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Amarelo esperança.

por naomedeemouvidos, em 05.02.19

barcos amarelos.PNG

 

 

Parece que o Facebook completou 15 anos de existência. Como não uso, passou-me um pouco ao lado, apesar das últimas notícias e programas sobre até onde a Rede nos pode embrulhar.

 

Não sou adepta, não uso, não possuo desses amigos, ou seguidores, ou admiradores, ou ódios de estimação, ou outras coisas que tais que a Rede propicia. Mas, ainda me lembro de quais eram os princípios orientadores da dita: ligar-nos! A todos, no mundo inteiro, trocar conhecimento, partilhar experiências, reencontrar alguém de quem sentíamos a falta. Fazer chegar a voz de quem precisa aos que podem ajudar. Talvez eu tenha forçado a existência deste último princípio, não sei, mas lembrei-me dele ao ler esta notícia: o Facebook permitiu ajudar ao financiamento para a compra de barcos que ajudam crianças a atravessar um rio para chegar à escola, nas Filipinas. Antes dos barcos amarelos, faziam a travessia a nado, com as mochilas cheias à cabeça.

 

Acho que são devidos parabéns. Afinal, nem tudo é mau...

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publicado às 12:59

O Circo dos Beras

por naomedeemouvidos, em 19.07.18

As discussões públicas, nomeadamente sobre política e futebol, tornaram-se obscenos circos mediáticos com palco nas principais estações televisivas, mesmo nas ditas de referência. Não faltam, sequer, palhaços de estilos vários, em solo nacional e internacional.

Apresentadores e pivôs de telejornal fazem as honras da casa, com enorme entusiasmo e alarido, estendendo generosamente o tapete vermelho a toda a espécie de demagogos, populistas, mentirosos, corruptos e candidatos a corruptos, chico-espertos e mais outro tanto de artistas que usurparam o país como cadafalso privativo, fazendo dos restantes cidadãos os condenados. Hoje, os corninhos de Manuel Pinho seriam encarados com brandura, quiçá, com humor ou até com bravura.

Inaugurou-se uma forma de estar na política e na vida em que apenas os tolos se podem dar ao luxo de ter rasgos de seriedade e lisura. As elites, essas comportam-se como bandos organizados de arruaceiros envernizados, do chico-esperto mais básico ao finório mais ardiloso e matreiro. De dirigentes políticos a dirigentes desportivos, de ministros e ex-ministros a assessores, da cigarra à formiga, se não todos assim parece, procuram proveitosos fins quaisquer que sejam os meios.

O povo, mercê da voragem vertiginosa das redes sociais, entretém-se em intensas orgias de ódios instantâneos e fugazes repulsas, trocando de alvo como quem troca de par em bailes de swing. Um caderno para menina não pode ser cor-de-rosa sem que isso levante um coro de gritos furiosos, mas um ministro em funções pode acumular ordenados com milhares de euros mensais provenientes de recheados e famosos sacos azuis sem que os Facebooks e os Twitteres se incendeiem. Os que consideram uma aberração que uma avó possa parir um neto são intelectualmente atrasados, egoístas e inclementes com a dor dos que não podem ser pais de outra forma, mas um pedófilo pode continuar em liberdade e a conviver com crianças até serem esgotados todos os recursos, da primeira à última instância, pois é prova de elevado intelecto respeitar a lei até às últimas consequências. Apontar o dedo e duvidar, à margem de decisões judiciais, da idoneidade e honestidade de quem ostensivamente se comporta como embusteiro e larápio revolta as entranhas dos acérrimos defensores do estado de direito e das minudências da lei, mas a raposa, depois de condenada, pode voltar a assenhorar-se do galinheiro que já pilhou sem que, por isso, tremam as redes sociais.

Hoje, é possível mentir, ludibriar, roubar (muito, claro!) sem que isso cause grande alarme social, mas limitar os géneros ao masculino e feminino é motivo de perseguição cerrada pelas brigadas pró-tolerância. As plataformas virtuais censuram e eliminam, implacavelmente, imagens de nus sejam eles a origem da vida ou o terror da guerra, mas, negar o holocausto deve, delicada e elevadamente, enquadrar-se no direito à nossa(?) liberdade de expressão.

Somos implacáveis, mas, apenas quando isso dá likes. De outro modo, a ira esvazia-se. Cada um segue o seu caminho por entre os pingos da chuva. Tomadas de posição, só em massa, a reboque do rebanho e, claro, desde que esteja na moda.

Para não fugir à regra, parece que o último golpe de génio é o aproveitamento da tragédia de Pedrogão Grande. Como não? Segundo a revista Visão, o esquema consiste na alteração das moradas fiscais, já depois da data dos incêndios, para que habitações não permanentes fossem tratadas como primeiras casas - mesmo aquelas onde ninguém vivia há anos. Que valores queremos deixar às nossas crianças e jovens? Dá nojo.

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publicado às 21:23

I'm sorry, I'm (kind of) stupid...

por naomedeemouvidos, em 12.04.18

Mark Zuckerberg não “sabe” nada nem “ouviu nada” sobre funcionários do Facebook envolvidos no acesso a dados usados pela Cambridge Analytica; acredita que nenhum funcionário seu acede, acederia ou acederá, a dados pessoais alheios, apesar de “teoricamente” o poder fazer; assume falta de “visão” para prevenir um mau uso de algumas (poderosíssimas) ferramentas da sua rede social e, claro, pede desculpa.

Espanta-me sempre a pureza, a ingenuidade, a falta de memória e afins de gente tão iluminada e inteligente, capaz de estar dois ou três ou vinte passos à frente do “seu” tempo- e, com isso, enriquecer (muitas vezes, com mérito, diga-se!) até onde nunca poderiam ter sonhado- sem nunca, mas nunca, imaginarem o que de mais perverso pode brotar do enorme poder que os próprios e as suas empresas detêm. Fantástico, não é?

Já o “nosso” Zeinal Bava tinha perdido a “memória” uma série de vezes, “não sabia, não tinha que saber”, não tinha “responsabilidade” e manifestava certa “dificuldade em dar-lhe esses números” aquando da comissão de inquérito em torno desse fantástico caso-Rioforte, o que lhe valeu o “amadorismo” com que o brindou Mariana Mortágua, na altura, na audição parlamentar. Um pouco à semelhança desse outro brilhante, da finança, Ricardo Salgado. Gestores de topo, excepcionais, premiados, condecorados, reconhecidos, muitas vezes, internacionalmente e, pasme-se!, dotados de uma ingenuidade confrangedora. E constrangedora.

Mark Zuckerberg também “acredita” que o Facebook não recolhe conteúdos de chamadas telefónicas, embora “imagine” que a investigação já iniciada venha a apontar o dedo à Rússia e à China no acesso a dados e perfis dos utilizadores. O Facebook também não vende dados dos utilizadores, mas permite a sua portabilidade, o que é um descanso!

É verdade que, provavelmente, ninguém lê os termos de utilização e de privacidade do Facebook, embora tenham a “oportunidade de o fazer” e, mais provavelmente ainda, muitos dos que utilizam o Facebook são os primeiros a mandar às urtigas a privacidade, porque isso dá poucos likes. De modo que, nas palavras do sábio, mais uma vez, as pessoas são livres de deixar o Facebook. Ou não?

Pelo sim, pelo não, eu pertenço a essa classe de gente esquisita e obsoleta que não tem Facebook…

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publicado às 13:09



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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