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Pena de morte, sim ou não?

por naomedeemouvidos, em 09.08.17

As notícias de violência sobre crianças dão-me sempre volta ao estômago. E, quando envolvem condenações por pena de morte, mexem com as minhas crenças, que nada têm de religiosas.

Nos EUA, uma mulher de 29 anos foi condenada à pena de morte por deixar morrer uma criança (uma prima) de dez(!) anos, fechada numa caixa, exposta a temperaturas superiores a 37 ºC. Parece que a menina roubou um gelado e, pasme-se!, esse foi o seu castigo. Sete intermináveis e sufocantes horas, confinada a uma caixa de plástico, sob um calor assassino. Inacreditável, não é, como alguém pode exercer tanta maldade? Também parece que, anteriormente, a menina já tinha sido obrigada, pela mesma prima e outros “adultos” com quem habitaria, a “beber molho picante, a comer excrementos de cão e a pisar latas de alumínio com os pés descalços”, segundo relata o jornal Público. O que não terá sofrido aquela criança!

A demoníaca mulher foi condenada à morte, mas pergunto-me se essa é uma punição adequada. Por outro lado, o que será “adequado” como castigo exemplar para alguém que é capaz de tamanhos actos de barbárie contra uma menina de dez anos? O que move alguém a exercer tamanha violência sobre outro alguém, ainda mais, à sua responsabilidade? Maldade? Inveja? Loucura? Era aqui que eu gostava de ter aquela fé inabalável na justiça divina, onde todos seríamos (seremos?) chamados à presença desse Deus misericordioso e por Ele julgados, encontrando aí, finalmente, a punição à altura do crime e a recompensa dos justos. Será menos insuportável para quem acredita?

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publicado às 20:08



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

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"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

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