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Símbolos e outras inSignificâncias.

por naomedeemouvidos, em 17.04.19

Cruz de Fogo.PNG

 

 

Sempre que se perde um símbolo, há parte de um nós que morre. Não importa se o símbolo arde, se desfalece, se se desmorona, se é esventrado e violentado por ignorância bruta, há uma parte da Humanidade que sucumbe. Seja Notre-Dame, os Budas de Bamiyan, a cidade de Palmira, o Museu Museu Nacional do Rio de Janeiro, ou o Museu de Mossul, há uma parte da nossa História que agoniza, que se perde irremediavelmente. Para o luto, pouco importa às mãos de quem, em nome de quê, acidentalmente, intencionalmente, por incúria, ou por alucinado radicalismo. Perdemos todos, choramos todos, morremos todos. Há pedras com alma, livros com vida, com os quais construímos a nossa identidade, para lá do nosso próprio eu. Quando aqueles sangram, perde-se mais do que o que ali se esvai em tormentos.  Se não soubermos de onde viemos, como saberemos quem somos e para onde vamos?

 

E há sempre os tontos que gostariam de apagar a memória, a deles, mas, sobretudo, a nossa, a que é de todos e de ninguém em particular. Adaptar os livros de História, borrar os parágrafos incómodos, embelezar as chagas, eliminar as tragédias, purificar o nosso passado comum. Edificar uma sociedade plástica, higienicazinha, artificial, igualitária à sua imagem e semelhança. Esses são os maiores dos hipócritas. E os mais perigosos. 

 

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Budas de Bamiyan.PNG

 

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publicado às 10:51


“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

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