamente a seguir e, quando se viu encurralado nos seus intentos, fugiu. No culminar deste processo, judicialmente falando, há políticos presos a quem muitos preferem chamar presos políticos, rasgando as vestes em protesto contra a ignomínia.

É sempre difícil encontrar consensos depois de se extremarem posições. Fala-se na necessidade de resolver politicamente o problema, mas, ninguém parece saber muito bem como, porque não é fácil. Os independentistas catalães mais radicais não querem ser confundidos com “espanhóis”. Sentem-se-lhes algo superiores, em vários aspectos, nomeadamente, na língua, na cultura, no trato. Daí que, a questão para aqueles não se prende com ter mais autonomia face à Espanha que desprezam; trata-se de se livrarem dessas amarras que entendem como uma invasão, literalmente. Por muito chocante que seja a condenação dos nove políticos catalães que foram sujeitos a julgamento, qual era a alternativa? Não é apenas na Catalunha que existem vontades independentistas, como conciliar, portanto, as leis de um estado democrático com a violação dessa mesma legalidade democrática?

À vontade de independência catalã, contrapõe-se o “nacionalismo espanholista”, que recusa, dizem, a hipótese de um Estado plural; federal, como o alemão, que é visto por muitos como uma solução para o longo conflito Barcelona-Madrid.  Numa Catalunha bastante dividida entre o sim e o não, é possível que o federalismo seja suficiente para afastar o desejo de independência?

 

É desolador ver como, ultimamente, as manifestações pela democracia facilmente resvalam para a violência mais selvagem. O direito de contestar e ser ouvido subvertido a um campo de batalha campal, onde sobra a destruição pura e bruta, a intimidação, o terror. Barcelona está transformada num cenário de guerra, como já esteve Paris, como já esteve Hong Kong, e ainda não acabou.

 

Precisamente, há alguns dias, o programa “Toda a Verdade” mostrava os bastidores das manifestações pró-democracia em Hong Kong. Abordava-se, também, a forma como os protestos pacíficos deram lugar a actos mais violentos, como a invasão do edifício do Conselho Legislativo e a sua vandalização como consequência do falhanço das acções pacíficas, até aí. Os manifestantes reforçavam a necessidade de vandalizar os símbolos da autoridade política como a única alternativa para se fazerem escutar, ao mesmo tempo, que fixavam cartazes a pedir para não vandalizar os livros da biblioteca, ou, as antiguidades e se apelava ao pagamento das bebidas que se consumissem nos espaços ocupados, porque não eram ladrões. Nada disto diminui, no entanto, o choque com que se olha para aquelas imagens, como não diminui o perigo de mergulhar na barbárie dos ataques violentíssimos de parte-a-parte. Depois de começar, de estar lá, no terreno, de fazer parte, é difícil não seguir o rebanho.

 

Não tenho qualquer simpatia por manifestações violentas de vontades; ainda que democráticas. Acho que nos afastam sempre da urbanidade sana de que precisamos para nos mantermos à tona, não à toa, da enxurrada de escombros que resulta do confronto entre duas partes que, mesmo quando se pretendem cordatas e razoáveis, deixam de ser capazes de se ouvir. A dada altura, deixa, igualmente, de ser necessário procurar entender quem tem razão. Urgente é encontrar uma base de entendimento e, imperiosamente, uma solução, antes que seja tarde demais.

publicado às 10:42

A geringonça é portuguesa, com certeza.

por naomedeemouvidos, em 18.09.19

eleições espanha.PNG

Parece já não haver alternativa: Espanha vai novamente a votos em Novembro.

publicado às 09:54

Bem-nascido, mal-nascido.

por naomedeemouvidos, em 28.06.19

Das varandas brancas, em cascata, empoleiradas sobre o imenso penhasco que se ergue da Kasbah numa vertigem insolente costumava avistar Espanha, nos fins-de-tarde quentes de Verão. As árvores generosas emprestavam a sombra que corria zelosa, à cabra-cega, ao sabor do vento num sussurro esgalhado, afastando o calor com aprumo, enquanto se serviam chãs de hortelã e menta borrifando espessos perfumes fumegantes, como padres aspergindo incensos em missas de semana santa, os toscos copos de vidro já baço fazendo as vezes dos sagrados turíbulos.

