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naomedeemouvidos

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos..

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos..

Guerra e Paz

"Não se pode conseguir uma paz verdadeira, se se basear a conduta na eventualidade dum futuro conflito."                                                                                                                    Albert Einstein

Somos prisioneiros e temos medo.

As carrinhas dos carabinieri alinhavam com os impressionantes blindados militares. As metralhadoras suspensas dos ombros apontavam para o chão, mas os homens agarravam-nas firmemente em posição pronta a levantar e disparar. O aparato militar, muito maior que o policial, era brutal. Nas ruas, nas estações de metro, à porta de qualquer edifício governamental ou de interesse turístico, o que, naquela metrópole, significava, literalmente, em cada canto e recanto. Apenas aquela espécie de pompom que compunha o gorro vermelho dos militares fardados a rigor conferia alguma suavidade à hostilidade do cenário. Um adereço quase infantil num conjunto adverso, agressivo, oponente. Omnipresente.

A sensação de estarem em guerra atingiu-os mais violentamente do que nunca. Uma guerra silenciosa, na maioria das vezes. Uma guerra que, para eles, ainda aparecia apenas nos écrans de televisão ou nas páginas dos jornais. Uma guerra que ainda não os estropiara fisicamente nem lhes roubara nenhum ser querido; mas uma guerra de civilizações, um choque que já não cabia nas páginas do livro do Samuel, antes, irrompera pelas ruas e tomara-as de assalto. Tomara-os a todos de assalto.

O cenário deu forma à prisão das palavras para onde eles, os ocidentais, se foram deixando arrastar ao longo de anos. Esse politicamente correcto que os amputou da identidade e da riqueza da diferença, que os espoliou da paixão de discordar porque não! e concordar porque sim! e os obrigou a um permanente e insípido talvez, a bem de uma paz pálida, oca e chocha, esventrada de cores e de credos.

Que tontos se sentiram! A realidade ria-se deles, escarnecia, às gargalhadas. E, ali mesmo, sem compaixão nem piedade, roubou-lhes a ilusão da liberdade que julgavam ter e impôs-lhes o medo que gritavam não possuir.

“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

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Eu Sou Assim

IDADE_Tem dias. ESTADO CIVIL_Muito bem casada. COR PREFERIDA_Cor de burro quando foge. O MEU MAIOR FEITO_O meu filho. O QUE SOU_Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa. IRMÃOS_ Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo. IMPORTANTE NA VIDA_ Saber vivê-la, junto dos amigos e da família. IMPRESCINDÍVEL NA BAGAGEM de FÉRIAS_Livros. SAÚDE_Um bem precioso. DINHEIRO_Para tratar com respeito.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."