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O meu filho nasceu no Porto, no hospital de São João, quase, quase, no fim de Dezembro de 2006. Tão próximo do fim, que passei o ano internada. A cesariana deixou-me mais anémica do que já sou em dias correntes, e não podia com um gato pelo rabo, que é como quem diz, num dos dias quase deixei cair o meu filho. Valeu-me uma amiga que acabava de entrar para me ver, porque – por nenhum motivo em especial – nesse curto momento, estava sozinha.

Escolhi o Porto por motivos óbvios para quem leu o meu Porto de Abrigo. E o hospital de São João porque o meu filho iria nascer, obrigatoriamente, num hospital público e eu sabia que, à data, aquele hospital, por norma, não usava fórceps nos partos, que era uma sombra que me aterrorizava para lá do racional. De modo que, estava mais ou menos segura de que, se algo se afastasse demasiado da possibilidade de um parto normal – e sublinho normal – a equipa de serviço não arriscaria e a cesariana seria equacionada; como último recurso, sim, mas sem obrigar a mãe e o bebé a um sofrimento desnecessário. Foi o que aconteceu no meu caso. Entre outros factores, o bebé não estava na melhor posição e eu era “demasiado estreita” para que ele pudesse nascer normalmente. Tive um acompanhamento fantástico. Houve momentos mais stressantes, há sempre gente com quem temos mais ou menos empatia, pessoal médico e enfermagem incluídos, mas não tenho absolutamente nada que mereça a pena criticar.

Esta – que é a minha história – devia ser a história de todas as mulheres que estão prestes a parir. Infelizmente, não é. E por motivos que, muitas vezes, estão fora do nosso alcance e para além da ajuda da equipa médica mais competente.

Claro que julgo ser possível, em teoria, que este bebé não tivesse sobrevivido, de qualquer outra maneira. Mas, é esta maneira que, também julgo, nunca devia ter sido possível.

publicado às 17:47

Imbecilidades.

por naomedeemouvidos, em 27.06.19

Era o último dia de aulas e fui buscar o meu filho à escola. O estacionamento que existe no exterior costuma estar lotado e, inevitavelmente, acabo por parar em segunda fila durante os não mais de 5 minutos que espero por ele. Há duas faixas de rodagem no mesmo sentido, o estorvo não é significativo e, quando não é o caso (muito raramente), dou mais uma volta ao quarteirão. Não sou isenta de pecado, mas há práticas que, pura e simplesmente não tenho. No que a estacionamentos diz respeito, mesmo que não demore nada, não estaciono em cima do passeio, como não estaciono nos lugares reservados a pessoas com mobilidade reduzida. Nunca, e é mesmo nunca.

Nesse último dia de escola, um distinto senhor resolveu parar o seu topo de gama em cima do passeio, mesmo em frente à saída da escola e de uma bomba de gasolina que aí vem desembocar. Miúdos e graúdos viam-se obrigados a contornar o carro para poderem chegar aos seus destinos. Do outro lado, um polícia de vigia a um controlo de trânsito por motivo de obras, atravessa a rua em direcção ao homem. Imagino que vá adverti-lo pelo abuso descarado, mas, não; passa por ele como se o homem fosse invisível e, assim, também, o seu magnífico automóvel. Uma autoridade maior impõe-se, no entanto, e, quando uma adolescente introvertida, encolhida, quer entrar para o carro que a espera, bem estacionado, sem conseguir chegar à porta que o empecilho teima em tapar, a mãe atrevida, do interior, escancara a dita, sem apelo nem agravo, batendo com ela, pouco inadvertidamente, no cotovelo do acomodado, e incomodado, senhor. Esboço um sorriso. Parvo, evidentemente. O sorriso, não o homem. Esse, afinal, está cheio de razão. Não tarda nada, pintam-se, ali mesmo, umas risquinhas brancas no chão, para facilitar a vida a quem quer estacionar onde lhe der mais jeito, que é como quem diz, só é proibido se não se puder cobrar.

 

estacionamento.PNG

 

 

 

publicado às 11:13



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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