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O Vitinho (também) sofre de amnésia.

por naomedeemouvidos, em 01.04.19

Descobri, finalmente, para que servem as pomposamente denominadas, e completamente inconsequentes (até agora), Comissões Parlamentares de Inquérito: para que Ricardo Araújo Pereira tenha matéria suficiente, inesgotável, para encher episódios do seu programa "Gente Que Não Sabe Estar".

 

Desta vez, foi Vítor Constâncio. O senhor lá se dignou a honrar, ou nem por isso, com a sua presença (para lhe chamar qualquer coisa) os deputados-inquiridores da nação. Evidentemente, como outros tantos ilustres antes de si, não recorda, não se lembra, não guarda memória, tem dúvidas sobre se, e mais uma série de insultos. Porque de insultos se trata. A nós todos. Ao país. Que este tipo de gente não tem qualquer pudor em mostrar-se, ou fingir-se (eventualmente), do mais ridículo e néscio (amador, não era?) que possa existir, já todos o percebemos. Que continuem a fazer-nos de parvos, já não o deveríamos permitir. Mas, é como dizem: temos o país que queremos; e as elites que toleramos. E, se estas são as que resolvemos aturar, pois seja. Dão-me náuseas, mas, pelo vistos, são intocáveis. E mediocramente prepotentes. Não carecem de mais.

 

Há cerca de uma semana, no (relativamente) novo programa da SIC, Verdade ou Consequência” (ligeiro, mas não supérfluo, animado, mas não vulgar), Nuno Artur Silva dizia que o poder do humorista reside na sua capacidade, não de derrubar regimes, não de “fazer mudar as coisas directamente”, mas no poder de colocar, no visado, o “bigode caricato” que há-de perseguir, para sempre, aquela pessoa, desde que a sátira seja poderosa. Ora, Ricardo Araújo Pereira tem esse poder. Goste-se ou não do estilo. De modo que, de forma ingénua e parva, o que não é necessariamente a mesma coisa e sofro de ambas, vou imaginado que, pelo menos, o medo do ridículo parodiado - o que se pode colar à pele e ser para a vida toda, como o atinado e fofo amor da melodia - possa vir a ser suficiente para refrear o despautério desta gente que sabe estar lindamente no colo do poder, chafurdando num imenso mar imundo, sem pruridos nem prudência, desde que continuem a poder servir-se do país e do Estado.

publicado às 13:21

Humores à altura de Neto de Moura.

por naomedeemouvidos, em 04.03.19

A inteligência associada ao sentido de humor costuma resultar em mixórdias explosivas, cujas ondas de choque chegam a cumprir mais serviço público do que todos os "dia-de” juntos, mesmo que aliados aos workshops mais estapafúdios, que é como quem diz, o de maquilhagem "p´rá juíza e p´ró juiz", como forma miserável de assinalar o dia da mulher, num ano que começa com mais de duas mãos cheias de mortas por violência doméstica e num país que – dizem – está na moda. Na verdade, vale mais um palhaço inteligente do que um saco de juízes muito doutos, que não é o mesmo que dizer muito dotados.

 

Esse senhor que diz que é juiz, para vergonha de uma classe inteira e mais uns quantos de nós, com mais classe ainda, meteu-se com o humorista errado. Isto, sim, é o que se chama pôr-se a jeito. Ofendido na sua honra – que deve ter a côr e a data do Código Penal de 1886 que o próprio tanto aprecia – o senhor Moura ameaça processar alguns dos que o criticaram pelo teor das considerações que tem deixado cair em alguns acórdãos dignos de sociedades que, em Portugal, estão extintas há algum tempo, pese embora a distracção e o infortúnio do pouco ilustre senhor.

 

Em defesa do colega, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses veio dizer que “um juiz também tem direitos, não é apenas um saco de pancada”, expressão admirável, que tem, pelo menos, o mérito de nunca poder ser considerada fora de contexto. Entre isto e as sessões de maquilhagem, venha um juiz e escolha.

 

Ricardo Araújo Pereira é um humorista brilhante. Mas é muito mais do que isso. Já há uns anos – num contexto completamente diferente – tinha mostrado o que vale quando se "pegou" com Odete Santos, no programa Dança Comigo. Ontem, na sua nova rubrica televisiva “Gente que Não Sabe Estar”, disse ao senhor Moura que, como diz o ditado, quem semeia ventos, colhe tempestades. E, às vezes, até o direito a um jogo em nome próprio.

publicado às 10:24



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

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O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

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