 

Cada mesa conta uma história diferente, sonha um sonho diferente. Eu pasmo com a imensidão do mar que se me oferece, ali mesmo, onde o Mediterrâneo se funde, rosnando, com o Oceano Atlântico, um hálito bruto a maresia, confundindo com implacável astúcia os sentidos mais incautos. Se os mares se amansam em carícias consentidas como dois amantes saciados, a vista alcança a costa de Tarifa, para onde rumam, todos os dias, as ilusões daqueles a quem a sorte não autorizou a travessia do estreito à boleia dos ferries de pontualidade duvidosa, mas velozes e livres como o ar que se respira.

Os rapazes, desocupados, fumam cigarros comprados avulso, um por cada duas bocas ávidas de vícios urgentes, de consolação miserável, os olhos repousando, por momentos, das esperanças sôfregas e desdenhosas de resignações acertadas. Alguns, nessa mesma noite, hão-de atrever-se, enfim, a afrontar a sorte que os desprezou, a renegar o vazio que os consome como as larvas, outrora, os corpos mortos que, em tempos, habitaram as tumbas fenícias, agora vazias como eles, por que passaram no caminho até ali, poiso improvável de escritores, pintores e poetas, também eles enjeitados à sua maneira, reféns de infortúnios menos mundanos.

 

Há uma sala interior, alcatifada, que vislumbro de soslaio sempre que subo e desço os degraus escarpados, e onde, dizem, uma conhecida e ainda viva rock star tinha por hábito abandonar-se aos vapores caprichosos dos cachimbos de haxixe, enquanto admirava a costa, em frente, emoldurada em amplas janelas vivas, tentadora como uma Mona Lisa suspensa das paredes do Louvre.

Não se vê um móvel. Os únicos adereços são os soberbos cachimbos de água de cores berrantes e mangueiras desmaiadas em desalinho, aguardando a vez, e homens sem idade nem alento ruminando o estupor a fogo lento em baforadas longas e redentoras.

 

Cerca de quinze quilómetros em linha recta separam dois acasos, duas sortes, dois destinos. Atrás das janelas despidas de vidros, à mercê do ópio e do ócio, muitos blasfemam em surdina contra um deus que os largou, num embuste velhaco, do lado errado do mar.

 

Cafe Hafa.PNG

 

publicado às 23:15

Con Rivera no?

por naomedeemouvidos, em 29.04.19

Sánchez.PNG

 

 

Espanha foi às urnas em peso: mais de 75% dos espanhóis acudiram à chamada democrática e fizeram-se ouvir. O PSOE de Pedro Sánchez ganhou sem garantir a maioria parlamentar, como previam as sondagens, e os apoiantes socialistas, eufóricos, gritaram-lhe “con Rivera no”. Entre o “ha quedado bastante claro” de Sánchez e o primeiro discurso de Rivera, parece não haver grande margem para o entendimento que garantiria mais do que os 176 assentos da maioria absoluta parlamentar. Para quem percebe pouco ou nada de política, como eu, parecia a fórmula ideal, já que, à partida, seria mais fácil negociar a dois do que a sete (PSOE, Unidas Podemos, Compromís, Partido Nacionalista Vasco, Coalición Canaria-PNC e Partido Regionalista de Cantabria), para não contar com os partidos independentistas – mesmo assim, falta um escaño para os 176. Não parece fácil.

 

Independentemente da solução de Governo que venha a ser apresentada nos (não tão) próximos dias, ontem, houve muito para uma noite só. E, apesar do Vox ter ficado longe das suas expectativas, passa a fazer parte do Congreso de los Diputados: elegeu 24 destes. É capaz de não ser grave. Afinal, Nuno Melo já nos sossegou, afirmando que o Vox não é um partido de extrema-direita; está ali, mais ou menos, como a Aliança para o PSD. Às vezes, não sei se me ria, se chore. Pelo sim, pelo não, deixo aqui, para memórias futuras, as “100 Medidas para la España Viva” do partido que talvez venha a integrar a mesma família política europeia que CDS e PSD

 

 

 

publicado às 08:00

Resmungos.

por naomedeemouvidos, em 24.04.19

Donald e Benjamin.PNG

 

