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Isto não é sobre a Matilde.

por naomedeemouvidos, em 30.08.19

Falo, ou escrevo, com a autoridade de uma mãe de uma criança super-saudável, ou seja, nenhuma, ou quase, para o que aqui me traz. A doença mais grave que o meu filho teve, até ao momento, foi escarlatina, duas vezes, coisa que a minha ignorância bruta supunha já não existir uma única vez que fosse. E não cheguei a doar dinheiro para ajudar a comprar o medicamento mais caro do mundo. O astronómico montante foi atingido tão rapidamente que, quando me propunha fazê-lo, já não era necessário. Não é uma desculpa, de que não preciso, é a constatação simples de um facto associado a uma realidade complicada. Os meus pais, sim, juntaram-se a essa amálgama de generosidade avassaladora que reuniu, mais uma vez, o povo português em torno de uma causa, de uma luta, de uma vida.

Há várias circunstâncias dramáticas que podem invadir a nossa vida sem pedir licença, nem para as causas, nem para os efeitos. Chegam e engolem as nossas certezas, miúdas e graúdas, as legítimas e aquelas de que nos apropriamos para tornar a nossa existência mais normal, seja lá o que isso for. Expor publicamente os nossos dramas para pedir uma ajuda financeira que, de outra forma, nunca seria possível, pelo menos, em tempo útil há-de ser demolidor. Se esse drama inclui o limite entre a vida e a morte de um filho, então, está para além do meu entendimento.

Mas, este post não é sobre a vida de uma bebé. É sobre o que fazer com a generosidade de quem dá. Mais uma vez. E a discussão deve estar para além, quer do imbecil “agora saiu-lhes o euromilhões”, quer do imberbe “deram, está dado, não foi necessário, agora façam o que quiserem e sejam felizes”. Por uma questão de protecção dos próprios e por respeito por quem demonstrou tamanha generosidade.

Os meus pais, como tantos outros, não pretendem reaver o que doaram. Pretendem ver cumprida a promessa de ajuda a outras crianças, como pretenderam, no princípio, ajudar a pequenina Matilde. Já eu não gostei de ouvir a conferência de ontem. Mas, isso sou eu, sentada no meu sofá.

publicado às 12:09



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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