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Parvoíces

por naomedeemouvidos, em 16.12.19

E se Ferro Rodrigues proferisse - preferencialmente e com igual fervor indignado - ralhetes do tipo:

“Senhores deputados e senhoras deputadas, os senhores e as senhoras e os partidos a que vossas excelências pertencem, eu inclusive, usam a palavra "prescrição" com demasiada facilidade para, convenientemente, se livrarem de uma séria de maçadas. Coisa a que, convenhamos, os vossos - nossos - restantes compatriotas não poderão, nunca, aspirar com tamanho proveito. Excepto, claro, se forem clientes e/ou advogados de grandes escritórios, desses cujos nomes surgem, invariavelmente associados a todos os processos mais ou menos mediáticos em que o segredo de justiça – para que alguns se estão cagando, bem entendido – serve apenas para levantar poeira e enganar os tolos. E isso, meus senhores e minhas senhoras, ofende-vos, ofende o Parlamento e ofende, principalmente, aqueles para quem nada prescreve. Muito menos, a obrigação de pagar impostos. E taxas. E as sobretaxas, para tapar os buracos orçamentais alargados pelas generosas prescrições.”

Isso é que era…

publicado às 11:13

Desventuras

por naomedeemouvidos, em 13.12.19

André Ventura é um oportunista vaidoso. Dança conforme a música e defende os “princípios” que lhe forem mais úteis a cada tempo: se for o de escrever uma tese académica, defende os direitos humanos e repudia "a discriminação das pessoas com base na sua origem e nas suas características étnicas e religiosas"; se for o tempo de se eleger como deputado na Assembleia da República, defende que os ciganos pertencem a um grupo de auto-excluídos da sociedade que vivem à custa de subsídios e há que ter a coragem, a dele, de acabar com a pouca-vergonha; se, já eleito, tropeçar em inconveniências do seu programa eleitoral, inverte-o.

A questão é que, para os devidos (d)efeitos, o homem foi eleito democraticamente e a democracia tem (ou tinha) regras. Ferro Rodrigues pode desprezar o cardápio, abominar a criatura que o vende a saldo e sentir-se tentado a educá-la nas boas práticas que convêm à não perturbação de vícios instituídos – já que vergonhas há muitas, não sejamos palermas – mas não pode destratar André Ventura como quem repreende um adolescente atrevidote. O problema de tentar desvalorizar – ou mesmo humilhar – estes santos de pau oco é que essa estratégia se converte, frequentemente, na sua canonização em vida.

O populismo vende como castanhas quentes porque há sempre, na vida de cada um de nós, um momento em que sentimos algumas destas coisas como verdade, justa ou injustamente. O pior que podemos fazer é fingir que não. Ou mandar calar o André Ventura.

Indignem-se menos e questionem-no mais.

publicado às 09:27



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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