Benjamin Netanyahu vai nomear uma nova cidade nos Montes Golã after Trump. Os dois devem estar radiantes. O primeiro, porque ninguém, talvez, tenha feito tanto – na História recente – por minar, mais ou menos intencionalmente, qualquer tentativa ou desejo de estabelecer os tais dois Estados que teimam em não lograr uma coexistência pacífica. O segundo, porque, sendo um narcisista incorrigível e peçonhento, vai poder, enfim, pavonear-se por algo um pouco mais palpável (e se o homem gosta…) que o crescimento da economia americana. Talvez não ganhe um muro, mas ganha um monte, uma cidade, pelo menos; poderá visitá-la, em deliciado e delicioso êxtase, rebolar de júbilo e adorar-se. Só lhe falta a derradeira união pacífica q.b. com o talentoso Kim, outrora visceral inimigo, mas, isso não interessa nada, que o tempo é de paz. E, a propósito, sem esquecer o Nobel, que o Donald quer muito. Ah, que relação fantásticamelhor que um filme de ficção científica. Podem arrumar-se os foguetes e, ainda assim, o tempo continuar de festa. Escrevem-se novos capítulos da História que os mais incautos – incrédulos copiosos, pavorosos – não viram chegar. Quem disse que a democracia não pode ser suspensa por seis meses, ou mais, a bem de reformas necessárias, ou de uma ordem qualquer que importe repor? Impor. Eles andavam aí, e a Manuela, calhando, nem desconfiava…

 

A vizinha Espanha vai a votos no próximo Domingo. “Não minta”, “a política espanhola a trumpificar-se”, “você é um fake”, e outros mimos, uns mais normais que outros em debates políticos televisivos. Talvez não importe tanto quem ganhou ou perdeu cada um dos debates, mas, sim, que solução governativa se apresentará depois de Domingo, se o PSOE de Pedro Sánchez ganhar sem maioria, como indicam as sondagens. Depois de Andaluzia, chegou a hora de ter Vox no Parlamento Espanhol? Apesar do que eles dizem, ou, pelo contrário, em favor do que defendem? E o que defendem, exactamente? Entre a América Great Again, o Brasil acima de tudo e a Espanha Viva, haverá lugar a comparações legítimas e úteis?

 

Já que os programas não são para cumprir, chegou a vez da política feita exclusivamente de slogans. Dizem que Steve Bannon lançou a semente e Trump inaugurou a moda no mundo dito civilizado. Talvez Matteo Salvini venha a seguir o conselho e faça do Papa Francisco um inimigo a combater, a bem da Itália. Não sei se já escolheram o slogan.

 

Entretanto, Sérgio Moro pegou-se com o nosso ex-primeiro ministro. Diz que não debate com criminosos. Pela televisão, pelo menos. Um pulinho da magistratura para funções governativas, há pouco mais que quatro meses, e Moro já esqueceu o princípio da presunção de inocência. Há quem diga que não é de agora. Como há quem, há muito, não veja em José Sócrates nada de inocente; nem na forma presumida. Eu, por acaso, pertenço a este último e infame grupo...

publicado às 12:45

A "democracia" e a "autodeterminação dos povos".

por naomedeemouvidos, em 30.09.17

Arrependo-me profundamente de sempre ter “detestado” a disciplina de História, enquanto fui obrigada a tê-la. Era aluna “de ciências” e, das disciplinas “de letras” só gostava de Português. Hoje, e de há alguns anos a esta parte, reconheço a enorme importância da História. E envergonho-me de não saber mais. Se todos soubéssemos alguma coisa de História, talvez não disséssemos tanto disparate, no calor do momento, guiados por construções românticas, incendiando paixões, e embalados pelos “direitos” individuais, que, de tão individuais, têm vindo a ludibriar-nos. Com a cumplicidade, perigosa, de quem era suposto investigar, analisar, racionalizar e informar.

O “direito” do momento é o da “autodeterminação dos povos”. As palavras têm, de facto, um grande poder. É preciso reflectir muito, sempre, e ver um passo à frente para lidar, a seguir, com todas as implicações e consequências dessas palavras. É um exercício esgotante. É mais fácil disparar ao sabor do momento, consoante as modas, acarinhando os “oprimidos” e surfando a, já enfadonha, onda do não menos enfadonho politicamente correcto. Foi assim que se chegou a uma espécie de seguidismo acrítico e acéfalo dos movimentos de “defesa” do que quer que seja, desde que seja moda.

