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Portugal numa metáfora (pode ser numa pirâmide).

por naomedeemouvidos, em 17.07.19

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Começa assim: “Clayton Morris era apresentador da Fox News e é suspeito de montar um esquema semelhante ao da Dona Branca. Acossado com dezenas de queixas em tribunal, refugiou-se em Portugal”. E até rima.

Se for o caso, parece bastante apropriado, tendo em conta que, nos EUA, Bernard Madoff cumpre uma pena de 150 anos pela maior burla do género, viu um dos filhos suicidar-se vergado pela infâmia e o outro morrer de cancro acusando o pai de ser o responsável pela degradação do seu estado de saúde.

Portugal será o melhor país do mundo também para impedir maçadas do género. Acabo de ouvir, e ler, que, afinal, parece não haver indícios que possam configurar eventual gestão danosa no que diz respeito aos problemas (haveremos de encontrar uma palavra melhor) de gestão e créditos que geraram as perdas ruidosas de que se fala na Caixa Geral de Depósitos.

Não só a culpa tem o hábito de morrer solteira, como as más contas parecem casar bem com a crise financeira internacional. Há coincidências de que nem o diabo se lembra.

Ainda chegaremos a potência mundial no alojamento local de gente elegante, brilhante e instruída, sem tempo nem paciência para as minudências dos tribunais. É certo que temos, dizem, um problema de invejas incontidas, de tempos a tempos, contra gente com imenso sucesso e botões de punho, mas parece não fazer grandes estragos.

Se Clayton Morris prolongar a estadia, talvez se livre, pelo menos, das suspeitas. Imprudente, sim, danoso, nunca.

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publicado às 21:03

Diz que é inveja.

por naomedeemouvidos, em 13.12.18

    Diz-se que somos um país de invejosos. Parece que invejamos quem tem dinheiro, poder e aquilo a que se chama estatuto social.

    Há muito que suspeito que a vil inveja que nos assalta é capaz de resultar de casos como os relatados aqui, aqui e aqui.

    Não gostamos de nos comparar, mas talvez seja bom lembrar outras histórias, de desencantar.

   No princípio são os banqueiros. Parece que existem quarenta e sete banqueiros presos por causa da crise financeira de 2008. Metade são da Islândia. Que tem menos de 350 mil habitantes, mas deve ter muitos bancos. De momento, há um preso famoso e não consta que seja islândes. Bernard Madoff é americano e, em seis meses, Bernie, para os amigos, foi preso, acusado e julgado. Nos EUA de antes, pelo menos. É verdade que o seu famoso esquema Ponzi ludibriou muita gente, autoridades incluídas, durante mais de duas décadas, mas, o homem acabou condenado a 150 anos de prisão. Madoff terá confessado o esquema aos filhos que o denunciaram. O que terá passado pela cabeça daquelas almas? E, em que consistia o esquema? No "pagamento de lucros anormalmente altos a investidores à custa de investidores que chegavam posteriormente, em vez de receita gerada por qualquer negócio real" (aqui). Jura! Qualquer semelhança com alguns banqueiros da nossa praça é capaz de ficar por aqui. O mais próximo da prisão que algum deles, desses, esteve foi em preventiva. Um houve que, dizem, foi vaiado num restaurante chique da linha, mas outros há que continuam a ser eleitos e adorados. Prisão, prisão, entre recursos, apensos, férias judiciais e outros que tais, talvez quando o Bernie acabar de cumprir os tais 150 anos. Ah!, se a Madonna calha em descobrir mais cedo os encantos de viver em Lisboa...Talvez a vida do Bernie fosse diferente, mesmo sem conhecer o Carlos Alexandre.

    Depois, são os gestores. De topo. Aqueles que pagamos a peso de ouro, não vão esses ilustres génios fugir para o estrangeiro e deixar o país ao deus-dará. Sou de opinião que, se alguém os quiser levar, pagar-lhes o que por cá recebem para fazer o que por cá fazem, é deixá-los ir. Poupamos, nós, dinheiro e, eles poupam-se - e poupam-nos - ao ridículo dos ataques de amnésia em comissões de inquérito, onde ainda são obrigados a ouvir a Mariana Mortágua a chamar-lhes amadores...é bem merecido.

    Entretanto, discute-se o valor do ordenado mínimo, que continua a ser miserável e há, em Portugal, perto de meio milhão de pobres. "Um país rico não pode ter trabalhadores pobres", e eu acho que o mesmo se aplicaria às empresas.

  

 

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publicado às 09:53



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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