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Os novos 11's de Setembro.

por naomedeemouvidos, em 19.03.19

Há quase 18 anos, preparava-me para sair de casa quando a notícia do embate do primeiro avião contra uma das torres do famoso World Trade Center prendeu a minha atenção ao écran de televisão. Suponho que, como grande parte das pessoas que viam o que eu via, nesse tormentoso e confuso momento, pensei, apenas, num trágico acidente. Até ver o segundo avião esventrar a outra das torres gémeas, atravessando-a sem hesitações, temores de espécie alguma, ou qualquer tipo de compaixão pelos que acabariam por morrer pela vontade perversa de outros. Aí, o lado mais negro da minha alma – aquele que nos leva a pensar, cruelmente, na parte mais pérfida da mente humana, na tenebrosa e demente capacidade que alguns têm de odiar o próximo, o diferente, o outro – aí, dizia, tinha já a certeza absoluta – como muitos mais de nós – de que algo realmente terrível estava a acontecer.

 

O ódio instalou-se, definitivamente, nas nossas sociedades. Sob várias formas e já sem necessidade de aviões de grande porte, carregados de combustível, implacável e violentamente esmagados como insectos contra edifícios apinhados de gente inocente e maioritariamente alheia aos desígnios tresloucados daqueles que se julgam puros, santos, mártires ao serviço das mesmas causas – mesmo os que se julgam diferentes – que vão medrando no pior do que a humanidade tem para oferecer. O terrorismo deixou de ser islâmico. Converteu-se a todas as formas de intolerância. Democratizou-se. E tornou-se acessível a todos os loucos, inclusive, aos homens brancos comuns. Um terrorista é um terrorista. As palavras importam. Nunca importaram tanto. Eu não vejo qualquer diferença entre um supremacista branco (seja lá o que isso for) que mata, a sangue frio, muçulmanos recolhidos em oração e um muçulmano fanático que mata, com a mesma cobardia, outros inocentes. Como não vejo diferença entre aqueles e os que defendem que o primeiro só existe por causa do segundo. Os assassinos ao serviço do terrorismo podem ser diferentes em muitos aspectos, mas, na sua apodrecida essência, são exactamente iguais. Comungam dos mesmos vícios hediondos e não há um com mais razão do que outro. Não pode haver qualquer legitimidade em promover a morte para impor o nosso direito a, o nosso modo de vida, a nossa religião, a nossa ideologia…nós somos mais para além do eu de cada um.

 

Não imagino qual será a forma mais eficaz de combater este monstro voraz dos tempos modernos (ou nem tanto). Mas, prefiro o método Jacinda Ardern e os rituais maori dos neozelandeses ao riso e gestos de escárnio de um assassino, seja qual for a sua raça, cor, sexo, nacionalidade, religião, credo, nacionalidade, ou qualquer outro direito que se pretenda elevar pela força do ódio.

 

Hoje é dia do Pai. O meu – ao lado da minha mãe – ensinou-me a tentar ver sempre para lá desse preconceito cego e imundo que nos torna imunes à dor alheia. Espero continuar a resistir, sem ceder à raiva que, às vezes, ameaça apoderar-se de mim.

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publicado às 13:00



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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