O “povo” catalão quer ser independente do “Estado Espanhol”. E muitos apoiam, pelo menos, o “direito” ao referendo popular, com base no tal outro direito, o da “autodeterminação dos povos”.

Não sei se o cidadão comum, como eu, entenderá toda a dimensão do problema e das consequências do que quer que venha a acontecer amanhã. O que é o direito à “autodeterminação dos povos”?

Parece que o direito à “autodeterminação dos povos”, tal como o conhecemos, aplica-se a territórios que foram ocupados na sequência de uma invasão. A Catalunha foi invadida por Espanha? Os românticos acham que sim. Afinal, foi por um casamento, nada democrático, não sei se romântico, algures no século XV, que a Catalunha passou a fazer parte de “Espanha”.

Parece que também se aplica, o direito à “autodeterminação dos povos”, a territórios onde haja, de forma generalizada, discriminação e falta de liberdade e respeito pelos direitos humanos. A Espanha não é uma democracia? Para os defensores da independência da Catalunha, aparentemente, não. Afinal, o “Estado Espanhol” não respeita a vontade do “povo” Catalão de ser independente. E, os catalães, quererão mesmo ser “independentes” de Espanha, no sentido de se tornarem, de facto, um novo país? Ou esta é apenas uma vontade de grupos, mais ou menos, organizados de independentistas que propor-se-ão fazer tantos referendos ou consultas quantos os necessários para que, finalmente, vença essa sua vontade?

E o papel da imprensa e dos jornalistas, nomeadamente, dos portugueses na sua missão de (des)informar? É intencional, ignorante ou leviano apor o “Estado Espanhol” à “Catalunha”, na narrativa (tantas vezes, inflamada) do conflito, sempre que pretendem mostrar as diferenças de posições? Alguns jornalistas portugueses parecem embevecidos pelo “amor” que os catalães têm pelos portugueses. Afinal, gostam mais de nós do que dos “espanhóis”, não é? E nós retribuímos; afinal, de “Espanha”, nem bons ventos, nem bons casamentos…

Democraticamente, juridicamente, constitucionalmente, o “Estado Espanhol” compreende a região da Catalunha. Os catalães são espanhóis. A democracia tem regras que não se suspendem quando dá jeito. E eu gosto de viver em democracia. Afinal, é “o pior de todos os sistemas, com excepção de todos os outros”.

 

 

(uma espécie de adenda)

publicado às 12:03

O dia depois de amanhã...

por naomedeemouvidos, em 26.09.17

Espanha prepara-se para produzir um mártir na guerra (não sei se com aspas ou sem aspas…) com a Catalunha. Em pleno século XXI, numa democracia europeia de um país desenvolvido, pondera-se gerar um preso político e pretende-se, com isso, esmagar uma vontade que, legítima ou não, grita cada vez mais alto e não parece querer dar tréguas.

Na Alemanha, pela primeira vez depois da segunda guerra mundial, abriu-se a porta a um partido cujo líder (um deles, pelo menos) apela aos alemães para  que “reclamem o seu passado”, enquanto afirma que uma ministra de outro partido deveria ser recambiada para a Anatólia… estendeu-se o tapete vermelho aos representantes do AfD, esse partido (que dizem ser) de extrema-direita, mas que não se identifica como xenófobo, antes se considera uma “alternativa”, essa palavra tão de moda que já não sei bem o que significa.

Entretanto, Kim Jong-Un e Donald Trump continuam a trocar mimos e a brincar aos soldadinhos de chumbo. O primeiro acusa o segundo de declarar guerra à Coreia do Norte e ameaça abater bombardeiros norte-americanos mesmo que em espaço aéreo internacional. O segundo (essa alma que dispara tweets à velocidade da luz, enquanto inventa atentados terroristas na Suécia, confunde a Namíbia com a Nâmbia e evoca a mulher “ausente” que está mesmo ali ao seu lado…) responde ao “homenzinho do foguete” informando-o que “não estarão por aí por muito mais tempo”, um alívio, portanto!

Por cá, as coisas estão bem mais tranquilas. Parece que só temos um candidato racista e xenófobo, a quem (quase) todos os comentadores e cronistas dizem que não se deve dar palco, mas que falam dele todos os dias.

Assim que, nada de novo. É como dizem, tudo está bem quando acaba bem. Oh!, espera…

  

publicado às 10:10



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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