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Resmungos.

por naomedeemouvidos, em 24.04.19

Donald e Benjamin.PNG

 

Benjamin Netanyahu vai nomear uma nova cidade nos Montes Golã after Trump. Os dois devem estar radiantes. O primeiro, porque ninguém, talvez, tenha feito tanto – na História recente – por minar, mais ou menos intencionalmente, qualquer tentativa ou desejo de estabelecer os tais dois Estados que teimam em não lograr uma coexistência pacífica. O segundo, porque, sendo um narcisista incorrigível e peçonhento, vai poder, enfim, pavonear-se por algo um pouco mais palpável (e se o homem gosta…) que o crescimento da economia americana. Talvez não ganhe um muro, mas ganha um monte, uma cidade, pelo menos; poderá visitá-la, em deliciado e delicioso êxtase, rebolar de júbilo e adorar-se. Só lhe falta a derradeira união pacífica q.b. com o talentoso Kim, outrora visceral inimigo, mas, isso não interessa nada, que o tempo é de paz. E, a propósito, sem esquecer o Nobel, que o Donald quer muito. Ah, que relação fantásticamelhor que um filme de ficção científica. Podem arrumar-se os foguetes e, ainda assim, o tempo continuar de festa. Escrevem-se novos capítulos da História que os mais incautos – incrédulos copiosos, pavorosos – não viram chegar. Quem disse que a democracia não pode ser suspensa por seis meses, ou mais, a bem de reformas necessárias, ou de uma ordem qualquer que importe repor? Impor. Eles andavam aí, e a Manuela, calhando, nem desconfiava…

 

A vizinha Espanha vai a votos no próximo Domingo. “Não minta”, “a política espanhola a trumpificar-se”, “você é um fake”, e outros mimos, uns mais normais que outros em debates políticos televisivos. Talvez não importe tanto quem ganhou ou perdeu cada um dos debates, mas, sim, que solução governativa se apresentará depois de Domingo, se o PSOE de Pedro Sánchez ganhar sem maioria, como indicam as sondagens. Depois de Andaluzia, chegou a hora de ter Vox no Parlamento Espanhol? Apesar do que eles dizem, ou, pelo contrário, em favor do que defendem? E o que defendem, exactamente? Entre a América Great Again, o Brasil acima de tudo e a Espanha Viva, haverá lugar a comparações legítimas e úteis?

 

Já que os programas não são para cumprir, chegou a vez da política feita exclusivamente de slogans. Dizem que Steve Bannon lançou a semente e Trump inaugurou a moda no mundo dito civilizado. Talvez Matteo Salvini venha a seguir o conselho e faça do Papa Francisco um inimigo a combater, a bem da Itália. Não sei se já escolheram o slogan.

 

Entretanto, Sérgio Moro pegou-se com o nosso ex-primeiro ministro. Diz que não debate com criminosos. Pela televisão, pelo menos. Um pulinho da magistratura para funções governativas, há pouco mais que quatro meses, e Moro já esqueceu o princípio da presunção de inocência. Há quem diga que não é de agora. Como há quem, há muito, não veja em José Sócrates nada de inocente; nem na forma presumida. Eu, por acaso, pertenço a este último e infame grupo...

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publicado às 12:45

Teorias da conspiração, ou, talvez não...sei.

por naomedeemouvidos, em 22.11.18

    “Há uma conspiração de extrema-direita a nível internacional, muitíssimo bem pensada, bem planeada e que vem sendo executada passo a passo”, assim começava no início deste mês, Miguel Sousa Tavares, uma das suas crónicas semanais no Expresso. E, a seguir, referia que Steve Bannon era, não o único, mas o rosto mais visível dessa insidiosa construção.

    Na altura, perguntei-me se Miguel Sousa Tavares não estaria a exagerar, um pouco ao seu estilo mais ou menos cáustico e, nem sempre, tão isento e impoluto quanto se gostaria, mas, todos temos os nossos pecados e quem não gosta, já sabe o que há-de fazer, que proliferam alternativas, inclusive às alternativas. Adiante. Seguramente, não sou só eu que reparo, mas, alguns cronistas da nossa prolífera e dotada praça mediática entretêm-se, muitas vezes, a mandar recados aos “inimigos” de profissão e de ideologia. Pode ser uma outra crónica, um desabafo num programa de televisão, uma piada radiofónica, enfim, na forma e no meio que estiver mais à mão, ou à boca, e, nisso, não há mal algum. Nem todos gostamos de falar sozinhos, como os malucos, e há dinâmicas bem interessantes. O caso é que, a teoria da conspiração de Miguel Sousa Tavares mereceu uma outra crónica, desta vez, no Observador de um outro autor que, na maioria das vezes, não leio, por nenhuma razão em especial. Acabei por ler por me sentir identificada com a dúvida: Miguel Sousa Tavares tem razão em levantar a suspeita da existência de uma gigantesca e perigosa conspiração, meticulosamente, ardilosamente pensada para usurpar a liberdade e a democracia, ou o senhor é apenas uma vítima da intensidade das suas próprias crenças políticas de proporções cósmicas?

    As duas crónicas vão muito para além desta discussão, eu continuo cheia de dúvidas, mas, lembrei-me de ambas ao ler este artigo e de cujo teor o DN dá conta aqui.

    Não sei se existe ou não uma tentativa concertada para elevar a extrema-direita ao poder, mas, há dias, também li que um em cada quatro europeus admite votar em partidos populistas, cujo número (também li) mais do que triplicou nos últimos 20 anos, e que, "Portugal, Estónia e Letónia são os únicos países da Europa que não elegeram nenhum populista", ainda.

    Também há dias, num jantar com amigos, falávamos dos motivos (alguns deles) que levaram muitos a escolher um presidente como Jair Bolsonaro. Entre outras coisas, surgiu, inevitavelmente, a questão da segurança. “Sabes o que é estares permanentemente atenta à hora de chegada do teu filho da escola? Esperar que ele te ligue a dizer que está tudo bem?”, perguntava-se. Não, não sabemos. Mas, nos EUA, onde o acesso às armas é o que é, também podemos ter o azar, eufemisticamente falando para não endoidecer, de os nossos filhos estarem no lugar errado à hora errada. “Mas, nos EUA, não grassa a impunidade dos criminosos, como no Brasil”, é verdade. “Precisamos de alguém como ele”, para pôr ordem na casa; “se não cumprir o que diz, corremos com ele também!”, o que parece uma estratégia inteligente e, tão ou mais importante, infalível. Não fosse o caso de a História já ter demonstrado que correr com eles pode não ser tão fácil e limpo, como parecia e se esperava. É possível que Donald Trump volte a ganhar as eleições presidenciais em 2020. E se não ganhar?

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publicado às 10:36



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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